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17 de dezembro de 2015

Star Wars – O Despertar da Força


 
Podem ficar aliviados, Star Wars – O Despertar da Força (The Force Awakens, 2015) é um filmaço, um aventura digna da trilogia clássica iniciada nos anos 70 e infinitamente superior aos capítulos I,II e III, juntos. J. J. Abrams une o “novo” e o “antigo” – respeitando a mitologia da série – e deixa os fãs saltitantes de felicidade.


Nunca duvidei da genialidade de J. J. Abrams, se há alguém que poderia assumir o desafio de comandar uma das sagas mais famosas e duradouras do cinema, seria ele, não tinha escolha mais certa, afinal, o cara é nerd assumido - graças a Vader -  e “ressuscitou” outra franquia de sucesso: Star Trek.  Sou o maior fã de Abrams, ele nunca “errou a mão” -  ao menos à frente da câmera - , criou três séries sensacionais – Alias, Lost e Fringe  – nos presenteou com o nostálgico Super 8, produziu o perturbador Cloverfield e claro, mostrou a Enterprise para uma nova geração e me fez um trekker dos mais fervorosos.

23 de agosto de 2015

Ex-Machina – Instinto Artificial




A criação de um robô com inteligência artificial e a sua relação - geralmente conturbada - com o próprio criador, o homem, é novamente retratada em mais uma obra relevante lançada este ano, Ex-Machina – Instinto Artificial (Ex Machina, 2015). A outra produção que aborda o mesmo tema é a intrigante série Humans - clique aqui e confira a crítica.


Não dedicado a um público comum, Ex-Machina tem um tom reflexivo, nunca cansativo e tensão do começo ao fim. O filme prioriza os momentos de interação entre homem (Domhnall Gleeson, de Frank) e máquina (Alicia Vikander) acerca da inteligência artificial e a consciência de ambos.



No enredo, Caleb (Gleeson) é recrutado pelo dono de uma empresa tecnológica, Nathan (Oscar Isaac, do aguardado Star Wars: O Despertar da Força) a participar de uma experiência inusitada na sua casa, localizada em uma área isolada. Caleb é convidado então, a aplicar o teste de Turing em uma robô com inteligência artificial.  Criado por Alan Turing – que ganhou vida na pele de Benedict Cumberbatch em O Jogo da Imitação - o tal teste tem o intuito de verificar se a máquina consegue mesmo se comportar de forma equivalente a um ser humano. 


Em Ex-Machina, Ava, a robô, é tão inteligente quanto o seu entrevistador, Caleb. Por sete sessões, o espectador vai acompanhando o envolvimento entre o homem e máquina até chegar a um ponto em que não sabemos quem está enganando a quem. A trilha sonora pulsante e sempre presente e a relação de desconfiança entre os três protagonistas apenas potencializa o desconforto que sentimos durante todo o filme.

 

Este é o primeiro filme que Alex Garland dirige, acostumado a escrever grandes filmes como Dredd, Extermínio e Não Me Abandone Jamais, o cineasta demonstra em Ex-Machina total controle sobre a sua obra em todos os níveis, desde os diálogos espertos aos efeitos especiais impressionantes.


Ex-Machina – Instinto Artificial é um sci-fi desconfortante, um suspense com profundas discussões sobre o embate entre o homem e a sua criação, que curiosamente sempre se mostra mais inteligente que o seu próprio criador.


O filme, muito bem recebido pela crítica e público, será lançado este mês aqui no Brasil, diretamente em DVD.

 NOTA: 8,0






Se você curte o gênero sci-fi, conheça outro filme sensacional, O Sinal - Frequência do Medo. 



25 de janeiro de 2015

4 Filmes Interessantes Que Você Não Viu em 2014






Se há muitos bons filmes que são lançados nos cinemas durante o ano, existem muito mais que não chegam nem perto do circuito comercial. Escolhi quatro obras peculiares e elogiadas pela crítica no ano de 2014, contudo, já estamos em 2015 e elas continuam desconhecidas por uma grande maioria. A culpa pode ser atribuída ao mercado de cinema que prioriza os blockbusters de grande apelo comercial e esquece dos pequenos "achados" que a sétima arte produz.





Locke - Um ator em cena, uma só locação. Toda a história do filme se passa dentro de um carro. Tom Hardy (Guerreiro), interpreta Ivan Locke, um homem que tenta resolver vários problemas por telefone enquanto dirige em direção a um lugar onde terá que lidar com um erro do passado. Dirigido por Steven Knight, Locke é claustrofóbico, tenso, totalmente dependente da atuação de Hardy, que compõe uma das melhores performances de sua carreira. Apesar de muito elogiado, o filme não tem previsão de estreia no Brasil, deve chegar direto em DVD em algum momento nesta vida, ou na outra. Veja o trailer.




O Predestinado (Predestination) -  Ethan Hawke (Boyhood) estrela esta surpreendente ficção científica australiana dirigida pelo The Spierig Brothers (2019 – O ano da extinção). O filme é desses que vai deixar você embasbacado, violentamente perplexo. Assistir O Predestinado apenas uma vez, será algo difícil de fazer. A trama, de forma bem resumida para revelar o mínimo possível, envolve um agente temporal (Hawke), que vai e volta no tempo, a fim de prevenir desastres. Para capturar um terrorista, ele pede a ajuda de uma mulher hermafrodita, interpretada brilhantemente pela atriz Sarah Snook. Para quem aprecia um filme que desafia a inteligência, O Predestinado é altamente recomendável. O thriller foi lançado direto em DVD no Brasil no fim do ano passado. Confira o trailer.




Frank - Michael Fassbender (Hunger) é o líder de uma banda e usa uma cabeça falsa gigante nesta produção britânica indie. Na história, Jon (Domhnall Gleeson) é um jovem tuiteiro e aspirante a compositor, e que um dia, por acaso, se depara com os integrantes da banda Soronprfbs. O garoto ruivo então é convidado a substituir o tecladista da banda, já que este tentou o suicídio. O longa se concentra na convivência de Jon, deslumbrado com Frank e a banda, e no seu processo de autodescoberta. Vendido como comédia, Frank está mais para um drama melancólico e esquisito, mas é um bom filme, principalmente para quem curte música. Ouvir o Fassbender cantando I Love You All, já vale o download ingresso. Frank -  assista o trailer  - está previsto para estrear em março nos cinemas nacionais, mas acho difícil.




O Senhor Babadook (The Babadook) – Aqui está outra obra cinematográfica da Austrália que não pode passar despercebida. Se você não leu a minha crítica sobre o filme, clique aqui - ou role a barra para baixo. Mas aqui vai uma breve introdução: The Babadook é um suspense psicológico centrado no relacionamento entre uma mãe depressiva e o filho de comportamento difícil, a relação piora quando uma força sobrenatural começa a assustá-los, o desespero e o medo, então, os obrigam a perpetrar atos inimagináveis. A fita foge da fórmula dos filmes de suspense de Hollywood, e  isto já é motivo suficiente para você vê-lo. Esta obra angustiante não foi lançada nos cinemas, mas já está disponível no Netflix.
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