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13 de maio de 2017

Alien: Covenant


Há cinco anos Ridley Scott retomava a franquia Alien com Prometheus, uma obra indigesta e confusa, ninguém “abraçou” o teor existencialista da ficção que apresenta apenas ameaças e promessas (não cumpridas). Agora, em Alien: Covenant (2017), Scott faz o oposto e literalmente “toca o terror” em um filme visceral e sangrento.

Alien: Covenant não é melhor ou tão bom quanto o original de 1979 (a crítica especializada é muito ingênua ao esperar isso), na verdade, não precisa ser, o mais importante é que Covenant é muito superior a Prometheus. E isso já basta.

22 de maio de 2016

X-Men: Apocalipse




“Ao menos concordamos que o terceiro filme é bem pior”. Quando Jean Grey dispara essa frase eu já suspeitava, a essa altura, que X-Men: Apocalipse (X-Men: Apocalypse, 2016) não seria melhor que o sofrível X-Men: O confronto final. Enganei-me um pouco, essa nova aventura é levemente superior à parte 3 da primeira trilogia, é divertida e tem cenas empolgantes, ainda assim, decepcionante, vazia e confirma a teoria de Jean. 

X-Men: Apocalipse inicia bem, de forma pomposa, no Egito antigo, nos apresentando o vilão Apocalipse (interpretado por Oscar Isaac, debaixo de quilos de maquiagem azul) no ritual de troca de corpo, que é interrompido por um grupo de revoltosos. A sequência é espetacular,  mas de nada adianta agradar os olhos, se não toca o coração, e é justamente essa falta de conexão com os personagens o maior defeito do filme. O roteiro não tem aprofundamento emocional,  não há elementos dramáticos, embora haja uma tentativa de cativar o público na subtrama de Erik/Magneto (Michael Fassbender), essa história, pela rapidez e a falta de densidade com a qual é contada, não nos envolve emocionalmente. Um desperdício, pois Magneto é de longe o personagem mais interessante da saga.

25 de janeiro de 2015

4 Filmes Interessantes Que Você Não Viu em 2014






Se há muitos bons filmes que são lançados nos cinemas durante o ano, existem muito mais que não chegam nem perto do circuito comercial. Escolhi quatro obras peculiares e elogiadas pela crítica no ano de 2014, contudo, já estamos em 2015 e elas continuam desconhecidas por uma grande maioria. A culpa pode ser atribuída ao mercado de cinema que prioriza os blockbusters de grande apelo comercial e esquece dos pequenos "achados" que a sétima arte produz.





Locke - Um ator em cena, uma só locação. Toda a história do filme se passa dentro de um carro. Tom Hardy (Guerreiro), interpreta Ivan Locke, um homem que tenta resolver vários problemas por telefone enquanto dirige em direção a um lugar onde terá que lidar com um erro do passado. Dirigido por Steven Knight, Locke é claustrofóbico, tenso, totalmente dependente da atuação de Hardy, que compõe uma das melhores performances de sua carreira. Apesar de muito elogiado, o filme não tem previsão de estreia no Brasil, deve chegar direto em DVD em algum momento nesta vida, ou na outra. Veja o trailer.




O Predestinado (Predestination) -  Ethan Hawke (Boyhood) estrela esta surpreendente ficção científica australiana dirigida pelo The Spierig Brothers (2019 – O ano da extinção). O filme é desses que vai deixar você embasbacado, violentamente perplexo. Assistir O Predestinado apenas uma vez, será algo difícil de fazer. A trama, de forma bem resumida para revelar o mínimo possível, envolve um agente temporal (Hawke), que vai e volta no tempo, a fim de prevenir desastres. Para capturar um terrorista, ele pede a ajuda de uma mulher hermafrodita, interpretada brilhantemente pela atriz Sarah Snook. Para quem aprecia um filme que desafia a inteligência, O Predestinado é altamente recomendável. O thriller foi lançado direto em DVD no Brasil no fim do ano passado. Confira o trailer.




Frank - Michael Fassbender (Hunger) é o líder de uma banda e usa uma cabeça falsa gigante nesta produção britânica indie. Na história, Jon (Domhnall Gleeson) é um jovem tuiteiro e aspirante a compositor, e que um dia, por acaso, se depara com os integrantes da banda Soronprfbs. O garoto ruivo então é convidado a substituir o tecladista da banda, já que este tentou o suicídio. O longa se concentra na convivência de Jon, deslumbrado com Frank e a banda, e no seu processo de autodescoberta. Vendido como comédia, Frank está mais para um drama melancólico e esquisito, mas é um bom filme, principalmente para quem curte música. Ouvir o Fassbender cantando I Love You All, já vale o download ingresso. Frank -  assista o trailer  - está previsto para estrear em março nos cinemas nacionais, mas acho difícil.




O Senhor Babadook (The Babadook) – Aqui está outra obra cinematográfica da Austrália que não pode passar despercebida. Se você não leu a minha crítica sobre o filme, clique aqui - ou role a barra para baixo. Mas aqui vai uma breve introdução: The Babadook é um suspense psicológico centrado no relacionamento entre uma mãe depressiva e o filho de comportamento difícil, a relação piora quando uma força sobrenatural começa a assustá-los, o desespero e o medo, então, os obrigam a perpetrar atos inimagináveis. A fita foge da fórmula dos filmes de suspense de Hollywood, e  isto já é motivo suficiente para você vê-lo. Esta obra angustiante não foi lançada nos cinemas, mas já está disponível no Netflix.

27 de outubro de 2013

O Conselheiro do Crime



Ao término da sessão do novo filme de Ridley Scott, O Conselheiro do Crime (The Counselor, 2013), a única cena realmente memorável que ficou na minha mente é a da personagem Malkina (Cameron Diaz arrasando) em um momento sexual e bizarro em cima de um carro. Não por acaso, é a loira atriz quarentona que surpreende e se destaca na produção composta por um elenco de peso com nomes como Michael Fassbender, Javier Barden, Brad Pitt e Penélope Cruz.

Bom, já que a obra do prestigiado cineasta é tão morna que dá preguiça de escrever sobre a trama, vou falar mais sobre a Cameron Diaz e sua atuação hipnótica, de longe, a melhor qualidade do filme.  Malkina, sua personagem, exala frieza, agressividade e outras impressões negativas desde o primeiro momento em que surge em cena.  Minhas impressões são confirmadas pouco tempo depois, na cena em que contracena com Penélope Cruz, instantes de muita sensualidade e diálogos ambíguos. Um dos bons momentos da fita.

Diaz: sexy e fatal.

Diaz está incrível, ofusca o seu parceiro de cena Javier Barden - bem caracterizado fisicamente mas numa performance sem muito brilho - e seu desempenho como uma mulher complexa e dúbia bem que poderia lhe render ao menos uma indicação ao Globo de Ouro, este seria um bom momento para a atriz desviar um pouco da imagem de comediante e mostrar a todos sua versatilidade.

Com um elenco invejável, obviamente que este não é o defeito do filme. O Conselheiro do Crime peca pela linearidade do roteiro de Cormac McCarthy (autor de A Estrada) e pelo texto rebuscado. Alguns diálogos são maravilhosos, é verdade, mas há outros que soam forçados demais e destoam da realidade ficcional.

Barden e Fassbender em cena.

Sobre a trama, vamos lá, um conselheiro (Fassbender, competente como sempre) decide participar de um negócio ligado a tráfico de drogas a fim de ganhar dinheiro fácil. Sabemos desde o começo que ele vai se dá mal e todos avisam das consequências que está sujeito a sofrer e dos dilemas morais que enfrentará. Daí quando algo sai errado, o roteiro mostra suas fraquezas, e o efeito disso é que o espectador não sente - e não vê - que ocorreu uma "reviravolta" e fica perdido até o último ato. Não sei, talvez estejamos muitos acostumados com os formatos do suspense hollywoodiano com suas reviravoltas mais incisivas, quem sabe a ideia de McCarthy era justamente entregar uma obra que fugisse do "arroz com feijão". Também penso que se a trama fosse não-linear, a exemplo de 21 Gramas, o resultado poderia ser melhor e a jornada infinitamente mais interessante.

No geral, O Conselheiro de Crime tem bons momentos, que funcionam separadamente, mas em um quadro geral, o resultado é frustrante. E desde Hannibal o Sr. Scott ainda continua devendo um bom filme aos fãs.


NOTA: 5,5

5 de setembro de 2013

Eden Lake (Sem Saída)



A soma de um sistema educacional falho com lares disfuncionais pode criar os piores tipos de seres humanos. Esta é a base do elogiado Sem Saída (Eden Lake, 2008), thriller psicológico violento que passou despercebido pelo público brasileiro na época, mas que ainda merece toda a nossa atenção. A produção conta com Michael Fassbender - um pouco antes de cativar Hollywood em Bastardos Inglórios - um dos astros mais requisitados do momento e um dos meus atores preferidos da atualidade.

A trama é simples. Steve (Fassbender) e Jenny (a exótica Kelly Reilly de O Voo) formam um casal adorável e apaixonado. Eles vão passar o final de semana em um lago um pouco distante da civilização. Lá, se deparam com um grupo de adolescentes que transformarão o fim de semana em um inferno sangrento.



Sem Saída pode parecer clichê e genérico, mas não se engane. Graças ao roteiro inteligente, ácido e (muito) ousado de James Watkins (que também dirige o filme), o thriller tem muitas qualidades que o diferenciam de qualquer outro filme do gênero, como o desprendimento total em relação aos personagens e o final, no mínimo, estarrecedor. Mas não é só.

Eden Lake – prefiro o nome original do que o título em português, que também é o nome de um filme com Taylor Lautner – não usa a violência de forma gratuita, discute de forma severa uma questão polêmica: a inserção de jovens na criminalidade em razão da liberdade e má educação dada pelos pais, e para piorar o quadro, são adolescentes que se recusam a frequentar uma escola por não se adequar às regras estabelecidas pela instituição. Logo no início do filme, ouvimos pelo rádio uma discussão sobre este assunto, mas não podemos prever o que está para acontecer.


A temática da vivência em um determinado grupo social no qual um ser individual não tem voz própria e é obrigado a fazer o que o grupo – ou o líder – manda é abordado aqui de forma contundente e extremamente realista. Interessante ver também a desconstrução da personagem Jenny, professora, ela passará por situações terríveis perpetradas por adolescentes e que acenderá em si um lado negro que ela nunca conheceu antes.

Brutal, intenso e urgente, Eden Lake deveria até passar nas reuniões de pais nas escolas, não custa nada prevenir possíveis “monstros” na sociedade. Por coincidência, o drama A Caça, leia a crítica, que vi recentemente, tem uma trama que também envolve educadores que têm suas vidas “transformadas” por crianças e/ou adolescentes, cujas famílias sofrem do excesso de protecionismo. Assista ao trailer.  

NOTA: 8,0

13 de junho de 2012

Prometheus



Comentários engraçadinhos fazendo trocadilho com o nome do filme como “o filme promethia”, “Prometheus e não Cumprhius” foram ouvidos por mim ao término da sessão de pré-estreia de Prometheus na semana passada. O novo filme do cultuado diretor Ridley Scott que tem em sua filmografia trabalhos aclamados como Alien, Blade Runner e Gladiador infelizmente faz jus às piadinhas, ainda que o longa tenha seus pontos positivos.

Prometheus (2012) entra naquele caso em que o trailer empolga mais que as duas horas de fita, não espere que a ação mostrada no trailer ganhe uma versão estendida na telona, isto realmente não acontece. O filme é feito de ameaças, ameaça que a coisa vai engrenar em algum momento, de que o roteiro confuso vai te surpreender em alguma cena obscura, então pensamos que todo aquele clima de suspense e tensão apresentado no trailer vai dominar a tela,  no fim, são só promessas.

Mais uma vez, é Fassbender quem rouba a cena.

Prometheus peca pelo roteiro inverossímil - que divaga sobre as possíveis origens da humanidade -  repleto de situações de soluções fáceis e que parece que foi feito com um único objetivo: fazer com que a cena final tenha algum sentido. Outro problema é o talento e a beleza desperdiçados de Charlize Theron, que vive uma personagem totalmente descartável, bem como o mau aproveitamento de Guy Pearce (Amnésia). Quem se sai bem mesmo é Michael Fassbender (ah, sério?), na pele de um robô misterioso e Noomi Rapace, como a protagonista que descobre respostas sobre a existência humana.

Scott quis criar aquele clima de tensão crescente de Alien, mas falhou.  Porém, esteticamente o longa não desaponta, a fotografia escura é linda e torna o mundo na tela mais imersivo na versão em 3D, a direção de arte, os cenários grandiosos, a  trilha sonora e os efeitos especiais, são incríveis. As cenas de ação deixam a desejar,  mas o momento do parto cesariano é a única capaz de deixar lembranças do filme por dias a fio,  este é um momento de aflição, de roer as unhas, como deveria ser toda a película.

Theron: Que eu faço aqui mesmo?

Quer ver um filme de ficção realmente assustador? Veja Alien, a razão pelo qual esta produção existe.  Prometheus realmente não “atendheus” às minhas expectativas – e acredito que a de muita gente também. É apenas um bom filme do verão americano, e um dos mais mornos trabalhos de Ridley Scott.

21 de março de 2012

Shame e o cinema sem vergonha


Com a estreia de Shame, filme que trata sobre compulsão sexual, me senti inspirado a escrever algo sobre o tema, sexo. Então selecionei algumas películas "picantes", outras nem tanto, que abordam a sexualidade  seja de uma forma direta ou indireta, mas que têm aquelas cenas bem sensuais e bastante sem vergonha que a gente gosta de ver. Atenção: Os próximos filmes contêm cenas inadequadas para menores de 18 anos, como por exemplo, sexo explícito, nu frontal, atores "pornôs", violência sexual, intrigas, libertinagens em grupo e o beijo lésbico mais invejável do cinema.



Shame (2011) – Michael Fassbender (X Men: Primeira Classe) em certa cena protagoniza um dos momentos mais perturbadores do filme, em um ménage à trois, seu personagem faz sexo com intensidade e raiva, sua feição demonstra um misto de prazer e de dor, pois é neste momento que ele percebe que realmente tem um problema, um vício que é mais forte que ele. Brandon (Fassbender) é viciado em sexo, do tipo que contrata prostitutas diariamente, se masturba em todos os lugares possíveis e tem o PC sujo, repleto de obscenidades. Sua solidão e privacidade acabam quando ele recebe a visita inesperada de sua irmã Sissi (Carey Mulligan, de Drive). As causas dessa compulsão sexual de Brandon é implícita (eu tenho alguns palpites bem controversos), porém  os efeitos deste comportamento foram priorizados pelo diretor Steve McQueen (Hunger, também com Fassbender, tem crítica AQUI) que os estampam na tela. Provocante, forte, reflexivo, Shame ainda apresenta atuações intensas de Fassbender e Mulligan, ambos bem à vontade nas cenas de nu frontal.



Segundas Intenções (1999) – Kathryn (Sarah Michelle Gellar) é mimada, sexy, dissimulada e perigosa.  Num dado momento ela se deita em cima de Sebastian (Ryan Phillippe) e se esfrega  nele, em meio a gemidos e conversas sussurradas ela faz movimentos sensuais e bem sugestivos, levando-o à loucura. Em outra cena inesquecível, Kathryn ensina a inocente Cecile (Selma Blair) a beijar, algum tempo depois elas protagonizam uma das cenas de beijo lésbico mais bacanas e sensuais do cinema. Este thriller cheio de intrigas ainda conta com Reese Whiterspoon, como objeto de desejo de Sebastian e de repulsa de Kathryn, the bitch. Segundas Intenções tem a trilha sonora cheia de hits dos anos 90 como a música Bitter Sweet Symphony, do The Verve. Vem ver o beijo AQUI!



Boogie Nights: Prazer sem Limites (1997) – Mark Walhberg interpreta Eddie, um lavador de pratos sem perspectiva de vida. Seu encontro com um magnata da indústria pornográfica transforma radicalmente sua vida. Eddie muda de nome, passa a se chamar Dirk Diggler e se converte num dos maiores atores pornôs da década de 70. Ele é dono de um enorme talento, se é que me entendem. Ah, e sim, não se preocupem, o seu “instrumento de trabalho” é mostrado, não se assustem. Num mundo regado a muito sexo, drogas e disco music, acompanhamos a trajetória de Eddie, os seus tempos de glória até a sua decadência. Wahlberg prova que é um bom ator quando se tem um diretor exigente e não é ofuscado em nenhum momento pelo elenco estelar que inclui Julianne Moore, Burt Reynolds, Don Cheadle, Philip Seymour Hoffman e muitos outros. Assista ao trailer.



De Olhos bem fechados (1999) - Num certo momento deste drama bizarro de Stanley Kubrick, o personagem de Tom Cruise chega numa mansão luxuosa, ele está usando máscaras, assim como todos os outros convidados dentro do casarão. O que parece ser um culto satânico, logo se transforma numa orgia sexual generalizada protagonizadas por homens da alta sociedade, desnudos e apenas com máscaras tapando seus rostos para preservarem suas identidades, realizam sexo em duplas, em grupos e estão despidos de qualquer racionalidade.  Toda essa cerimônia sexual começa a atormentar o Dr. Bill (Cruise) deixando-o reflexivo, confuso, mais atento ao mundo de intrigas, sexo e repleto de mistérios que ele antes não conseguia enxergar. De Olhos bem Fechados não é um filme fácil, seu ritmo é lento e seus personagens complexos, em sua essência trata-se de uma obra sobre desejo, traição, relacionamentos e mostra como a natureza humana pode ser sombria. Tem trailer AQUI!



Anticristo (2009) – No prólogo deste polêmico filme de Lars Von Trier somos agraciados com uma cena belíssima de sexo explícito em câmera lenta e em preto e branco entre os personagens de Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg. No entanto, as cenas de sexo na meia hora final do longa  já não nos excita, nos repugna, choca e nos faz querer desviar os olhos da tela. Este thriller psicológico conta a vivência do casal numa cabana perdida no meio do mato, levada lá pelo marido com o propósito de curar a depressão da personagem de Charlotte, devastada após a morte do filho. O estado emocional e psicológico da mulher agrava lentamente e ela começar a forçar o marido a fazer sexo para compensar a dor que está sentindo. Anticristo é um filme corajoso, violento, com uma carga emocional fortíssima, cenas brutais de sexo que permearão sua mente por semanas. A fotografia, o clima melancólico e quase sufocante, culpa também do ambiente onde se passa a trama, além das atuações dos protagonistas são os pontos fortes do filme. VEJA o trailer.

27 de janeiro de 2012

E o Oscar 2012 esnobou...


50% (50/50) – O misto de drama e comédia sobre um jovem que descobre ter câncer valia a indicação ao menos pelo ponto de vista positivo e bem humorado com qual o tema é tratado. Veja a crítica do filme logo abaixo, e ele já está disponível em DVD.






As aventuras de TinTim: o Segredo de Licorne -  Bom, já falei no post anterior muito sobre essa esnobada imperdoável, ainda não consigo acreditar que a Academia preferiu  Kung Fu Panda 2  a esta animação belíssima de Steven Spielberg. Os votantes terão a chance de se redimir quando a sequência for lançada. Estamos de olho hein!






Michael Fassbender – O ano de 2011 foi excelente para o ator, que foi elogiado pela imprensa em  todos os filmes no qual apareceu, X-Men: Primeira Classe, Um Método Perigoso, entre outros. Fassbender se tornou o queridinho da crítica e todos acreditavam que seu caminho glorioso  chegaria ao ápice com a indicação ao Oscar, pelo drama adulto Shame. Infelizmente não foi dessa vez. Será por que ele interpreta um viciado em sexo e aparece pelado no filme? Sabe né, a Academia é famosa por seu conservadorismo...







Leonardo DiCaprio -  Esta é a prova definitiva de que a Academia não gosta do Leo, nunca gostou, e ele sabe disso. Lembra que Titanic teve 14 indicações, até os faxineiros foram lembrados, mas  ele foi ignorado descaradamente. Sua personificação de J Edgar Hoover no filme de Clint Eastwood  é a "cara" da premiação, só pelo trailer fica evidente que ele se esforçou o máximo no papel. Não importa, DiCaprio já provou que é um brilhante ator há tempos, pra que troféus?








Ryan Gosling - Assim como Fassbender, Ryan Gosling  teve um ano maravilhoso, protagonizou o elogiado Drive (outro filme injustiçado no Oscar) e sua indicação pelo filme Tudo pelo Poder era algo quase certo. Ele merecia? Sim, sua atuação está estupenda e  ofusca até o seu parceiro de cena George Clooney. Com esta lista de atores rejeitados, a impressão que fica é que a Academia decidiu priorizar os atores mais experientes.






Estas são apenas algumas das esnobadas do Oscar este ano, tem muito mais debaixo do tapete vermelho, Tilda Swinton, Precisamos falar Sobre o Kevin...

Pois é, parece que no dia 26 de fevereiro a cerimônia será mais entediante que os anos anteriores...
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