Páginas

Mostrando postagens com marcador Sharlto Copley. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sharlto Copley. Mostrar todas as postagens

4 de setembro de 2016

Hardcore: Missão Extrema


Em tempos em que os filmes de ação se resumem basicamente a filmes de super-heróis e de agentes (Kingsman, Jason Bourne), é reconfortante saber que, fora do mainstream, tem gente no cinema trabalhando para trazer inovação a esse gênero tão subestimado e oferecer ao público uma obra desafiadora, ousada e diferente de qualquer filme de ação que você tenha visto ultimamente, é o caso de Hardcore: Missão Extrema (Hardcore Henry, 2015), do estreante  diretor russo Ilya Naishuller – que também roteirizou o longa – e protagonizado por Sharlto Copley (Distrito 9, Elysium).

Sabe esses vídeos em que uma pessoa com uma câmera GoPro atrelada à cabeça realiza perigosas aventuras de bike ou esportes radicais e nos deixam tontinhos, parece até que estamos ali com ela? Pois então, Hardcore: Missão Extrema utiliza esse recurso de uma maneira bastante eficiente durante todo o filme, colocando o espectador sob a perspectiva do personagem principal Henry.

22 de setembro de 2013

Elysium



Meses depois da estreia de Distrito 9, lá em 2009, muitos se perguntaram se o próximo trabalho do diretor Neill Blomkamp seria tão bom quanto o seu primeiro filme. Todos aguardavam ansiosamente pela nova empreitada do cineasta, que impressionou todo o mundo com o misto de documentário e ficção científica. Bom, Elysium (2013) estreou finalmente e uma coisa é certa: Não é melhor que Distrito 9, ainda assim é um grande exemplar do gênero ficção científica, uma fita de ação eletrizante, isso é incontestável.

Um dos motivos pelo qual Elysium é inferior a Distrito 9 é que o subtexto político e crítica social sustentado no início se perde em meio à correria desenfreada na metade do filme até o seu desfecho.  Mas a obra tem suas qualidades. A construção de um cenário dividido em dois subgrupos é perfeita. De um lado, a Terra, devastada e marcada pela pobreza extrema e exploração do povo por grandes corporações. Do outro, a tranquilidade, a beleza e a riqueza de Elysium, cujo mundo é comandado com frieza por Delacourt, vivida por Jodie Foster.

Moura e Damon: atuação do brasileiro foi elogiada

É na Terra que se concentra os mais importantes personagens da produção, como o protagonista Max, interpretado pelo sempre competente Matt Damon. Após sofrer um acidente na fábrica onde trabalha e ser exposto à radiação, Max procura um hacker do submundo chamado Spider, Wagner Moura em uma atuação esplêndida e bem a vontade com o idioma ianque. Após ser transformado numa espécie de homem-máquina, Max tenta ir a Elysium de qualquer maneira. Nesse contexto ainda estão as personagens de Diego Luna, Alice Braga e Sharlto Copley. Damon e Foster estão bem e reconheço, mas são dois coadjuvantes que roubam a cena, o nosso querido Wagner Moura e Copley, interpretando aqui um mercenário pervertido e repugnante.

Copley se destaca como um vilão furioso

Ressaltando, Elysium é um bom filme e vale o (caro) ingresso do cinema, prende a atenção do espectador durante quase duas horas de duração e Blomkamp mostra-se muito hábil nas empolgantes cenas de ação, porém o maior “pecado” do cineasta foi ceder à correria incontrolável típica dos filmes de ação hollywoodianos, e desse modo, a produção culmina em um desfecho sem muita emoção e nos importamos bem menos com as personagens, nessa altura, os flashbacks de infância de Max que no início tinha o intuito de nos sentir mais próximos do protagonista, já não nos comovem mais.


NOTA: 7,5

5 de outubro de 2009

Distrito 9

LEITURA PARA HUMANOS E NÃO-HUMANOS!

Já vi tantos filmes e seriados retratando os alíens e sua chegada (geralmente catastrófica) à terra de tantas formas diferentes que nem imaginei uma abordagem mais "original" sobre o tema. São milhares de longas cuja a premissa bàsica é: "aliens caçam seres humanos", e é surpreendente que em tantos anos, ninguém pensou em inverter os papéis. Bom, alguém apareceu, Neill Blomkam, este é o nome da figura que construiu um filmaço sobre a premissa invertida "humanos caçam aliens". A ideia genial de Neil nos apresenta a um mundo no qual os alienígenas sofrem abusos diários dos humanos, são violentados e roubados pelas autoridades, e são trancafiados em uma zona pobre de Johannesburgo, na África do Sul. Pronto! Nesse contexto, é inevitável torcer contra os seres humanos. Me refiro à DISTRITO 9, um dos melhores filmes do ano.

É o primeiro trabalho do diretor, que convenhamos, começou muito bem. É  ficção cientifica com toques de documentário, trilha de documentário, atores desconhecidos, o que só aumenta a sensação de realidade transmitida pela fita. Distrito 9 começa com relatos de pessoas que tiveram contatos com os langostinos (como são conhecidos os visitantes), moradores da favela falam sobre a relação tempestuosa com os intrusos, agentes do governo comentam como eles chegaram alí 20 anos atrás, desnutridos e indefesos, e que por alguma razão a nave-mãe não é capaz de se movimentar.

Resultado: os ets terão que viver em uma terra estranha, se alimentar apenas de comida de gato e do lixo produzido por humanos, sendo violentados, tendo suas armas tecnologicamente mais avançada que a nossa, roubada pelos figurões de grandes empresas para o intuito, claro, de ganhar dinheiro, e tendo que viver sob alvo de discriminação e de pedras (interessante, Mario Vargas Llosa conta algo parecido em seu livro Israel-Palestina: Paz ou guerra Santa).



Enfim, se tornam seres inferiores porque foram privados de auxilio á saude, comida, lugares decentes para viver, são esquecidos pelo governo. Algo semelhante ocorre com alguns povos do planeta. É praticamente a nossa realidade, mas somos inferiores a qualquer tipo de ser vivo que exista pois marginamos e discriminamos os indivíduos de nossa própria espécie! Que vergonha! Como um excelente produto do gênero, Distrito 9 é entretenimento, mas também é uma dura crítica à nossa sociedade.


Apesar de o roteiro seguir rumos previsíveis, não é o suficiente para tirar o brilho do filme. O personagem principal Wikus, interpretado pelo novato Sharlto Copley, é tão carismático que até nos angustia ver seu personagem trilhar caminhos tão inimagináveis e dolorosos. Os efeitos não decepcionam (Neil fez milagre com apenas 30 milhões de orçamento) assim como as cenas incríveis de ação. Uma fita ímpar. Já é de se esperar uma sequência, já criei expectativas imensas sobre ela e por qualquer outro futuro trabalho do diretor.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...