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8 de junho de 2014

No Limite do Amanhã




Uma ficção científica com muita ação e roteiro inteligente, mas que escorrega no seu clímax, assim é No Limite do Amanhã (Edge of Tomorrow,2014), novo filme do carismático Tom Cruise.  O astro do sorriso largo escolhe muito bem seus projetos, seus últimos três filmes, Jack Reacher, Oblivion e este, podem não ter tido sucesso absoluto de crítica ou de público, mas ressalta o esforço do ator em trabalhar com roteiros engenhosos e material inédito. 

Para mim, dos seus últimos trabalhos, Jack Reacher é o que me agrada mais, Oblivion é confuso demais e No Limite de Amanhã, bem, é um bom filme, mas me deixou uma sensação de que poderia ser bem melhor. Cruise é um dos meus atores preferidos desde sempre, um dos mais simpáticos e queridos de Hollywood, isso é incontestável, então, sempre que há um novo trabalho do Mr. Show Me The Money, eu tenho que conferir.

 Cruise vive. morre. repete.

Comandado por Doug Liman, diretor dos divertidos Vamos Nessa e Sr. e Sra. Smith, No Limite do Amanhã começa quando um profissional de Relações Públicas, Cage, papel de Cruise, é obrigado a ir para a linha de frente numa batalha entre humanos e seres alienígenas. Sem qualquer experiência em combate, Cage veste o seu exoesqueleto, se junta a outros milhares de soldados e cai de paraquedas num cenário de guerra impiedoso e violento que muito se assemelha ao início de O Resgate do Soldado Ryan.

Após ser morto, Cage acorda novamente no dia anterior. E tudo se repete, uma, duas, três, milhares de vezes, e assim, o personagem descobre que esta sua habilidade de voltar no tempo pode ser a chave para ganhar a guerra contra os aliens. A grande sacada do filme é que as repetições não cansam de modo algum o espectador, detalhes simples como o cansaço do personagem, momentos cômicos e frustrantes do protagonista faz com que a gente perceba que houve uma mudança no tempo.

 Emily Blunt sensualizando em modo repeat

Cruise tem uma atuação notável, repetir a mesma cena inúmeras vezes, mas demonstrando em cada uma delas emoções distintas de forma sutil, não é tão simples assim. Emily Blunt também não fica atrás, Vrataski, sua personagem guerreira e fria, nada lembra a “simpática” Emily, secretária de Miranda no sucesso O Diabo Veste Prada.

A trama futurística parece confusa, mas não é, a princípio, Liman conduz o filme com muita firmeza e objetividade, as cenas de ação são bem elaboradas e surpreendem, o alienígena também é outro elemento muito interessante e diferente de tudo já visto em produções do gênero, mas em seus momentos finais, o longa derrapa feio e se rende aos clichês. A inteligência e a ousadia presente no roteiro na sua fase inicial deu lugar ao lugar comum, o óbvio, o “arroz com feijão”, a batalha na cidade de Paris não empolga, porque já vimos algo semelhante em centenas de outros blockbusters por aí. Tudo é muito previsível. E no fim da sessão, fiquei com uma ideia na cabeça, pensando de que forma No Limite do Amanhã teria um final mais satisfatório e menos preguiçoso.

NOTA: 7,0

5 de outubro de 2009

Distrito 9

LEITURA PARA HUMANOS E NÃO-HUMANOS!

Já vi tantos filmes e seriados retratando os alíens e sua chegada (geralmente catastrófica) à terra de tantas formas diferentes que nem imaginei uma abordagem mais "original" sobre o tema. São milhares de longas cuja a premissa bàsica é: "aliens caçam seres humanos", e é surpreendente que em tantos anos, ninguém pensou em inverter os papéis. Bom, alguém apareceu, Neill Blomkam, este é o nome da figura que construiu um filmaço sobre a premissa invertida "humanos caçam aliens". A ideia genial de Neil nos apresenta a um mundo no qual os alienígenas sofrem abusos diários dos humanos, são violentados e roubados pelas autoridades, e são trancafiados em uma zona pobre de Johannesburgo, na África do Sul. Pronto! Nesse contexto, é inevitável torcer contra os seres humanos. Me refiro à DISTRITO 9, um dos melhores filmes do ano.

É o primeiro trabalho do diretor, que convenhamos, começou muito bem. É  ficção cientifica com toques de documentário, trilha de documentário, atores desconhecidos, o que só aumenta a sensação de realidade transmitida pela fita. Distrito 9 começa com relatos de pessoas que tiveram contatos com os langostinos (como são conhecidos os visitantes), moradores da favela falam sobre a relação tempestuosa com os intrusos, agentes do governo comentam como eles chegaram alí 20 anos atrás, desnutridos e indefesos, e que por alguma razão a nave-mãe não é capaz de se movimentar.

Resultado: os ets terão que viver em uma terra estranha, se alimentar apenas de comida de gato e do lixo produzido por humanos, sendo violentados, tendo suas armas tecnologicamente mais avançada que a nossa, roubada pelos figurões de grandes empresas para o intuito, claro, de ganhar dinheiro, e tendo que viver sob alvo de discriminação e de pedras (interessante, Mario Vargas Llosa conta algo parecido em seu livro Israel-Palestina: Paz ou guerra Santa).



Enfim, se tornam seres inferiores porque foram privados de auxilio á saude, comida, lugares decentes para viver, são esquecidos pelo governo. Algo semelhante ocorre com alguns povos do planeta. É praticamente a nossa realidade, mas somos inferiores a qualquer tipo de ser vivo que exista pois marginamos e discriminamos os indivíduos de nossa própria espécie! Que vergonha! Como um excelente produto do gênero, Distrito 9 é entretenimento, mas também é uma dura crítica à nossa sociedade.


Apesar de o roteiro seguir rumos previsíveis, não é o suficiente para tirar o brilho do filme. O personagem principal Wikus, interpretado pelo novato Sharlto Copley, é tão carismático que até nos angustia ver seu personagem trilhar caminhos tão inimagináveis e dolorosos. Os efeitos não decepcionam (Neil fez milagre com apenas 30 milhões de orçamento) assim como as cenas incríveis de ação. Uma fita ímpar. Já é de se esperar uma sequência, já criei expectativas imensas sobre ela e por qualquer outro futuro trabalho do diretor.
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