Em
2008, Cloverfield, um filme de monstro no estilo “câmera na mão” tornou-se um hit cinematográfico, caótico e
assustadoramente realista, o longa alavancou ainda mais o nome de J. J. Abrams. Dezesseis
anos depois – pois é, passou rápido hein – estreia Rua Cloverfield, 10 (10 Cloverfield
Lane, 2016), inaugurando uma nova antologia do cinema na qual o monstro da vez
não é exatamente apenas uma criatura ameaçadora e alienígena, mas o próprio ser
humano.
Quem
vai ao cinema esperando uma sequência nos mesmos moldes de Cloverfield - com aquela correria e a luta desesperadora pela
sobrevivência - pode “quebrar a cara” e
sair xingando o universo. Rua
Cloverfield, 10 é mais intimista, mais focado no elemento humano, mesmo assim, é tenso, é um suspense/sci-fi eficiente e que prende a atenção.



