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23 de dezembro de 2012

O MELHOR DO CINEMA EM 2012




Como é de costume, preparei a lista com os melhores filmes do ano, na minha opinião. Entre eles, está uma grata surpresa, As Vantagens de Ser Invisível, e aquele cujas expectativas nós já sabíamos que seriam correspondidas, como O Cavaleiro das Trevas Ressurge. Na lista também estão algumas produções do ano passado, mas  que somente estrearam nos cinemas brasileiros neste ano, e mais, aqueles pequenos grandes filmes que passaram longe das salas escuras e chegaram direto em DVD. Vamos aos melhores do ano:


Megaproduções de qualidade inegável:

O Cavaleiro Das Trevas Ressurge

As Aventuras de Tintin: O Segredo do Licorne

Os Vingadores

O Hobbit

Dramas elogiados, melancólicos e fantasiosos:

As Vantagens de ser Invisível

A Invenção de Hugo Cabret

Filmes de ação originais, violentos e arrebatadores:

Drive

Os Infratores

Dois Coelhos

Poder sem Limites

Looper – Assassinos do Futuro

Pequenas obras-primas que saíram direto em DVD:

50%

Guerreiro

Red State (Seita Mortal)

18 de dezembro de 2012

As Melhores Séries do Ano

1- Homeland - A série que tem como plot principal um iminente atentado terrorista em solo americano continua com a mesma qualidade apresentada na primeira temporada. Claire Danes e Damian Lewis em atuações impecáveis, e um roteiro que sempre nos pega de surpresa. O único ponto negativo, a filha insossa e inexpressiva do Sgt. Brody (Lewis), que nessa temporada ganhou um espaço maior na trama, mas não é nada que interfira na perfeição da série.




2- American Horror Story: Asylum - A série/pesadelo de Ryan Murphy retornou nesta segunda temporada mais sádica e trash como nunca imaginávamos. O ambiente agora é um hospício comandado por freiras, além das criaturas anormais que vivem no local, a  série ainda traz os diversos tipos de representantes do mal, como o nazismo, extraterrestres, freiras possuídas por demônios, serial killers, tem de tudo. É a série mais angustiante do ano. Superar esta temporada cheia de reviravoltas e com uma trama intrincada que nunca sabemos o rumo que vai levar,  será uma tarefa dificílima.



3- Nashville – Mesclando política e música, esta é uma das séries estreantes mais bem produzidas e escritas do ano. Connie Britton e Hayden Panettiere são duas artistas country em dois momentos distintos de suas carreiras, uma está no auge, a outra em tempos de “greatest hits”. Os atores coadjuvantes também esbanjam simpatia, e tem as lindas e honestas músicas country que permeiam todos os episódios, uma das séries mais agradáveis em exibição. Vida longa à série.



4- Dexter – O psicopata mais querido da TV está mais abusado, seu segredo já não é tão secreto assim e está apaixonado por uma linda assassina, interpretada pela Ivonne Strahovski (da série Chuck), desde então uma das personagens mais interessantes de toda a série. Dexter também está prestes a ser descoberto pela polícia e dessa vez é pra valer. É por causa disso tudo e o final tenso e bombástico, que a sétima temporada de Dexter foi genial e recuperou o fôlego perdido nos últimos dois anos da série.





5- Glee – Desde a metade da terceira temporada Glee tem se mantendo numa ótima fase, os roteiristas andam menos preguiçosos e mais corajosos. A escolha de Ryan Murphy em criar um núcleo em Nova York – composto por Rachel e Kurt – fora dos muros do colégio tem dado uma dinâmica incrível à série nesta quarta temporada, particularmente estou adorando os dramas dos formandos. A cada episódio, fica evidente o esforço que Murphy tem feito para que Glee não fique repetitiva, e é por isso que a série figura aqui neste top.




6- Once Upon a Time – A série continua mágica em sua segunda temporada.  Aqui o mundo da fantasia é um só, e todos os personagens dos contos de fadas se conhecem, só em OUAT você vai ver o Capitão Gancho no País das Maravilhas. Muitos podem torcer o nariz para essas “liberdades criativas”, mas é justamente essa  “salada fantástica” que está o encanto da série, além de seus personagens carismáticos obviamente, como o casal Branca de Neve e o Príncipe David, que formam a dupla mais bonita e graciosa da TV.





7- Game of Thrones – Grandiosa. Esta é a palavra  que define a segunda temporada da série, bem melhor que a temporada anterior. Com uma produção rica em detalhes e cenários descomunais, Game of Thrones é uma série de contemplação, é fato, mas o pacote ainda conta com um roteiro que amarra bem as incontáveis personagens e as dezenas de subtramas. O drama épico prova ser digno do incontestável selo de qualidade da HBO. Uma pena que 10 episódios por temporada seja muito pouco.




8- Sherlock - Uma das séries inglesas mais cultuadas e elogiadas do momento, evidentemente não poderia ficar de fora dessa lista. Se você acha a versão de Sherlock Holmes de Robert Downey Jr sensacional, é porque não viu Benedict Cumberbatch na pele do detetive excêntrico. O mesmo digo da versão de Martin Freeman – protagonista de O Hobbit – para o Dr. Watson, melhor amigo de Holmes. A dupla têm uma química invejável, é o principal trunfo do programa. Divertida, esperta e surpreendentemente insana, assim é Sherlock.




9- Fringe – Com uma narrativa que veio se reinventando ao longo das cinco temporadas, Fringe se firmou  como uma das séries scifi mais inteligentes da telinha, mas é tão desvalorizada pelo público americano que ela está chegando ao fim, a última temporada termina em janeiro de 2013, mas ao menos a série terá um desfecho digno, com um final programado.  Fringe não está aqui apenas pela ousada e futurística quinta temporada, mas pela ótima quarta temporada, e por todas as outras anteriores. A inovação sempre foi uma característica da série,  algo pelo qual sempre será lembrada. Fringe já é cult, e vai deixar saudades.




10- Hunted – Uma das estreias mais originais de 2012. Hunted é uma série de espionagem e conspiração protagonizada por Melissa George. No melhor estilo Alias (aquele seriado de ação com a  Jennifer Garner), a série inglesa se destaca pela sua frieza, violência e o enredo intrincado, mas é um prato cheio para quem busca ação e suspense adulto. A série quase foi cancelada, mas foi salva pelo canal Cinemax que vai dá outra chance a ela. A segunda temporada estreia no ano que vem.


Outras séries que não estão no TOP 10, 
mas que me conquistaram neste ano de 2012:

Para rir e se distrair:  

Bunheads, Awkward, The Neighbors, Veep.

Para quem deseja uma série de ação e suspense em doses cavalares, seja com um super-herói de arco e flecha, lobisomens teens ou traficantes de meta:  

Arrow, Teen Wolf,  Breaking Bad.


15 de dezembro de 2012

Hesher - Juventude em Fúria



Joseph Gordon-Levitt é um dos atores mais flexíveis e talentosos do momento, o mundo ficou sabendo disso com o melancólico 500 Dias Com Ela, porém, o ator já havia chamado a atenção da crítica no cult Mistérios da Carne. Em Hesher (Juventude em Fúria, 2011) ele entrega mais uma performance notável, como um cabeludo agressivo, boca suja e fanzaço de Metallica.

Hesher entra na vida do garoto T.J.(Devin Brochu) repentinamente, sem pedir licença. Após um  conturbado encontro entre os dois,  o garoto entra em sua casa no dia seguinte e dá de cara com o rebelde cabeludo de cueca e com as roupas já dentro da máquina de lavar. O ambiente depressivo da casa do menino acaba favorecendo a presença do revoltado na vida de T.J., seu pai está tão afogado na dor da perda de sua mulher que nem questiona a presença de um estranho tatuado em sua casa. T.J. e Hesher então criam uma relação de amizade estranha, tempestuosa, explosiva, e hilária, em razão do humor negro presente nos diálogos e nas ações do protagonista, como por exemplo, a conversa insana sobre um iminente estupro da avó do garoto.

 
Hesher e sua tatoo autêntica.

Gordon-Levittt está quase irreconhecível fisicamente, e apesar de seu  personagem ser asqueroso, revoltado e imprevisível, vai ganhando nossa simpatia ao longo da projeção. Devin Brochu  e Rainn Wilson, que interpretam respectivamente T.J. e Paul, o pai, também merecem menção por suas atuações sensíveis e tão sinceras. Hesher ainda  conta com a participação especialíssima de Natalie Portman, numa versão desarrumada e pobre, mas com aquele sorriso encantador que já estamos acostumados.

T.J. ganha um "anjo da guarda" às avessas.

Spencer Susser, o diretor, fez um filme enxuto, sem excessos, politicamente incorreto, mas um pouco previsível. A produção se rendeu ao sentimentalismo nos últimos minutos, mas não pode ser julgado por isso, em nada compromete a produção, além do mais, a cena final do passeio é uma das mais inusitadas e comoventes do cinema.

Natalie, numa versão não muito glamourosa.

Em resumo, Hesher é um drama que fala sobre perdas, o luto, amadurecimento, e defende a ideia que ás vezes é necessária quebrar algumas regras para que a vida ganhe um novo sentido.

Com o título - vergonhoso - de Juventude em Fúria, esta pérola desconhecida chega no Brasil este mês em DVD, com uma capa nada atraente, no entanto, ignore a embalagem, é um daqueles filmes que você assiste por que não tem nada melhor passando na TV,  e no final, acaba se surpreendendo e indicando-o para todos os seus amigos, nesse caso, você vai indicar principalmente para aqueles que curtem um rock ´n roll. 

4 de dezembro de 2012

TAKEN - Uma minissérie imperdível!



Uma das melhores produções de Steven Spielberg completa 10 anos este mês, desde a sua estreia no canal HBO em 2002. Taken, a minissérie épica de 10 capítulos de quase uma hora e meia cada episódio, explora dois temas bastantes familiares para Spielberg, os extraterrestres e a Segunda Guerra Mundial.  A produção é uma mescla de trabalhos anteriores do produtor como E.T. e Contatos Imediatos do Terceiro Grau e as minisséries de guerra Band of Brothers e The Pacific, o resultado que sai dessa mistura toda é fascinante, um drama scifi complexo, bem escrito, adulto, admirável a cada cena.

Taken começa com aviões em um combate em plena Segunda Guerra Mundial. Os pilotos estão em uma batalha aérea quando uma luz forte e brilhante envolve todos os tripulantes. Os homens despertam dias -  ou meses -  depois do “evento”, mas nada lembram. Eles foram “abduzidos”. Com dores de cabeça, pesadelos terríveis e paranoia, as vidas desses soldados sobreviventes estarão comprometidas pelo resto de seus dias.

Eles chegaram...

Os acontecimentos na minissérie começam em 1945 e se estendem até a década de 2000, as abduções alienígenas vão influenciar três famílias e várias gerações das mesmas. Logo, não é anormal se você ficar confuso e não saber quem é o avô de quem, é mesmo uma cadeia complexa e por isso Taken merece atenção especial, para você não se perder quando a história estiver lá nos anos 90. Dakota Fanning, com sua voz angelical de criança, é quem narra os acontecimentos e também uma personagem essencial na trama.

Dakora Fanning cede sua fofura e talento à produção

A (suposta) queda de uma espaçonave em Roswell em 1947 –  você já ouviu falar dessa história de conspiração né? – também é abordada aqui. É nesta narrativa que somos apresentados a um dos personagens mais importantes e detestáveis da minissérie, o Capitão Owen Crawford (Joel Gretsch, em atuação brilhante. O ator ainda protagonizou a interessante série The 4400). Owen é ambicioso e não aceita nada e nem ninguém em seu caminho, não por acaso, é dele as cenas mais tensas e chocantes da produção.

Taken possui características semelhantes do clássico Contatos Imediatos do Terceiro Grau, como as luzes azuladas das espaçonaves e os tais alienígenas, são típicos de Steven Spielberg, "bonzinhos", indefesos, as vilanias ficam a cargo dos humanos, com sua ambição desmedida  e sede de poder.

Joel interpreta um dos vilões mais inescrupulosos da TV

Esta ficção científica ganhou naquele ano o prêmio Emmy de Melhor Minissérie, uma prova incontestável de que Spielberg só produz séries boas e de qualidade para a HBO - canal que faz questão que suas produções sejam autênticas, ousadas e bem feitas - e  eu me refiro à qualidade nos quesitos técnicos e também no roteiro, Falling Skies e Terra Nova, recentes empreitadas do diretor,  são produções vergonhosas perto desta.

Taken já tem mais de dez anos, mas continua uma produção de TV de primeira linha, uma das melhores produções do gênero da história, sem exageros. Já revi a minissérie incontáveis vezes, sempre que a assisto ainda me surpreendo com a história intrincada e realista, me sensibilizo com os dramas psicológicos dos personagens, me assombro com as cenas fortes e violentas, me emociono com a menina Allie (Fanning). Assim como Twin Peaks, Taken nunca será esquecida, a produção de qualidade do canal HBO é um orgulho para o gênero da ficção científica. Spielberg acredita em vida extraterrestre e eu também.

Assista ao trailer:



25 de novembro de 2012

Amanhecer Violento (1984)




WOLVERINES! Estudantes vão à guerra lutar contra soldados soviéticos e cubanos em solo americano no cult Amanhecer Violento (Red Dawn, 1984). Charlie Sheen e Patrick Swayze – bem jovenzinhos – lideram o grupo de colegiais que adotam o nome de Wolverines, se munem de armas  e causam mais estragos que seus inimigos militares.

John Milius é quem comanda a fita de ação, ele também dirigiu Conan, O Bárbaro e recentemente roteirizou Roma, uma série épica e ousada da HBO. Milius não quer saber de conversa e de apresentar os personagens antes que a ação aconteça, e logo nos primeiros minutos de filme já tem correria, explosões, tiroteios e tudo mais.

Astros dos anos 80 reunidos: Swayze, C. Thomas Howell e Sheen.

Amanhecer Violento é um filme de ação quase ininterrupta, a cena inicial no qual os alunos têm sua aula interrompida por pára-quedistas soviéticos que caem do céu e já saem atirando em todo mundo,  é emblemática e forte, imagina a repercussão que a produção teve naquela época em que o comunismo era o maior medo dos EUA e do mundo.

O desenvolvimento e os dramas vividos pelos personagens são explorados nos intervalos entre as empolgantes e explosivas cenas de combate, uma boa sacada do diretor, atribuindo à produção agilidade e dinamismo, sem nunca cansar o espectador. A maior falha do roteiro deste clássico oitentista é a forma rápida e absurdamente fácil com que os estudantes manuseiam as armas e realizam estratégias de guerra bem superiores que os próprios soldados soviéticos. Bom, ignorando isto, Amanhecer Violento é um competente filme de ação com um pano de fundo político,  e ainda conta com toda aquela vibe dos anos 80 e um elenco muito conhecido nos dias de hoje.

Inimigos comunistas em momento de extermínio

Patrick Swayze  - forçando o choro – é o líder do grupo junto com seu irmão, vivido Por Charlie Sheen, ambos contracenam com Lea Thompson (que faria a trilogia De Volta para o Futuro no ano seguinte) e Jennifer Grey, sim, aquela que anos mais tarde dançaria The Time of My Life com o Patrick em Dirty Dancing, e que ao lado de Sheen, faria uma das cenas – aquela na delegacia - mais cômicas do cinema no clássico Curtindo a Vida Adoidado.


Remake chega aos cinemas atrasado, mas com astros em ascensão

Filmado há dois anos e após passar por problemas de ordem financeira, a nova versão de Amanhecer Violento chega finalmente este mês nos cinemas americanos. O inimigo agora são os norte-coreanos, e os jovens guerreiros da vez são o astro de Thor, Chris Hemsworth e Josh Hutcherson, do bonzinho Jogos Vorazes.  Este é o momento ideal para lançar o remake, sendo que seus protagonistas estão em evidência por conta de seus últimos trabalhos.  Veja aqui o trailer cheio de tensão do remake, a prévia do original você confere aqui!

18 de novembro de 2012

MAGIC MIKE




“Você não é só um stripper, você preenche as fantasias mais selvagens de toda mulher. Você é a transa sem compromisso. Você é aquele gostosão que nunca veio”, diz o personagem de Matthew McConaughey para o novato Alex Pettyfer. Esta frase resume um pouco o filme Magic Mike, que também tem o mesmo - e único - propósito do show dos strippers: tornar "palpável", real, as fantasias sexuais mais inusitadas do público feminino, além de fazer as mulheres - e  também garotos - surtarem. Na telona, os fetiches estão escancarados, ganham cores, músicas, muito rebolado e corpos sarados que se vestem dos mais diversos personagens: bombeiro, Tarzan, marinheiro, soldados do exército, e até o Ken  - namorado da Barbie - é encarnado.

Alex Pettyfer mostra tudo e faz a alegria das moças!


Dirigido por Steven Soderbergh, Magic Mike (2012) é  baseado livremente na breve carreira de Channing Tatum como stripper, antes de ele virar modelo, ator e o homem mais sexy de 2012, segundo a revista People. Se esperava mais de um filme comandado pelo diretor que fez ótimos trabalhos como Erin Brockovich e Onze Homens e um SegredoMagic Mike decepciona com o seu roteiro raso e ausente de reviravoltas, sem nenhuma profundidade nos personagens. O que resta? Bom, os strippers em ação. 

Em resumo, o longa foi feito só para fazer o seu público-alvo delirar, e dar a ele a chance de ver os bumbuns dos atores Channing Tatum (Querido John), Matt Bomer (da série White Collar, e que recentemente cantou Somebody That I Used to Know em Glee), Matthew McConaughey (Como Perder um Homem em 10 dias), Alex Pettyfer (Eu Sou o Número Quatro) e Joe Manganiello - para quem ver True Blood já viu o “lobisomem” nu milhares de vezes.

Tatum mostra que ainda tem gingado!


Após ver o filme, a sensação que tive é que o roteiro foi escrito com desleixo, e  que Magic Mike era apenas um pretexto para Tatum reunir os amigos e se divertirem como strippers. A simples ideia de colocar rostos masculinos conhecidos da TV e do cinema dançando sensualmente de sunga deu certo, o filme é um dos mais lucrativos do ano, e pode gerar uma sequência. Apesar das falhas e de não parecer uma obra de Soderbergh, Magic Mike entretém, e só.

Antes dessa comédia de strippers sem vergonha, Steven Soderbergh já realizou um punhado de filmes interessantes e bastante elogiados que vale a pena você conhecer. Confira então os meus favoritos do diretor:




Irresistível Paixão (1998) – Neste filme policial inteligente, Jennifer Lopez e George Clooney formam um dos casais mais sexys do cinema!

Erin Brockovich - Uma Mulher de Talento (2000) – Julia Roberts arrasa, peituda e desbocada, em um dos melhores papéis de sua carreira.

Onze Homens e um Segredo (2001) - Com um elenco estrelado, Steven realiza um dos filmes de roubo mais bacanas e elegantes do cinema e ainda revitaliza o subgênero.

O Desinformante (2009) – Matt Damon se afoga em mentiras, a  ponto de não saber o que é real ou fruto de sua imaginação, nessa comédia bem bolada com um humor bastante distinto e singular.

Contágio (2011) – Com um elenco cheio de estrelas, característica do diretor, Contágio é a versão realista e perturbador do fim do mundo motivado por um vírus desconhecido.

15 de novembro de 2012

Os melhores atores - diretores do cinema atual




Com a estreia de Argo, mais uma magnífica obra de Ben Affleck, como diretor, resolvi fazer algo diferente, ao invés de escrever uma crítica sobre o longa, algo que todos os sites especializados vão fazer, decidi comentar sobre os atores/diretores mais promissores, os melhores em atividade no momento, aqueles caras que não satisfeitos em ser o subordinado de alguém, resolveram tomar as rédeas do negócio e sentaram na cadeira de diretor. Bom, para alguns nomes que citarei a seguir, ficar atrás das câmeras está dando mais certo que a carreira de ator, como por exemplo, o Ben Affleck, geralmente criticado por sua atuação, o cara se transformou, para surpresa de muitos, inclusive a minha, em um dos diretores mais cultuados e elogiados da atualidade. Quem diria...


Ben Affleck – Seu último filme recém estreou nos cinemas, Argo é mais uma prova de que o lugar do ator é mesmo atrás das lentes. Em resumo, a  trama é baseada em um fato verídico, conta a história de seis americanos presos no Irã, por conta de uma crise diplomática. Para fugir do país, eles precisam  se disfarçar de cineastas e  produtores de um filme fictício. O longa já é um forte candidato ao Oscar 2013, e Affleck tem a chance de levar seu primeiro Oscar como diretor. Argo merece mesmo ser reconhecido, é bem dirigido, boas atuações e tenso do início ao fim, além de prestar uma singela e linda homenagem ao cinema de ficção científica. Medo da Verdade e Atração Perigosa são outros grandes filmes que Affleck dirigiu. Apesar da carreira recente, sua função como diretor tem sido bem-sucedida até agora, algo pelo qual ele tem muito para se orgulhar.


George Clooney – Galã, simpático, bem-humorado, produtor, escritor, ótimo ator, Clooney ainda tem grandes habilidades como diretor. Começou com o pouco conhecido Confissões de uma Mente Perigosa, ganhou a crítica com o político Boa Noite e Boa Sorte, filme elogiado e indicado ao Oscar, incluindo Melhor Diretor para o Clooney. A terceira investida na direção foi com a comédia romântica Amor sem Regras, longa mal- sucedido nas bilheterias e que até a crítica torceu o nariz, nem eu vi esse. Em 2011, voltou à direção com Tudo pelo Poder, sobre um tema que ele entende bem: a política. Dividindo a cena com Ryan Gosling, o longa é um dos melhores de sua carreira, na minha opinião. Agora, fico mais ansioso pelo seu trabalho atrás das câmeras do que aqueles na frente delas. Seu próximo trabalho na direção já tem nome: The Monuments Men.


Selton Mello:  É claro que eu não poderia deixar de falar de um dos atores mais simpáticos e talentosos da nossa TV e do cinema. Selton Mello já tinha experimentado a função de diretor em seriados de TV, em A Mulher Invisível, mas foi em 2008 que ele dirigiu seu primeiro filme: Feliz Natal. Um drama intimista bastante elogiado pela crítica, mas quase ninguém viu, ao contrário de seu trabalho seguinte, a comédia melancólica O Palhaço, sucesso de público no país. O Palhaço é o representante do Brasil no Oscar 2013, se o filme ficar entre os cinco filmes estrangeiros finalistas e for indicado ao maior prêmio do cinema, o mundo vai conhecer o que nós, brasileiros, já sabemos, que Selton Mello é um excelente ator, cuja carreira recém iniciada de diretor mostra-se bastante promissora. Boa sorte para ele.



Sean Penn: O ator oscarizado dirigiu seu primeiro longa lá no comecinho dos anos 90, Unidos pelo Sangue, depois fez Acerto Final em 1995. Em 2001 voltou a atuar como diretor em A Promessa, um thriller protagonizado por Jack Nicholson. Mas Sean Penn não está nessa lista por nenhum desses filmes. Ele figura aqui por uma obra-prima que realizou, mais conhecida como Na Natureza Selvagem, drama melancólico e poético baseado na história real de Chris McCandless, jovem que larga tudo - e todos - para viver a liberdade em meio à natureza. Ao som da voz grave de Eddie Vedder, acompanhamos a linda e trágica história do garoto, vivido por Emile Hirsch, numa atuação assustadora. The Comedian e Crazy for the Storm, são dois filmes que Penn está trabalhando como diretor no momento, podem ser ótimas películas, mas dificilmente alcançará a perfeição de Na Natureza Selvagem.


Clint Eastwood: O veterano da lista. Ao lado de Woody Allen, Clint Eastwood é um dos diretores que mais trabalha, ultimamente tem feito um filme por ano e mostra que a idade -  pasmem, ele tem 82 anos -  não é nenhum empecilho à sua criatividade e às atividades que realiza, além de diretor, ele atua e ainda produz seus filmes. Sua carreira de ator teve início nos anos 50, mas ele só foi para trás das câmeras nos anos 70. Seu trabalho na direção de longas somente ganhou evidência com o western Os Imperdoáveis, de 1992,  o qual levou o Oscar de Melhor Diretor. A partir daí, ele realizou inúmeros trabalhos, entre os meus preferidos estão Menina de Ouro, Gran Torino, Invictus e A Conquista da Honra. Clint Eastwood deu um descanso na função de diretor este ano, mas não vai ficar longe das telas. Sua próxima aparição no cinema será em Curvas da Vida, um drama esportivo previsto para estrear este mês, no qual ele atuou como produtor e contracena com Amy Adams e Justin Timberlake. 

6 de novembro de 2012

O Segredo da Cabana

Exagerado e original, O Segredo da Cabana tira um  sarro 
dos filmes de terror



Preste atenção no clichê: Um atleta, a loira gostosa, um viciado em maconha, a garota ingênua e o seu interesse amoroso. Então, os amigos sobem numa van, param em um posto  -  sinistro, para variar – para abastecer o carro, e  finalmente, chegam ao seu destino final, uma cabana no meio do nada. A partir daí, obviamente você já imagina o que vai acontecer. Não, não estou falando de The Evil Dead, Sexta-Feira 13, Halloween, Cabana do Inferno ou milhares de outros filmes de terror, embora a premissa seja a mesma, me refiro ao longa O Segredo da Cabana (The Cabin in the Woods, 2012), escrito por Joss Whedon, diretor de Os Vingadores e dirigido por Drew Goddard, de Cloverfield.

Chris Hemswoth, o Thor, também foi pra cabana.

O fato é, você sabe como o filme vai se desenvolver, com toda aquela matança sangrenta típica de qualquer filme de terror de cabana, mas não tem a mínima ideia como ele vai terminar. O Segredo da Cabana é dividido em duas partes, a primeira parte é composta por dois núcleos, aquele dos jovens na cabana, e um outro situado numa “empresa” de engenharia e química no qual se concentram os personagens cômicos de Richard Jenkins e Bradley Whitford. Certamente você ficará pensando, o que esses dois têm a ver com o terror instaurado na cabana? Pois é, esta é uma questão que me recuso a responder, por motivos óbvios, nem quero estragar a surpresa de quem ainda não viu o filme e também não gosto de dar spoilers.

As cenas de horror na cabana são tensas e dignas de um bom exemplar do gênero, porém, as passagens para o segundo ambiente – a tal empresa -  quebra totalmente a tensão e o suspense causados pelos acontecimentos que se passam na cabana. E é por isso, que eu delirei com a segunda parte do filme.

Participação de um parente próximo do Hellraiser.

Bom, infelizmente não posso falar muito da segunda parte de O Segredo da Cabana, mas me limito a dizer, a produção toma rumos inesperados e exagerados, mas surpreendente, alucinante. No fim das contas, Whedon se utiliza da metalinguagem para fazer uma homenagem - ou uma sátira? Ou os dois? - aos filmes de terror, mais especificamente, aos filmes de cabana, e mais, dependendo do seu ponto de vista, O Segredo da Cabana também pode ser visto como uma crítica feroz ao “feijão com arroz" que assola as produções do gênero, por isso, os clichês propositadamente excessivos.

O Segredo da Cabana tinha previsão de estreia nos cinemas brasileiros para este mês, mas infelizmente foi cancelado, possivelmente logo será lançado direto em DVD. Mas isso não impede de você ver o filme não é? Engenhoso e espalhafatoso, é assim que defino este longa-metragem, ideal para quem busca um filme de terror diferente, peculiar.

3 de novembro de 2012

Claire Danes: Beleza e talento na TV e no cinema



Ryan Gosling, Emma Stone, Jennifer Lawrence, eles já tiveram seus “momentos”  aqui no blog, quando dediquei um post especialmente para eles e os seus filmes mais significativos. Agora é a vez da talentosa Claire Danes, apesar de estar no ramo cinematográfico há algum tempo, a loira de sorriso largo se encontra agora no melhor momento de sua carreira, protagonizando uma das melhores séries da TV da atualidade, Homeland, angariando prêmios por onde passa e recentemente declarou estar grávida de seu primeiro filho. Parabéns para ela. Selecionei os trabalhos mais interessantes da atriz – exceto Romeu e Julieta, pois é seu filme mais conhecido – para você também testemunhar o talento, a versatilidade e a beleza da moça.


Temple Grandin (2010) – Este telefilme produzido pela HBO foi o responsável por colocar a carreira da atriz nos "trilhos" novamente, após uns esquecíveis trabalhos no cinema. Por esse filme, Claire Danes ganhou o Globo de Ouro de Melhor Atriz no ano passado, pelo papel de uma mulher autista, chamada Temple Grandin, que por sinal, está viva, e inclusive estava na cerimônia do Globo de Ouro quando a atriz subiu ao palco para receber o prêmio. Bom, o longa-metragem acompanha toda a vida de Grandin, e mostra o esforço de sua mãe em lhe dar uma vida normal, colocando a filha em escolas e faculdades. O filme mostra como Grandin vence os preconceitos e as várias barreiras sociais e idealiza um dos seus maiores feitos, o abate humanitário, desenhando projetos de engenharia para tornar o abate, um ato menos agressivo e para que o animal não sofra nos seus momentos finais. Um filme fantástico, comovente, uma personagem fascinante, e nem preciso falar sobre o desempenho de Claire, surreal. Quer uma amostra? Veja o trailer.


Homeland (2011 – 2012 – 2013) – Com os prêmios recebidos pela sua performance por Temple Grandin, Claire percebeu que seu lugar é mesmo na telinha. Agora ela protagoniza uma das séries mais premiadas do momento, não somente a série vem ganhando prêmios, ela também está “agarrando” todos os troféus de Melhor Atriz nas últimas premiações de TV. Claire - soberba - interpreta Carrie, uma agente da CIA cujo trabalho é caçar terroristas que estejam tramando algo contra os EUA. Quando um soldado, refém por oito anos pela Al Qaeda retorna ao país, Carrie logo deduz que ele esteja tramando uma vingança contra o povo americano. Suspense, paranoia, conspiração governamental, terrorismo, além dos dramas da protagonista, que sofre de esquizofrenia e revelam os melhores momentos do programa, Homeland é genial, e impressiona a cada episódio. O seriado está em sua segunda temporada, e o canal Showtime já renovou a série para mais uma temporada. Confira uma prévia! 


Stardust – O Mistério da Estrela (2007)“O que faz as estrelas?”. Elas brilham. E Claire Danes está iluminada – em todos os sentidos – nessa aventura de fantasia bem divertida. Danes é uma estrela – sim, dessas que ficam no céu – que cai na terra e ao lado do jovem Tristan começa a ser perseguida por bruxas e príncipes ambiciosos que querem o seu coração, porque ele proporciona vida eterna àquele a quem o possuir. Dirigido por Matthew Vaughn, que futuramente faria Kick-Ass e X-Men: Primeira Classe, Stardust recebeu boas críticas, mas não agradou tanto ao público e faturou pouco nas bilheterias, uma injustiça com um filme tão agradável. A produção tem Michelle Pfeiffer como a bruxa má e Robert DeNiro numa participação hilária e bem diferente dos personagens “machões” que estamos acostumados a vê-lo. Veja o trailer da aventura épica.


Mod Squad: O filme (The Mod Squad, 1999) – Esta pequena pérola passou despercebida pelos cinemas na época, e ainda segue sua carreira na obscuridade, somente os mais cinéfilos o conhecem. Julie (Danes) é uma delinquente presa por agressão que junto com seus parceiros, igualmente problemáticos, ajuda a polícia numa investigação criminal. Os três amigos se envolvem num esquema de drogas e prostituição, e precisam aprender a confiar um no outro. Apesar de ser um thriller policial, o filme foca muito no emocional dos personagens, o que é um ponto positivo. Em Mod Squad a atriz mostra versatilidade e desenvoltura em um papel mais adulto, complexo e se despe completamente da doce Julieta, do filme de Baz Luhrmann. Outro destaque, vai para o seu colega de cena Giovanni Ribisi, que vive o mais problemático dos três amigos, e causa os momentos mais absurdos e cômicos da fita. Descubra esse pequeno filme.


Os Miseráveis, As Horas, Garota da Vitrine são outros trabalhos da atriz que indico para quem já se rendeu ao seu sorriso grande e simpático!

25 de outubro de 2012

As Vantagens de ser Invisível




Nós somos infinitos. Quando pensamos que já experimentamos os mais diversos tipos de sentimentos, eis que novas emoções surgem para a nossa surpresa. Quando achamos que conhecemos o suficiente os nossos amigos, então eles fazem algo inesperado e nos surpreendem, ou no pior caso, nos frustram, nos fazendo sentir seres dispensáveis e pequenos, como um grão de areia. Quando pensamos que a vida já nos proporcionou momentos inesquecíveis e bons, e outros tão terríveis, ela nos impressiona de novo, nos faz despertar para as coisas simples da vida, pequenos momentos ou atos que nos fazem valorizar mais a nossa existência, como por exemplo, o abraço de um amigo, ouvir sua música preferida tocando no rádio, um milkshake delicioso, ou apenas um passeio na parte externa da camionete, sentindo a brisa refrescante da noite na pele. E assim, olhando por esse prisma, chegamos a conclusão de que a vida é infinita,  nós  somos infinitos, por nos proporcionar sentimentos e momentos infinitos, inesquecíveis, alegres, dolorosos, inesperados.


Este, é Charlie.


É dessa forma que Charlie começa a ver a vida, a sua vida. Charlie,  é um adolescente tímido, um pouco depressivo e com um passado “pesado” demais para a sua idade, é o protagonista de As Vantagens de ser Invisível (The Perks of Being a Wallflower, 2012), o filme mais singelo e encantador do ano. Logan Lerman (o Percy Jackson) com seu riso contido e olhos que dizem mais que palavras, imprime com louvor toda a sutileza e a inocência exigida pelo personagem, nos momentos mais exigentes, dramaticamente falando, o garoto nos impressiona. Logan já não precisa mostrar que tem talento para ninguém, mesmo que ele escolha futuramente se tornar astro de filmes de aventura.


Charlie vive todas aquelas frustrações que já vivemos algum dia, como gostar de alguém e não ser correspondido ou quando nos sentirmos deslocados, tentando achar aquele grupo ideal de amigos que podem tornar as nossas vidas mais emocionantes e divertidas.  É por esses motivos que eu  - e muita gente por aí -  se identificou tanto com o protagonista, eu particularmente, nunca torci tanto pelo final feliz de um personagem como neste filme, pois é assim que queremos que aconteça com a gente, que após os inúmeros percalços e decepções pelo qual passamos, no fim, tudo fique bem.

Sam


Se Logan Lerman arrebenta em sua performance, seus colegas de cena, Ezra Miller e Emma Watson não ficam atrás, o trio esbanja simpatia e talento. Miller se desfaz de todos os vestígios de raiva e incompreensão presente em seu papel anterior – um jovem que comete assassinato em massa numa escola - no denso Precisamos falar sobre Kevin, e se mune de extravagância e carisma para compor Patrick, amigo de Charlie. Quanto à eterna Hermione, está ótima como sempre, mostra que tem futuro pós - Potter,  sua atuação como a descolada Sam, é madura, vê-la na tela não lembra em nenhum momento a garota esperta de cabelo armado daquela saga cinematográfica.

As Vantagens de ser Invisível é perfeito, um clássico teen contemporâneo, é uma sequência  de cenas verdadeiras e comoventes, uma após outra. A produção é baseada no livro de mesmo nome, escrito por Stephen Chbosky, que para nossa sorte, também roteirizou e dirigiu esta adaptação cinematográfica. Agora tá explicado porque o resultado saiu com tamanha perfeição.

e Patrick.

Apesar de ser um filme teen com personagens que ainda estão no ensino médio, o autor/diretor conseguiu se livrar de todas as armadilhas de clichês que geralmente assolam as comédias adolescentes. Stephen realizou um retrato maduro, realista (por que não?) melancólico, mas também, muito divertido - as cenas em homenagem ao musical cult The Rocky Horror Picture Show são impagáveis.


"Aceitamos o amor que achamos que merecemos".

Chbosky foi feliz também na exploração dos temas tabus, é incrível a facilidade que ele trata de assuntos “pesados” de forma tão sutil, mas sem amenizar o impacto que sofremos quando eles vêm à tona. Isso, é claro, também é culpa dos bons atores, dos diálogos inteligentes, da trilha sonora indie rock dos anos 90.

As Vantagens de ser Invisível é apaixonante, daqueles que você sai do cinema morrendo de vontade de ver novamente, mas com um bônus, a música Heroes (escute aqui!), de David Bowie, que fica martelando na sua cabeça sem parar. É, aquela música do túnel...ah, o túnel, nunca mais passarei por um sem lembrar da belíssima cena protagonizada pelos três amigos e com a personagem de Samantha do lado de fora da camionete, sentindo a vida.

19 de outubro de 2012

Conheça as novas séries mais promissoras do ano





- Arrow: Com o fim de Smallville, o canal CW quis preencher o vácuo com outra série de heróis, o personagem que ganha as telas agora é o Arqueiro Verde. O primeiro episódio já me agradou. O canal acertou em cheio, Arrow surpreende, é mais adulta, violenta e menos inocente que Smallville. O protagonista Oliver Queen/Arqueiro Verde, é vivido por Stephen Amell, que já fez diversas participações na TV, sua atuação não é inspirada, também não compromete em nada a série, cá entre nós, analisar a atuação do cara é a última coisa que os espectadores querem fazer e saber, não é? Oliver é um rapaz rico que após um acidente que matou seu pai e uma “amiga", é dado como morto e fica desaparecido por cinco anos. Então, num belo dia de sol, ele retorna para colocar a sua máscara, se mune de arco e  flecha e vai combater o crime. Mistérios e draminhas envolvendo a família do herói, mais as cenas de ação empolgantes, Arrow é um ótimo passatempo e deve ser um dos sucessos da temporada. Tem trailer legendado aqui!


- Nashville: Começou a batalha das divas country na TV. Resumidamente, este é o plot principal da elogiada série Nashville, que estreou este mês, mas já conquistou a crítica e eu também, com apenas um (ótimo) episódio exibido, e visto, por este que vos fala. Connie Britton (American Horror Story) e Hayden Panettiere (a cheerleader de Heroes) são duas cantoras de música country, a primeira interpreta Rayna, a artista veterana, cuja carreira já começa a sinalizar decadência, a outra se chama Juliette, faz o estilo Taylor Swift, estrela jovem em ascensão e bastante popular, porém, bem menos talentosa que a sua rival “madura” e super adepta do autotune (não, não acho que a Taylor use esse recurso). A série me cativou por diversas razões, as boas atuações, a trilha sonora country onipresente e deliciosa, um roteiro bem construído e por mostrar o universo musical de uma forma impiedosa e bastante condizente com a realidade. Parece que a suposta rivalidade entre artistas pop inspirou uma série que tem tudo para ganhar vida longa nas telinhas. Dá uma espiada no trailer.


- Hunted: Com Frank Spotnitz, um dos produtores de Arquivo X nos créditos, e um jeito bem Alias de ser (aquela espetacular série de espionagem com Jennifer Garner), Hunted é sinônimo de originalidade e frescor na TV. Para quem está saturado do “arroz com ovo” dos seriados americanos, a série é ideal,  não por acaso, o programa é britânico, exibida pelo canal BBC. Hunted mostra sua ousadia já nos primeiros vinte minutos do primeiro episódio. Com pouquíssimos diálogos, uma fotografia esverdeada e obscura,  conhecemos a protagonista Samantha (Melissa George, que também participou de Alias) numa missão de resgate, a sequência é repleta de tensão, suspense, ação e reviravoltas de cair o queixo, é isso mesmo, e só estamos nos primeiros minutos da série, estamos completamente “perdidos”, nada sabemos da trama, exceto por Samantha ser uma espiã habilidosa ao extremo e que foi traída por seu namorado. Hunted é direta, violenta, crua, complexa, uma experiência inusitada. A primeira temporada já está fechada pela emissora (viva!), e terá um total de oito episódios, com duração de aproximadamente uma hora cada. Oh, o trailer!


- Revolution: O que seria de nós se a energia elétrica acabasse de uma hora para outra, sem qualquer explicação? Essa é a ideia principal da nova série de J J Abrams, Revolution. Apesar de ter um piloto fraco, eu garanto, esse drama pós apocalíptico é bem superior à outra empreitada televisiva do produtor, Alcatraz, um fracasso retumbante do início do ano. Revolution tem boas cenas de ação, é repleta de reviravoltas, e como em Lost, novos elementos são adicionados à trama a cada episódio e a narrativa alterna entre o presente e o passado. Mesmo com um início não muito empolgante, a série vai ficando melhor nos episódios seguintes, e ao contrário de Alcatraz, a trama tem potencial e parece rumar um caminho certo já estabelecido. O drama de ação scifi ganhou temporada completa de 13 episódios, vamos torcer para que a série tenha sucesso e não “se perca” até o final da temporada. Confere a prévia.


- 666 Park Avenue: Eu sei que é cedo, mas com quatro episódio exibidos, 666 Park Avenue pode ser considerada uma grata surpresa, ao menos para mim, que não esperava nada da série. É um seriado de terror e suspense, é um equívoco compará-lo com American Horror Story, até porque AHS é bizarro demais e tem um estilo inigualável. A trama? Ah, Jane e Henry são um casal que se mudam para um prédio antigo e luxuoso de Nova York, onde se tornam síndicos. Terry O´Quinn (Lost) interpreta o dono do prédio, o capeta em pessoa, que oferece a  seus inquilinos a realização de desejos por meio de um pacto com o diabo. Ok, a história não é nada original, transbordam clichês,  mas prende a atenção do começo ao fim, tem personagens carismáticos, Terry está ótimo em (mais) um papel enigmático, tem aqueles momentos angustiantes e cenas de suspense hipnotizantes, ideal para quem ama o gênero. Uma série bem descompromissada. Gostei. Veja o trailer sinistro.

Outras duas séries também merecem serem listadas aqui, a comédia gay The New Normal, e o thriller de ação e conspiração Last Resort, duas séries envolventes e de qualidade. Clique nas fotos e veja o trailer.



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