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13 de maio de 2013

Hemlock Grove: Uma série de bizarrices




Uma série estranha com personagens bizarros, assim é Hemlock Grove, nova produção do canal pago, Netflix. A série de terror e mistério é produzida por Eli Roth, diretor de filmes ultra violentos como O Albergue e Cabana do Inferno. Porém, não espere a sanguinolência exagerada típica dos filmes de Roth em Hemlock Grove, o cineasta está um pouco contido e preferiu economizar no sangue.

A série começa com o assassinato brutal de uma garota, aparentemente por um lobisomem, e explora o impacto do crime na pequena cidade de Hemlock Grove. Apesar da premissa ser muito semelhante com séries como Teen Wolf e True Blood, e apresentar personagens fantásticos, neste caso, há o lobisomem, pessoas com alta capacidade de persuasão e uma garota com rosto deformado que muito lembra o Frankestein,  esta produção original não tem o ritmo vertiginoso da série da MTV e da HBO. A narrativa é lenta, assim como o desenvolvimento dos personagens.


Roman: o personagem mais intrigante de HG.


O primeiro episódio é estranho, irregular, nada acontece, exceto pelo assassinato, há muitos personagens, subtramas e diálogos, o piloto não atrai o bastante para você querer ver o segundo episódio.  Mas eu sou uma pessoa que não desiste fácil, e apesar do ritmo maçante, fui fisgado pela proposta intrigante da série e pela bizarra família Godfrey. Olivia (Famke Janssen, da trilogia X:Men, em excelente atuação) é a matrona da família, sexy e misteriosa. Shelley, a filha de Olivia, é uma aberração em forma de garota, alta, tem um olho maior que o outro, não fala, é meio radioativa. Por último, o personagem mais intrigante e interessante da série, Roman Godfrey (Bill Skarsgard, e adivinha só, ele é irmão de Alexander Skarsgard, o Eric de True Blood). O garoto rico tem um Q de sociopata e o poder de persuadir as pessoas a fazerem o que ele quiser, ao lado de Peter, um cigano/lobisomem e principal suspeito do crime, sairá à procura do verdadeiro assassino.

Uma das melhores cenas da série.


Hemlock Grove tem seus pecados, após ver seis episódios, percebi que são estas características peculiares que a distinguem de outras séries de suspense e mistério em exibição atualmente e que você acaba se acostumando com elas, por exemplo, eu já me habituei com o ritmo moroso do programa. Em doses pequenas e sem nenhuma pressa, vamos sendo arrastados para o mundo de esquisitices de Hemlock Grove e nos envolvendo cada vez mais com os personagens ambíguos e problemáticos e suas vidas cheias de mistérios avassaladores.

Janssen, sedutora sem fazer força.

A série do Netflix segue um caminho arriscado por não fazer nenhuma questão de te cativar de imediato, mas tem suas qualidades, uma  bela fotografia que torna tudo ainda mais sinistro e efeitos especiais de primeira, a cena de transformação do lobisomem, por exemplo, é impressionante. Se Hemlock Grove resolver todas as pontas soltas e os mistérios de uma forma satisfatória no final da temporada, ela tem tudo para se tornar uma das melhores séries do ano.

17 de janeiro de 2013

Banshee - a nova série de Alan Ball



O ano mal começou e já temos um dos pilotos de séries mais surpreendentes e instigantes de 2013. Me refiro à promissora Banshee, nova investida do roteirista Alan Ball, criador também de True Blood e da fúnebre (e excelente) A Sete Palmos (Six Feet Under).

A nova série de ação estreou semana passada no canal Cinemax e já me conquistou nos seus primeiros cinco minutos, quando o protagonista Lucas Hood (interpretado pelo desconhecido e boa pinta Antony Starr) entra numa perseguição cinematográfica e pra lá de empolgante nas ruas de Nova York, culminando na queda de um ônibus de turismo que vem se arrastando em sua direção. É de tirar o fôlego!

Início da série é eletrizante.

O protagonista é aquele típico cara “fodão”, determinado, impulsivo, valentão, consegue facilmente uma transa com a primeira mulher que aparece em sua frente e luta com três ou quatro caras com uma facilidade anormal. É verdade que desses tipos já existem muitos na TV e no cinema, esta não é a novidade  em Banshee,  mas garanto que o ator Antony Starr encarna bem o tipo, só espero que seu personagem ganhe mais profundidade nos próximos episódios.


A premissa básica também não é assim um poço de originalidade: um habilidoso ladrão sai da cadeia após ficar preso por 15 anos e assume a identidade do novo xerife da cidade.  Porém, a  cereja do bolo da série está no contexto no qual esta história está inserida e nas inúmeras ramificações que essa trama pode seguir, e claro, em se tratando de Alan Ball, não vamos esperar pelo óbvio, mas por muita ação, violência e coisas bizarras.

Antony Starr fazendo cara de "amigável".

Banshee é o nome da cidade onde Lucas vai parar após sair da prisão,  o local é próximo a uma comunidade Amish (aquele povo misterioso e super conservador que adora andar de carroça e vive como estivesse no século 18), e como já disse, esse elemento deve render ótimas subtramas na série. Outro ponto a destacar, é o antagonista, que tem o nome estranho de Kai Proctor e deve atormentar bastante  a vida do nosso protagonista, é o cara que manda na cidade inteira e responsável por várias atividades ilegais ali. Sua presença em cena nos causa arrepios.

Além desses dois personagens também vale citar o travesti-hacker Job, amigo de Lucas. A princípio, pensei: “Ah, é uma versão high-tech do Lafayette de True Blood". Mudei completamente de opinião com a cena em que ele causa uma explosão, assim, de uma forma discretíssima. Job promete roubar a cena do personagem principal.

Lucas e seu amigo Job, um travesti cheio de surpresas tecnológicas.

Com uma história inicial bem contada, produção impecável, e uma eficiente apresentação dos tantos personagens da série, Banshee me conquistou de imediato, espero que a sua qualidade seja mantida nos próximos nove episódios. As cenas de luta, violentas, sangrentas e chocantes, são outros atrativos da série, elementos que não podiam faltar num programa do Mr. Ball não é mesmo? Ah, já ia esquecendo, as cenas de sexo tórridas, complementam o cardápio.

Banshee tem uma trama bastante promissora, é essa a sensação que tive no final do primeiro episódio, fazia tempo que eu não assistia a algo e no fim ficava tão ansioso para ver o próximo capítulo. Se interessou? Veja o trailer!

18 de novembro de 2012

MAGIC MIKE




“Você não é só um stripper, você preenche as fantasias mais selvagens de toda mulher. Você é a transa sem compromisso. Você é aquele gostosão que nunca veio”, diz o personagem de Matthew McConaughey para o novato Alex Pettyfer. Esta frase resume um pouco o filme Magic Mike, que também tem o mesmo - e único - propósito do show dos strippers: tornar "palpável", real, as fantasias sexuais mais inusitadas do público feminino, além de fazer as mulheres - e  também garotos - surtarem. Na telona, os fetiches estão escancarados, ganham cores, músicas, muito rebolado e corpos sarados que se vestem dos mais diversos personagens: bombeiro, Tarzan, marinheiro, soldados do exército, e até o Ken  - namorado da Barbie - é encarnado.

Alex Pettyfer mostra tudo e faz a alegria das moças!


Dirigido por Steven Soderbergh, Magic Mike (2012) é  baseado livremente na breve carreira de Channing Tatum como stripper, antes de ele virar modelo, ator e o homem mais sexy de 2012, segundo a revista People. Se esperava mais de um filme comandado pelo diretor que fez ótimos trabalhos como Erin Brockovich e Onze Homens e um Segredo, Magic Mike decepciona com o seu roteiro raso e ausente de reviravoltas, sem nenhuma profundidade nos personagens. O que resta? Bom, os strippers em ação. 

Em resumo, o longa foi feito só para fazer o seu público-alvo delirar, e dar a ele a chance de ver os bumbuns dos atores Channing Tatum (Querido John), Matt Bomer (da série White Collar, e que recentemente cantou Somebody That I Used to Know em Glee), Matthew McConaughey (Como Perder um Homem em 10 dias), Alex Pettyfer (Eu Sou o Número Quatro) e Joe Manganiello - para quem ver True Blood já viu o “lobisomem” nu milhares de vezes.

Tatum mostra que ainda tem gingado!


Após ver o filme, a sensação que tive é que o roteiro foi escrito com desleixo, e  que Magic Mike era apenas um pretexto para Tatum reunir os amigos e se divertirem como strippers. A simples ideia de colocar rostos masculinos conhecidos da TV e do cinema dançando sensualmente de sunga deu certo, o filme é um dos mais lucrativos do ano, e pode gerar uma sequência. Apesar das falhas e de não parecer uma obra de Soderbergh, Magic Mike entretém, e só.

Antes dessa comédia de strippers sem vergonha, Steven Soderbergh já realizou um punhado de filmes interessantes e bastante elogiados que vale a pena você conhecer. Confira então os meus favoritos do diretor:




Irresistível Paixão (1998) – Neste filme policial inteligente, Jennifer Lopez e George Clooney formam um dos casais mais sexys do cinema!

Erin Brockovich - Uma Mulher de Talento (2000) – Julia Roberts arrasa, peituda e desbocada, em um dos melhores papéis de sua carreira.

Onze Homens e um Segredo (2001) - Com um elenco estrelado, Steven realiza um dos filmes de roubo mais bacanas e elegantes do cinema e ainda revitaliza o subgênero.

O Desinformante (2009) – Matt Damon se afoga em mentiras, a  ponto de não saber o que é real ou fruto de sua imaginação, nessa comédia bem bolada com um humor bastante distinto e singular.

Contágio (2011) – Com um elenco cheio de estrelas, característica do diretor, Contágio é a versão realista e perturbador do fim do mundo motivado por um vírus desconhecido.

5 de dezembro de 2010

AS MELHORES SÉRIES DE 2010

Zumbis, losers adolescentes, vampiros, serial killer e viciados integram os melhores programas da TV


O ano de 2011 está batendo na porta, 2010 está aprontando as malas para se despedir. Mas como é de praxe, uma retrospectiva do ano antes do seu “adeus” é inevitável. Então esse post será concentrado nos seriados, ao menos, naqueles que assisti, são poucos, mas sem dúvida são o que há de melhor na TV na atualidade.



Lost: Não há como começar a falar sobre as séries de 2010 sem mencionar Lost, que chegou ao fim no mês de maio e deixou órfãos milhares de fãs e outros tantos revoltados com o final polêmico e nada mirabolante, como esperavam a maioria dos que acompanhavam o programa. Críticas a parte, Lost foi uma série inovadora em muitos aspectos e repletos de personagens marcantes e icônicos que nunca serão esquecidos. Até o “Previously in Lost”, a chamadinha no começo de cada episódio, tenho saudades. Embora alguns produtores queiram desesperadamente fazer uma série que consiga igual repercussão, até agora só houve fracassos. Como Flash Forward, considerado o “novo Lost” na época de seu lançamento, teve apenas uma temporada e foi cancelado. Esse ano, a aposta da vez é The Event. Esse aqui é uma mistura de Lost – claro - com The 4400 e V - The Visitors. Começou bem, mas “perdeu a mão” lá pelo oitavo episódio. Bom, é cedo para falar algo, não é ruim, é melhor que Flash Forward, vicia, mas nem chega perto do show criado por J. J. Abrams.




Fringe: A melhor série de ficção científica do momento e que infelizmente está prestes a ser cancelada. Justo quando a série se encontra em seu melhor momento, ela corre o risco de cancelamento. É a série de investigação de casos paranormais e bizarros mais semelhante a Arquivo X exibida atualmente, e que depois de duas temporadas conseguiu criar a sua própria mitologia e assim conquistar muitos fãs no último ano. Seria uma pena o seu término precoce e uma grande perda para os adeptos do sci-fi – incluso eu.


True Blood: é uma das melhores séries do momento. Esse ano surpreendentemente a terceira temporada - trash - foi bem superior às outras temporadas. O seriado de vampiros sexys da HBO abusou da violência, das cenas de nudez e sexo. A inclusão de lobisomens na mitologia da série, e um monte de novos personagens contribuiu para uma trama mais frenética, enxuta, imprevisível, cheio de reviravoltas. A ousadia e a trasheira deu certo. A série foi renovada para a quarta temporada.






Breaking Bad: Intrigante, inteligente, com uma história inusitada e com teor forte. Professor de química descobre ter câncer e resolve fazer e vender metanfetaminas, para deixar um dinheirinho para a família quando ele “evoluir pro óbito”. Este ano os dois protagonistas principais da série Bryan Cranston (o professor Walter) e Aaron Paul (Jesse, o garoto da rua cheio de gírias que lhe ajuda na fabricação de meta) ganharam o Emmy Awards nas categorias de Melhor ator e Ator Coadjuvante respectivamente, bem merecidos. Ainda não vi a terceira temporada. Mas pretendo vê-la antes da quarta começar, em fevereiro de 2011.



Dexter: Uma das melhores séries da atualidade. OK, eu já falei isso, mas a verdade é que todas essas séries que estão aqui merecem serem designadas assim. Depois de um final bombástico na temporada anterior. O serial killer mais querido da TV retorna nesta quinta temporada - viúvo, com três crianças para cuidar, a polícia na sua cola e com uma sede imensa de matar - em uma nova trama surpreendente e que certamente será superior às outras temporadas. Ser sempre melhor que a temporada anterior é a principal característica de Dexter. Alguém discorda?




The Walking Dead: A única série boa estreante do ano. Mesmo com apenas seis episódios, a série de zumbis num mundo apocalíptico é uma grata surpresa. Xerife acorda num hospital e descobre que na sua cidade todos estão mortos. Ou melhor, quase mortos. A história do episódio inicial é clichê, mas o desenrolar da trama, o cenário apocalíptico, a tensão constante, e a maquiagem dos zumbis – acredite, são os zumbis mais assustadores que você já viu - fazem de The Walking Dead a série mais aterrorizante da TV. Os zumbis voltarão em 2011 com 12 episódios na sua segunda temporada. Vida longa aos mortos-vivos.






Glee: O seriado mais divertido do momento e o mais "leve" dentre os citados aqui. Viciante, irônico, obrigatório e repleto de boas músicas. Melhor que isso? Não tem. A segunda temporada apresentou personagens novos, participações especiais – Gwyneth Paltrow se deu bem na cantoria hein? - episódios temáticos , como a homenagem ao filme musical setentista The Rocky Horror Picture Show e claro, a abordagem de temas sérios como o bullying e o preconceito com os gays foram o foco de grande parte dos episódios. E as músicas? Ah, a seleção de músicas deste início de temporada está como sempre diversificada, canções novas e antigas, de todos os gêneros se integram às histórias, dando ao show um frescor e uma originalidade que esperemos que acompanhe Glee por muito, muito tempo.


29 de junho de 2010

True Blood: Mais sangue, sensualidade, vampiros e lobisomens!



Junho é o mês que marca o retorno de figuras míticas como os vampiros e lobisomens às telonas (Eclipse) e às telinhas (True Blood). Mas enquanto o novo capitulo da saga criada por Stephenie Meyer não chega nos cinemas, vamos falar da terceira temporada de uma das séries mais viciantes e fantásticas dos últimos anos: True Blood. No último domingo (27/06), iniciou no canal pago HBO, a mais nova temporada do seriado mais cult e cool do momento.


Bill, depois de um jantar!


A linda e loira Sookie!


Bom, espero que sejam mordidos por um vampiro louco e sedento por sangue fresco, aquelas pessoas que não assistiram ainda a essa série. Mas vou ser bem mais tolerante que a maioria do dentuços aqui e resumir ao máximo a trama principal do seriado. A história se passa numa cidade pequena - e o povo tem um sotaque bem carregado - ao sul dos Estados Unidos chamada Bon Temps. Nessa realidade, vampiros lutam para terem seus direitos aceitos pela sociedade. Sim, não é novidade nenhuma a presença desses seres entre os humanos, ou seja, eles saíram do arm...., quer dizer, dos caixões. Existem os vampiros que tentam conviver harmoniosamente com os humanos, mas sempre tem uns revoltados no meio pra causar conflitos e tornar a história mais emocionante.


Jason. Os momentos cômicos são por sua conta.


Anna Paquim faz a simpática garçonete Sookie, que tem o poder de ler a mente alheia. Ela se apaixona pelo vampiro Bill Compton, interpretado por Stephen Moyer. É tudo o que precisam saber. Mas é importante ressaltar: True Blood não é nada semelhante à saga Crepúsculo. Na verdade, é tudo aquilo que a saga teen não é. É carregada de sensualidade, nudez, é violenta, sangrenta, tem uma trama - e subtramas - envolvente e instigante, personagens carismáticos e desbocados. É uma série ousada, adulta, desavergonhada. 


Jessica, a vampira mais atrapalhada da TV


Enfim, mas a respeito da nova temporada, só posso dizer que as minhas expectativas aumenta a cada cena, está melhor que a temporada anterior, e só assisti a dois episódios. E se já não bastasse o clã dos vampiros compostos por Bill, a atrapalhada Jessica (a aprendiz de vampiro que rende boas gargalhadas), Eric (o loiro bonito responsável pela cenas de tensão sexual que rola entre ele e a Sookie), Pam (a perigosa vampira lésbica e dona de um humor negro impagável), o metamorfo Sam Merlotte (ele tem o dom de se transformar em animais, uma outra figura clássica está surgindo nesse cenário bizarro criado por Alan Ball. Os lobisomens. E nas primeiras cenas em que eles surgem....ah, Jacob que se cuide! Os animais aqui não são nada bonzinhos, são ferozes, violentos e adoram sangue de vampiros!



E o que falar do primeiro episódio dessa eletrizante e descarada terceira temporada? Bom, a sensualidade e os corpos nus exibidos sempre foi e ainda é - que bom - um grande atrativo desse seriado. Sookie, Bill, Sam e Jason já apareceram inúmeras vezes com pouca roupa. Tornou-se até algo banal para os que acompanham o programa ver os lindos seios da Anna Paquim (Sookie), o bumbum do Bill, do Jason e os de suas namoradas.


Cenas vampíricas picantes.

Mas para delírio do público feminino, no primeiro capítulo, foi o vampiro Eric, vivido por Alexander Skarsgard - galã bad boy do clipe de Paparazzi - que apareceu nuzinho - olha as fotos aí em cima.

Sookie flagrou o rapaz numa "maratona de seis horas de sexo selvagem", como disse ele. Rs. A garçonete ficou abismada com a afirmação. E ele com um incrível senso de humor - aqui os vampiros podem ser bem malvados, mas não perdem a chance de fazer uma piada. "O Bill não tem vigor pra aguentar?", debocha ele.  Assista a um episódio e se renda - sem pudor, sem culpa - ao mundo sangrento, divertido, sensual, único e muuito bizarro de True Blood. Esse ano promete. 

Ficou com sangue na boca? Assista ao trailer:

16 de fevereiro de 2010

Monstros invadem os cinemas

Lobisomens, vampiros, zumbis não causam apenas suspiros nas meninas, também provocam sustos e gargalhadas do público. E ainda  tem aqueles que preferem arrancar vísceras e decepar cabeças!


Os "monstros" estão de volta. Definitivamente. Os vampiros já marcaram (com sangue) seu território no cinema (preciso falar?) e na TV (com a ótima True Blood e a fraca The Vampire Diaries). Mas os dentuços agora terão que dividir o "espaço" na telona com outras criaturas bem simpáticas e amigáveis: os mortos-vivos, também conhecidos como zumbis, e o lobisomem. 

Desde que ressuscitaram os vampiros, os estúdios perceberam o quanto eles podem ser lucrativos, Hollywood decidiu "despertar" outras figuras tão antigas quanto aqueles adolescentes pálidos criados por Stephenie Meyer. Sempre deixado em segundo plano em filmes como Van Helsing, Anjos da Noite e Lua Nova, o homem-lobo ganha agora um filme somente seu: O Lobisomem (The Wolfman, 2010). Chega de dividir a cena com vampiros!

No filme de Joe Johnston estrelado por Benício Del Toro, o lobisomem não tem um abdômem sarado, não arranca gritos de histeria da ala feminina. Ele provoca sustos, arranca vísceras e decepa cabeças. Ele também é selvagem, furioso, anda como um homem e corre como um animal.

A história se passa num cenário sombrio, numa mansão iluminada por muitas velas e cercada de muita névoa, elementos que apenas facilitam os sustos e aumentam o suspense. A transformação do homem em lobo é impressionante. Impossível não lembrar do clássico Thriller, clipe de Michael Jackson. O talentoso elenco que conta além de Del Toro, Anthony Hopkins, Emily Blunt e Hugo Weaving, somado com a atmosfera de filme de época (figurinos e cenários de uma Londres do século 19) e as cenas de ação sangrentas e eletrizantes, faz deste longa uma das melhores produções sobre os seres licantropos.
Del Toro, Emily e Hopkins reunidos!


Eles já estão mortos. Mas correm, muito. E correm descontroladamente se perceberem sinal de "carne humana' por perto. Possuem os olhos vermelhos e geralmente tem a boca suja de sangue. Outra coisa: levar um tiro na cabeça é a única coisa capaz de detê-los. Adivinharam? Danny Boyle revitalizou o gênero "filmes-de zumbis" no ano de 2002 com o excelente Extermínio (28 Days Later). Desde lá, frequentemente filmes com estas figuras anti-sociais e enraivecidos têm chegado às salas escuras. 

Mas foi no ano passado que o gênero ganhou uma (outra) inovada e nos apresentou a um zombie movie diferente, uma comédia empolgante e divertida, na qual a maior diversão dos personagens - e porque não a dos telespectadores também - é matar os zumbis de maneiras muito inusitadas. Bem vindo à Zumbilândia (Zombieland, 2009). A comédia de terror se tornou sucesso de crítica e público.

Sem querer contar muito da trama, Tom (Jesse Eisenberg, engraçadíssimo)é um jovem que devido às certas circunstâncias (quase toda a população da Terra transformaram-se em mortos-vivos) se tornou um especialista em matar zumbis. Ele criou dicas valiosas para não levar nenhuma mordida dessas criaturas como: "Tenha cuidado com os banheiros", "Acerte golpe duplo na cabeça", "Sempre olhe no banco de trás do carro". Se eu fosse você memorizava algumas delas, nunca se sabe né! Mas o garoto não é o único ser humano livre da epidemia. Ele ainda se depara com um valentão caçador de zumbis (Woody Harrelson) e mais duas garotas espertas e trapaceiras. O grupo segue para um parque de diversões no qual vão brincar daquilo que mais gostam: matar zumbis. Como diz no cartaz do filme, Zumbilândia é mesmo uma comédia de matar.

Regra nº4: "Não seja um herói".

Vampiros, zumbis, lobisomens sempre estiveram no imaginário coletivo e somente o cinema poderia dar vida a essas criaturas malignas que todos adoram vê-los na telona. Graças á sétima arte, reinvenções ocorreram e fomos apresentados á vampiros vegetarianos jovens e charmosos, zumbis velozes (esqueça os zumbis lentos e com as mãos estiradas para frente como nos filmes de George Romero) e lobisomens com corpinho sarado e sem um pelo sequer. É, eles voltaram definitivamente e estão diferentes. Eles já não assustam tanto como antigamente, eles também nos fazem rir e até causam suspiros nas adolescentes. Quem diria, mas são mudanças aceitáveis e que só facilitam para eternizar tais criaturas na mente coletiva, seja lá como eles se apresentem. O público agradece.

Ficou com vontade de ver essas figuras na telinha? Indicarei alguns dos melhores filmes (recentes) de zumbis e de lobisomens. Confesso que o único filme de lobos que vi, sem vampiros na história, foi o engraçado Um Lobisomem Americano em Paris, mas não custa nada colocar na lista algumas produções bastante cultuadas pela crítica.


Filmes de zumbis que você precisa ver antes de morrer. 
Ou tornar-se um deles!


Extermínio (28 Days Later, 2002) de Danny Boyle.


Madrugada dos Mortos (Dawn of the dead, 2004) de Zack Snyder.

Todo Mundo Quase Morto (Shaun of the Dead, 2004) ótima comédia de Edgar Wright.

[REC] ( Espanha, 2007) de Jaume Balagueró e Paco Plaza.



Filmes de lobisomens



Grito de Horror (The Howling, 1981) de Joe Dante.

Um Lobisomem Americano em Londres (An American Werewolf in London, 1981) de John Landis, o mesmo diretor do clipe Thriller.

Um Lobisomem Americano em Paris ( An American Werewolf in Paris, 1997) de Anthony Waller. Uma paródia do filme de Landis.

Anjos da Noite: Evolução ( Underworld: Evolution, 2006) de Len Wiseman.

9 de fevereiro de 2009

O retorno dos vampiros

2008 É O ANO EM QUE OS VAMPIROS SAÍRAM DAS SOMBRAS



O ano de 2008 reinventou, incrementou, redefiniu através de livros, filmes e seriados, um certo personagem mitológico que sai à noite para se alimentar de sangue humano. É ele mesmo, o Vampiro. A escritora Stephenie Meyer foi uma das responsáveis por essa "inovada" vampírica neste ano. Meyer com o seu romance Crepúsculo criou um vampiro mais humano, que se alimenta apenas do sangue dos animais, brilham como diamantes quando expostos ao sol, leem mentes, preveem o futuro. Esqueçam toda aquela balela de alho, cruz, água benta, estaca no coração, caixões, isso é passado, é coisa de novela da Globo.

Na série criada por Stephenie, os vampiros são pálidos, bonitos, jogam beisebol, estudam e se vestem perfeitamente bem (eles têm um senso fashion bem arrojado). E parece que os "normais’" gostaram dessa inovação, Crepúsculo e suas sequências literárias (Lua Nova, Eclipse...) são best-sellers em vários países. E a primeira adaptação do primeiro livro da saga, também está fazendo um enorme sucesso. Se nas páginas e na telona os vampiros adolescentes estão horrorizando, no bom sentido, o público ao qual essas obras se destinam, na telinha outros vampiros menos bonzinhos e mais adultos estão hipnotizando a audiência do canal HBO nos EUA, é a nova série TRUE BLOOD.

O casal sexy de True Blood!

Estrelada pela bela Anna Paquin (que ganhou merecidamente o Globo de Ouro de melhor atriz em série este ano por sua personagem Sookie), o show que foi renovado para uma segunda temporada, é violento, há muito sexo e cenas de nudez, tem uma trama bizarra, mas é engraçada, envolvente, tem a personagem mais carismática que apareceu na TV esse ano - a garçonete Sookie interpretada brilhantemente pela Anna -  em dez minutos você se apaixona por ela, e tem mais, TB é viciante, você assiste o primeiro episódio e não para mais.

Vamos ao enredo. Numa época (não se sabe qual) os japoneses criaram um a bebida chamada Tru Blood, eles chamam de sangue sintético, esse sangue fazem com que os vampiros deixem de desejar o sangue dos humanos. Os seres da noite tornam-se então, cidadãos comuns (alguns claro, sempre há aqueles revoltados e malvados), mas os humanos ainda não aprenderam a conviver com eles, o que gera muita preconceito por parte de algumas pessoas. É nesse contexto que Sookie, que tem o poder de ler mentes (isso mesmo!), se apaixona por um atraente vampiro que chega à cidade, apesar de todos os seus amigos se mostrarem contra o romance, ela está disposta a desvendar os mistérios desse vampiro.

True Blood está sendo exibida no Brasil pelo canal HBO. Como me viciei, já vi toda a temporada. Num ano em que a greve dos roteiristas atrapalhou o desenvolvimento criativo de muitas séries como Heroes, Prison Break e muitas outras, True Blood é uma "pérola" que surgiu este ano, criativa, bizarra, original, surreal, ousada. 

Sejam adolescentes vegetarianos ou adultos pervertidos sedentos por sangue, os vampiros são os seres mitológicos mais queridos do planeta e que será re-inventado ainda muitas e muitas vezes.

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