O universo Marvel acaba de ser
expandido no cinema com a chegada de Doutor Estranho (Doctor Strange, 2016),
dirigido por Scott Derrickson, vindo de filmes de terror como O Exorcismo de
Emily Rose e A Entidade. A julgar pelo universo místico do super-herói e as
influências em nível hard de A
Origem, vistas em trailers (na sala de cinema, ressalto), esperava que este fosse
o “divisor de águas” dentre os filmes da Marvel, mas não é, Doutor Estranho
diferencia-se estilisticamente de outros exemplares do gênero, porém o visual
arrojado e de “encher os olhos” esbarra na estrutura acomodada presente nas
histórias de origem de super-heróis.
O início impressiona. De cara,
ficamos encantados e pasmos com as cidades que se dobram. Mas logo, o filme segue a “fórmula Marvel” – fase
de descontentamento do protagonista, chance de redenção, fase de treinamento, conflito, (re)início de um nova vida – que já
conhecemos demasiadamente, tornando, muitas vezes, a história aborrecida.

