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19 de fevereiro de 2017

Moonlight: Sob a Luz do Luar


Se há um filme capaz de tirar o Oscar de Melhor Filme de La La Land, na premiação deste ano, ele se chama Moonlight: Sob a Luz do Luar (Moonlight, 2016). A obra de Barry Jenkins sobre um rapaz negro e solitário em busca do seu eu verdadeiro possui uma delicadeza de partir o coração (esse termo pode ser piegas, mas é honesto).

A história do protagonista Chiron é dividida em três capítulos, “Little”, “Chiron” e “Black”, cada parte representa respectivamente a infância, a juventude e a vida adulta do personagem. Introspectivo e de poucas palavras, Chiron é também alvo de valentões. Moonlight inicia com o menino correndo de agressores e se trancando em uma casa abandonada. Logo, o garoto é libertado por Juan (Mahershala Ali, de Luke Cage), que logo se torna uma espécie de pai para Chiron. A ausência de uma figura paterna e o descaso da mãe, mais interessada em drogas, contribuem para que a relação entre Juan e Chiron se fortaleça, mas não diminui, portanto, a solidão do protagonista durante a sua vida.

28 de janeiro de 2017

Sob a Sombra


O terror de viver no meio de uma guerra, tendo de conviver com explosões e mísseis caindo na vizinhança, parece até fazer parte da rotina de mãe e filha, no entanto, a possibilidade de estar vivendo com “espíritos” na sua própria casa torna o dia a dia muito mais aterrador do que o “clima de pânico” lá fora. Unindo o realismo e o sobrenatural, os dois cenários aterrorizantes, juntos, amplificam a sensação de desconforto e tensão e este é um dos maiores acertos do filme Sob a Sombra (Under The Shadow, 2016), que entra na lista de uma das melhores e mais originais obras de suspense do cinema recente.

Sob a Sombra é um filme iraniano, e tem um estreante na direção, Babak Anvari, que também roteirizou a obra. Ambientado em Teerã, em 1988, durante a guerra entre Irã e Iraque, a história inicia quando Shideh (Narges Rashidi) é impedida de voltar a estudar medicina por causa de suas ações políticas nos anos anteriores. Com sentimentos de revolta, tristeza e impotência, ela faz do lar um lugar de estresse, favorecendo a entrada de espíritos ruins e malignos chamados djinns, que são os demônios da religião islâmica. Com a ida do marido para trabalhar na guerra, Shideh e sua filha Dorsa (Avin Manshadi) ficam sozinhas em casa.



14 de janeiro de 2017

La La Land – Cantando Estações


O clássico e o moderno convivem harmoniosamente em La La Land – Cantando Estações (La La Land, 2016), uma obra musical encantadora que faz uma ode ao cinema para contar a história de dois jovens em busca de seus sonhos. Esse é o segundo filme de Damien Chazelle, o primeiro foi o igualmente elogiado Whiplash.

La La Land e Whiplash podem ser distintos em muitos aspectos, mas pode-se aferir em ambos a paixão e o carinho com o qual a música, principalmente o Jazz, é retratada por Chazelle. Na trama, Mia (Emma Stone) e Sebastian (Ryan Gosling) vivem respectivamente uma atendente aspirante a atriz e um pianista de jazz que se apaixonam e tentam, juntos, correr atrás de seus sonhos em uma Los Angeles romântica, boêmia, colorida, hollywoodiana. Eles cantam, dançam, sapateiam, fazem graça – a cena em que o personagem de Gosling toca “I Ran” é hilária – e nos encantam. Vale lembrar que essa é a terceira parceria de Stone e Gosling, antes eles fizeram par romântico em Amor a Toda Prova e em Caça aos Gângsteres.


8 de janeiro de 2017

7 filmes de ficção científica para ver em 2017


Power Rangers, mulheres-maravilhas, guardiões das galáxias, macacos inteligentes e um bem grandão predominarão as salas de cinemas neste ano, mas também é bom a gente expandir nossos conhecimentos cinematográficos e conhecer outros filmes de ficção científica, menores, mas igualmente importantes, que estrearão nos cinemas ou em alguma plataforma de streaming.


Quando Te Conheci (Equals) – Em uma sociedade utópica onde os humanos já não possuem emoções, pois a emoção é vista como uma doença, dois jovens se apaixonam. Kristen Stewart e Nicholas Hoult são os protagonistas desse “romance futurístico”, que tem uma premissa boa. Equals foi lançado em 2016, nem chegou aos cinemas por aqui, mas já está disponível no Netflix. Assista ao trailer.


Vida (Life) – Espero que o roteiro desse sci-fi seja realmente bom, pois atraiu atores de renome como Jake Gyllenhaal e Ryan Reynolds, porque a julgar pelo trailer, essa obra do diretor Daniel Espinosa (Crimes Ocultos) traz uma trama bastante familiar. Espero que eu esteja errado. Confira o trailer.




Attraction – O cinema russo está cada vez mais nos surpreendendo. Depois de Os Guardiões, filme de super-heróis ao estilo Vingadores, que deve chegar aos cinemas brasileiros este ano, é a vez dos russos nos mostrarem a versão deles de uma invasão alienígena. Attraction estreia lá na Rússia este mês, e o trailer é incrível, confira aqui.

7 de janeiro de 2017

Passageiros


Vendido como “suspense espacial”, Passageiros (Passengers, 2016) está mais para “romance espacial”, tendo isso em mente, fica mais fácil você gostar do filme e evita frustrações. Dirigido por Morten Tyldum (O jogo da imitação), Passageiros é um sci-fi raso, repleto de clichês e não traz nenhuma novidade ao gênero.

Chris Pratt e Jennifer Lawrence protagonizam essa história de romance no espaço, e ainda bem que eles possuem química em cena e convencem como casal apaixonado, pois é claro que os dois astros mais queridos e cultuados de Hollywood do momento não estão juntos aqui à toa. Felizmente, o carisma dos atores evita que o filme seja um total fiasco.


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