“Ao menos concordamos que o
terceiro filme é bem pior”. Quando Jean Grey dispara essa frase eu já
suspeitava, a essa altura, que X-Men: Apocalipse (X-Men: Apocalypse, 2016) não
seria melhor que o sofrível X-Men: O confronto final. Enganei-me um pouco, essa
nova aventura é levemente superior à parte 3 da primeira trilogia, é divertida
e tem cenas empolgantes, ainda assim, decepcionante, vazia e confirma a teoria
de Jean.
X-Men: Apocalipse inicia bem, de
forma pomposa, no Egito antigo, nos apresentando o vilão Apocalipse (interpretado
por Oscar Isaac, debaixo de quilos de maquiagem azul) no ritual de troca de
corpo, que é interrompido por um grupo de revoltosos. A sequência é
espetacular, mas de nada adianta agradar
os olhos, se não toca o coração, e é justamente essa falta de conexão com os
personagens o maior defeito do filme. O roteiro não tem aprofundamento
emocional, não há elementos dramáticos, embora haja
uma tentativa de cativar o público na subtrama de Erik/Magneto (Michael
Fassbender), essa história, pela rapidez e a falta de densidade com a qual é
contada, não nos envolve emocionalmente. Um desperdício, pois Magneto é de
longe o personagem mais interessante da saga.

