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15 de maio de 2016

Hush – A morte ouve




O silêncio pode ser assassino, para a protagonista do suspense Hush – A morte ouve (Hush, 2016), para o espectador, o silêncio que permeia praticamente todo o filme representa uma agonia, uma tortura psicológica. Lançado exclusivamente pela Netflix – já disponível nessa plataforma –, Hush – A morte ouve pode ser considerado um dos melhores filmes de suspense do ano, ao lado de A Bruxa e Boa Noite Mamãe.


Com direção competente de Mike Flanagan (O Espelho), a trama de Hush é bem simplória, cabe em duas linhas: uma escritora surda e muda mora sozinha em uma casa afastada da civilização, sua rotina pacata se transforma em um “filme de terror” quando um mascarado serial killer (John Gallagher Jr.) surge na sua porta.  Apesar da premissa “mascarados invadem casa” ser bem batida – lembra de Os Estranhos? –, essa pequena obra tem seus diferenciais.

1 de maio de 2016

Capitão América: Guerra Civil




Depois do imperfeito e exagerado Vingadores: Era de Ultron, o novo filme dos heróis da Marvel, Capitão América: Guerra Civil (Captain America: Civil War, 2016) estreia com a responsabilidade de manter a qualidade do seu antecessor, Soldado Invernal, e ser melhor que Era de Ultron. Bem, missão cumprida com sucesso. Guerra Civil é sem dúvida um dos melhores do estúdio -  não é o melhor de todos, ainda prefiro Os Vingadores – o mais ousado e, também, o mais sério. E como a comparação com o Batman Vs Superman é inevitável, confesso que mesmo sendo team superman desde sempre,  Guerra Civil é bem mais coeso que o filme da DC, o desenvolvimento equilibrado dos personagens e a narrativa fluida – sem deixar o espectador perdido – são outros fatores que superam o filme de Zack Snyder.


Sem me ater muito à trama, apenas para contextualizar, os eventos de Guerra Civil iniciam após os acontecimentos catastróficos de Era de Ultron. A morte de civis em Sokovia e a batalha em Nova York fazem com que a ONU crie um tratado para supervisionar as ações dos super-heróis. Tony Stark/Homem de Ferro (Robert Downey Jr.) aceita o acordo, mas Steve Rogers/Capitão América (Chris Evans) não aceita ser controlado pelo governo.  Um atentado envolvendo o soldado invernal Bucky, amigo de Rogers, é o estopim para a separação dos vingadores em dois grupos: aqueles a favor do tratado, e os contra o tratado. 

21 de abril de 2016

The Guest (O Hóspede) – um suspense cheio de charme




É muito reconfortante quando descobrimos obras cinematográficas que se destacam pela originalidade ou trazem um certo “frescor” a gêneros muito suscetíveis a clichês, como o suspense e os filmes de ação, isso nos faz pensar que as melhores histórias não estão nas superproduções, mas no cinema independente, em pequenas obras-primas que quase ninguém viu. The Guest (O Hóspede, 2014), por exemplo, é uma dessas pérolas imperdíveis e surpreendentes, nunca foi lançada no Brasil (até agora).


Com direção de Adam Wingard, responsável pelos filmes de terror Você é o próximo e V/H/S, The Guest é uma mistura de filme de ação, suspense e ainda “pega emprestado” a atmosfera das obras de terror dos anos 80 para contar uma história que te seduz do início ao fim.


16 de abril de 2016

Relatos Selvagens




A vingança é o protagonista de um cult argentino chamado Relatos Selvagens (Relatos Salvages, 2014), uma obra de humor negro e hipnotizante que você precisa ver.

Dirigido por Damián Szifron, Relatos Selvagens teve um sucesso de público estrondoso no país de origem, ficou um ano em cartaz em um cinema de São Paulo e ainda foi indicado ao Oscar. 

O longa é composto por seis breves histórias com contextos e personagens diferentes, cada um deles tendo “um dia de fúria”, culminando sempre em um ato de vingança contra alguém. Relatos Selvagens me cativou pelo humor corrosivo e o leve sadismo, o fato de ser uma antologia, me deixava sempre ansioso pela próxima história e pela forma como os personagens teriam o seu desfecho. A primeira história já nos surpreende, ocorre em um avião, cujos passageiros foram propositadamente colocados ali.

8 de abril de 2016

Rua Cloverfield, 10






Em 2008, Cloverfield, um filme de monstro no estilo “câmera na mão” tornou-se um hit cinematográfico, caótico e assustadoramente realista, o longa alavancou ainda mais o nome de J. J. Abrams. Dezesseis anos depois – pois é, passou rápido hein – estreia Rua Cloverfield, 10 (10 Cloverfield Lane, 2016), inaugurando uma nova antologia do cinema na qual o monstro da vez não é exatamente apenas uma criatura ameaçadora e alienígena, mas o próprio ser humano.


Quem vai ao cinema esperando uma sequência nos mesmos moldes de Cloverfield -  com aquela correria e a luta desesperadora pela sobrevivência -  pode “quebrar a cara” e sair xingando o universo.  Rua Cloverfield, 10 é mais intimista, mais focado no elemento humano, mesmo assim, é tenso, é um suspense/sci-fi eficiente e que prende a atenção. 

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