O fim do ano chegou, é aquele momento de mostrar as séries
que me conquistaram em 2015, infelizmente, não pude ver todos os seriados que
eu tinha planejado, masaqueles que consegui acompanhar e realmente
gostei, estão na lista a seguir.
Sense8-
Ousada, libertadora, intrigante e envolvente, Sense8 foi a redenção dos
irmãos Wachowski, que colecionavam fracassos cinematográficos desde o fim da
trilogia Matrix. Sense8 ganhou a aprovação da crítica e do
público e mal posso esperar pela segunda temporada.
Demolidor-
Outra série incomparável da Netflix. A versão realista, crua e violenta do
herói cego da Marvel, Matthew Murdock, confirma o compromisso do estúdio com a
adaptação fiel de seus personagens e por isso, Demolidor, por enquanto,
é a melhor série da Marvel, posto do qual vai ser difícil derrubar.
O ano de 2014 foi muito bom para as
produções de televisão, teve muitas boas estreias. Algumas séries corresponderam as
expectativas e outras “pegaram” o público de surpresa. Assisti a mais de 40 séries no ano passado, mas apenas metade delas valem a
pena estar nessa seleção das melhores do ano.
1- Please Like Me: A segunda temporada
desta comédia australiana foi como se esperava, irreverente, divertida e
tragicômica. A série gay de Josh Tomas
que retrata a juventude com um olhar "agridoce", foi renovada para a terceira temporada. A gente
agradece. Leia aqui a crítica.
2- The Leftovers: A série de Damon
Lindelof e Tom Perrotta custou a ganhar a minha simpatia, mas revelou-se uma
grande surpresa da televisão no ano de sua estreia. Um seriado poderoso, forte e instigante. The Leftovers, em seu enredo, analisa o comportamento humano diante de
tragédias, fala de fé e de perdas adicionando um leve toque de sobrenatural.
3- The Good Wife: Uma das melhores
dramas jurídicos da TV, The Good Wife nunca perdeu a qualidade nos cinco anos
que está no ar. Com uma protagonista forte e carismática, Alicia Florrick
(Julianna Margulies), um elenco talentoso e histórias de tirar o fôlego, a
série tomou um rumo corajoso na quinta temporada, tornando-a um dos seriados
mais obrigatórios da atualidade.
4- Penny Dreadful: Uma das estreias
mais aterrorizantes em 2014. Dando uma nova “cara” às criaturas clássicas do
cinema como Frankenstein e vampiros e misturando elementos do gênero de terror,
como demônios e possessão, Penny Dreadful tem sua maior força na atuação hipnotizante
de Eva Green, na pele de uma mulher misteriosa e perseguida pelo demônio.
5- Looking: Séries com personagens
gays não faltam. Looking, da HBO, chegou para representar a classe nos dias de
hoje, sem estereótipos e explorando o meio GLS de forma aberta e muito real.
Jonathan Groff protagoniza o drama ambientado em São Francisco e enfoca as
crises, frustrações e aventuras no universo gay.
6- True Detective: A série já era
considerada um “hit” antes mesmo antes da estreia e dois motivos contribuíram
para isso. Primeiro, é um produto com a qualidade HBO, segundo, tem no elenco
dois grandes nomes de prestígio do cinema, Matthew McConaughey e Woody
Harrelson. Na trama, dois detetives tentam desvendar um caso bizarro de
assassinato. Com oito episódios, TD inovou na narrativa e trouxe
atuações marcantes dos protagonistas.
7- Fargo: A obra dos Irmãos Cohen se
transformou em um seriado tão bom, violento e cínico quanto o material original.
Martin Freeman (Sherlock) e Billy Bob Thornton protagonizam este thriller de humor
negro marcado pela história inteligente e o inesperado. O primeiro episódio de
Fargo é uma obra prima, suficiente para a série figurar na lista.
8- The Strain: Nova York é invadida
por vampiros linguarudos nesta série estreante criada pelo gênio Guillermo Del
Toro (O Labirinto do Fauno) e Chuck Hogan. A série do canal FX tem suas
irregularidades, mas é apavorante como nenhuma outra, as cenas de tensão e suspense são de arrepiar. Leia aqui a crítica da primeira temporada.
9- Jane the Virgin: A melhor surpresa
da TV em 2014. O seriado agradou geral e até foi
indicada ao Globo de Ouro na categoria Melhor Série Cômica, isso apenas com 9
episódios exibidos. A série do The CW – conhecido por ser um canal de produções
adolescentes como The Vampire Diaries - está fazendo história, como a
primeira série do canal a ser indicada à premiação. Jane The Virgin é uma
novela mexicana feita nos EUA, cativante e viciante, conta a história de uma
garota virgem que, sem querer, é inseminada artificialmente.
10- Kingdom: Chegou de mansinho, mas a série de MMA do canal DirecTV conquistou o público,
principalmente o masculino e as fãs do Nick Jonas. Protagonizado por Frank
Grillo e Jonathan Tucker, o seriado sobre os dramas de uma família que vive no
mundo das artes marciais se destaca pelo toque humano e realista dado à
história, além disso, o roteiro cuida dos personagens com muita cautela e
carinho, mas com a coragem de nunca deixá-los ilesos quando sobem no ringue. Leia mais aqui.
11- Homeland: Após uma terceira
temporada polêmica e fraca, no último ano a série protagonizada por Claire Danes voltou aos
trilhos. Intensa, repleta de reviravoltas e momentos angustiantes, a quarta
temporada de Homeland levou Carrie para lutar contra o terrorismo no Paquistão. Danes continua sendo a maior atração do programa.
Como não ficar intrigado e
no mínimo curioso com a seguinte premissa: Quando Jane era uma garotinha, sua
avó a convenceu de duas coisas: novelas são a melhor forma de entretenimento e
mulheres devem preservar suas virgindades a qualquer custo. Agora, com 23 anos,
a vida de Jane de repente se tornou tão dramática e complicada como uma novela que ela sempre amou, pois
uma série de eventos inesperados fez com que ela fosse inseminada artificialmente
(!!!!). Tem como resistir?
Pois é, esta é a premissa
excepcional da nova e hilária série do canal The CW, Jane The Virgin. A
produção é um remake de uma telenovela venezuelana chamada Juana La Virgen. A exuberante atriz colombiana Sofia
Vergara (Modern Family) e Ben Silverman, que produziu Ugly Betty, são
responsáveis pela adaptação, ou seja, a série tem suas qualidades
e muita “latinidade” graças aos nomes envolvidos. E se
você adorava Ugly Betty, Jane The Virgin é um programa obrigatório.
Jane descobre o "impossível"!!
Há algumas semelhanças com o
seriado fashionista, como o elemento bilíngue, há o núcleo da família da protagonista que fala
espanhol e inglês, o roteiro ágil e as situações mais que engraçadas em que Jane é envolvida. A cena em que ela descobre que está grávida - mesmo virgem
- é impagável.
Jane é interpretada por
Gina Rodriguez, carismática e boa atriz, tão perfeita no papel quanto America
Ferrera era vivendo a Betty Suarez.
Xiomara (Andrea Navedo), a mãe sexy e escandalosa de Jane e a sua avó, viciada em telenovelas, são outros
destaques da história absurda e divertida.
Além dos personagens
cativantes que a gente passa a gostar já no primeiro episódio, Jane The Virgin
tem outros fatores que a diferenciam de
todas as outras séries em exibição e
transforma-a na aposta mais ousada e bem sucedida do canal The CW - que não envolve super-heróis. A narração em off, que está sempre nos guiando na história ou interrompendo um
diálogo para nos contar algo engraçado ou implícito sobre as personagens, é um artifício eficiente, esperto e atribui todo o clima despretensioso ao seriado. A característica mais importante, então, é o jeito “mexicano” de ser da série, representado
aqui pelas múltiplas tramas, que nos deixam tontos com tantas reviravoltas e
brincam com a possibilidade de que (quase)
todas as personagens se conhecem.
O pai da criança de Jane e sua namorada
Jane The Virgin é uma das
maiores surpresas da TV este ano, sem dúvida. Despretensiosa, ambiciosa, alegre e descaradamente “mexicana”, no bom sentido, mas com qualidade e bons
atores. A série ganhou a simpatia da
crítica americana e o público. The CW
garantiu a primeira temporada completa, composta por 22 episódios. Com cinco
episódios exibidos e muito bem escritos, a história está sempre avançando a passos
largos, espero que Jane The Virgin mantenha esse “frescor” por muito tempo. É
uma daquelas séries que ninguém espera muito, mas quando descobre, não quer mais largar.
Confere o trailer e sente o clima gostoso do novelão: