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23 de dezembro de 2015

Melhores séries de 2015






O fim do ano chegou, é aquele momento de mostrar as séries que me conquistaram em 2015, infelizmente, não pude ver todos os seriados que eu tinha planejado, mas aqueles que consegui acompanhar e realmente gostei, estão na lista a seguir.






Sense8 - Ousada, libertadora, intrigante e envolvente, Sense8 foi a redenção dos irmãos Wachowski, que colecionavam fracassos cinematográficos desde o fim da trilogia Matrix. Sense8 ganhou a aprovação da crítica e do público e mal posso esperar pela segunda temporada.





Demolidor - Outra série incomparável da Netflix. A versão realista, crua e violenta do herói cego da Marvel, Matthew Murdock, confirma o compromisso do estúdio com a adaptação fiel de seus personagens e por isso, Demolidor, por enquanto, é a melhor série da Marvel, posto do qual vai ser difícil derrubar.


2 de janeiro de 2015

As Melhores Séries de 2014



O ano de 2014 foi muito bom para as produções de televisão, teve muitas boas estreias. Algumas séries corresponderam as expectativas e outras “pegaram” o público de surpresa. Assisti a mais de 40 séries no ano passado, mas apenas metade delas valem a pena estar nessa seleção das melhores do ano. 




1- Please Like Me: A segunda temporada desta comédia australiana foi como se esperava, irreverente, divertida e tragicômica.  A série gay de Josh Tomas que retrata a  juventude com um olhar "agridoce", foi renovada para a terceira temporada. A gente agradece. Leia aqui a crítica.





2- The Leftovers: A série de Damon Lindelof e Tom Perrotta custou a ganhar a minha simpatia, mas revelou-se uma grande surpresa da televisão no ano de sua estreia. Um seriado poderoso, forte e instigante. The Leftovers , em seu enredo, analisa o comportamento humano diante de tragédias, fala de fé e de perdas adicionando um leve toque de sobrenatural.





3- The Good Wife: Uma das melhores dramas jurídicos da TV, The Good Wife nunca perdeu a qualidade nos cinco anos que está no ar. Com uma protagonista forte e carismática, Alicia Florrick (Julianna Margulies), um elenco talentoso e histórias de tirar o fôlego, a série tomou um rumo corajoso na quinta temporada, tornando-a um dos seriados mais obrigatórios da atualidade.



4- Penny Dreadful: Uma das estreias mais aterrorizantes em 2014. Dando uma nova “cara” às criaturas clássicas do cinema como Frankenstein e vampiros e misturando elementos do gênero de terror, como demônios e possessão, Penny Dreadful tem sua maior força na atuação hipnotizante de Eva Green, na pele de uma mulher misteriosa e perseguida pelo demônio.




5- Looking: Séries com personagens gays não faltam. Looking, da HBO, chegou para representar a classe nos dias de hoje, sem estereótipos e explorando o meio GLS de forma aberta e muito real. Jonathan Groff protagoniza o drama ambientado em São Francisco e enfoca as crises, frustrações e aventuras no universo gay. 





6- True Detective: A série já era considerada um “hit” antes mesmo antes da estreia e dois motivos contribuíram para isso. Primeiro, é um produto com a qualidade HBO, segundo, tem no elenco dois grandes nomes de prestígio do cinema, Matthew McConaughey e Woody Harrelson. Na trama, dois detetives tentam desvendar um caso bizarro de assassinato. Com oito episódios, TD inovou na narrativa e trouxe atuações marcantes dos protagonistas.



7- Fargo: A obra dos Irmãos Cohen se transformou em um seriado tão bom, violento e cínico quanto o material original. Martin Freeman (Sherlock) e Billy Bob Thornton protagonizam este thriller de humor negro marcado pela história inteligente e o inesperado. O primeiro episódio de Fargo é uma obra prima, suficiente para a série figurar na lista. 




8- The Strain: Nova York é invadida por vampiros linguarudos nesta série estreante criada pelo gênio Guillermo Del Toro (O Labirinto do Fauno) e Chuck Hogan. A série do canal FX tem suas irregularidades, mas é apavorante como nenhuma outra, as cenas  de tensão e suspense são de  arrepiar.  Leia aqui a crítica da primeira temporada.





9- Jane the Virgin: A melhor surpresa da TV em 2014. O seriado agradou geral e até foi indicada ao Globo de Ouro na categoria Melhor Série Cômica, isso apenas com 9 episódios exibidos. A série do The CW – conhecido por ser um canal de produções adolescentes como The Vampire Diaries - está fazendo história, como a primeira série do canal a ser indicada à premiação. Jane The Virgin é uma novela mexicana feita nos EUA, cativante e viciante, conta a história de uma garota virgem que, sem querer, é inseminada artificialmente. 



10- Kingdom: Chegou de mansinho, mas a série de MMA do canal DirecTV conquistou o público, principalmente o masculino e as fãs do Nick Jonas. Protagonizado por Frank Grillo e Jonathan Tucker, o seriado sobre os dramas de uma família que vive no mundo das artes marciais se destaca pelo toque humano e realista dado à história, além disso, o roteiro cuida dos personagens com muita cautela e carinho, mas com a coragem de nunca deixá-los ilesos quando sobem no ringue. Leia mais aqui.


11- Homeland: Após uma terceira temporada polêmica e fraca, no último ano a série protagonizada por Claire Danes voltou aos trilhos. Intensa, repleta de reviravoltas e momentos angustiantes, a quarta temporada de Homeland levou Carrie para lutar contra o terrorismo no Paquistão. Danes continua sendo a maior atração do programa. 




Menções honrosas para as seguintes séries:

Gotham
Banshee 
Bates Motel
The Fall
Nashville
Game of Thrones
The Flash
O Negócio
Masters of Sex
How To Get Away With Murder
Sherlock

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16 de novembro de 2014

Jane The Virgin - Uma série irresistível e muito "mexicana”



 


Como não ficar intrigado e no mínimo curioso com a seguinte premissa: Quando Jane era uma garotinha, sua avó a convenceu de duas coisas: novelas são a melhor forma de entretenimento e mulheres devem preservar suas virgindades a qualquer custo. Agora, com 23 anos, a vida de Jane de repente se tornou tão dramática e complicada como uma novela que ela sempre amou, pois uma série de eventos inesperados fez com que ela fosse inseminada artificialmente (!!!!). Tem como resistir?


Pois é, esta é a premissa excepcional da nova e hilária série do canal The CW, Jane The Virgin. A produção é um remake de uma telenovela venezuelana chamada Juana La Virgen. A exuberante atriz colombiana Sofia Vergara (Modern Family) e Ben Silverman, que produziu Ugly Betty, são responsáveis pela adaptação, ou seja, a série tem suas  qualidades e muita “latinidade” graças aos nomes envolvidos. E se você adorava Ugly Betty, Jane The Virgin é um programa obrigatório. 

 Jane descobre o "impossível"!!


Há algumas semelhanças com o seriado fashionista, como o elemento bilíngue, há o núcleo da família  da protagonista que fala espanhol e inglês, o roteiro ágil e as situações mais que engraçadas em que Jane é envolvida. A cena em que ela descobre que está grávida - mesmo virgem - é impagável.


Jane é interpretada por Gina Rodriguez, carismática e boa atriz, tão perfeita no papel quanto America Ferrera era vivendo a Betty Suarez.  Xiomara (Andrea Navedo), a mãe sexy e escandalosa de Jane e a sua avó, viciada em telenovelas, são outros destaques da história absurda e divertida. 


Além dos personagens cativantes que a gente passa a gostar já no primeiro episódio, Jane The Virgin tem outros fatores que a diferenciam de todas as outras  séries em exibição e transforma-a na aposta mais ousada e bem sucedida do canal The CW  -  que não envolve super-heróis. A narração em off, que está sempre nos guiando na história ou interrompendo um diálogo para nos contar algo engraçado ou implícito sobre as personagens, é um artifício eficiente, esperto e atribui todo o clima despretensioso ao seriado. A característica mais importante, então, é o jeito “mexicano” de ser da série, representado aqui pelas múltiplas tramas, que nos deixam tontos com tantas reviravoltas e brincam com a possibilidade de que (quase) todas as personagens se conhecem.

O pai da criança de Jane e sua namorada


Jane The Virgin é uma das maiores surpresas da TV este ano, sem dúvida. Despretensiosa, ambiciosa, alegre e descaradamente “mexicana”, no bom sentido, mas com qualidade e bons atores. A série ganhou a simpatia da crítica americana e o público.  The CW garantiu a primeira temporada completa, composta por 22 episódios. Com cinco episódios exibidos e muito bem escritos, a história  está sempre avançando a passos largos, espero que Jane The Virgin mantenha esse “frescor” por muito tempo. É uma daquelas séries que ninguém espera muito, mas quando descobre, não quer  mais largar.

Confere o trailer  e sente o clima gostoso do novelão:

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