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21 de agosto de 2016

Ben-Hur (2016)


Ben-Hur, o filme clássico de 1959 com Charlton Heston, é uma obra grandiosa em todos os sentidos, até em sua duração, 212 minutos, ou seja, mais de três horas e meia, é um épico legítimo do tipo que não se faz mais hoje em dia. Logo, o novo Ben-Hur (2016), do diretor Timur Bekmambetov (responsável pelo ótimo O Procurado), não é tão grandioso assim, assemelha-se mais a Gladiador, o que não é algo negativo.

É importante frisar que o novo filme não é uma refilmagem do filme de William Wyler, mas sim uma nova versão da história contada no livro de Lew Wallace, Ben-Hur: Uma história do Cristo. Segundo especialistas, este se aproxima mais do livro do que a versão dos anos 50. Eu gosto muito da obra clássica, é um filme sensacional, desses para assistir e contemplar.


6 de agosto de 2016

Esquadrão Suicida

Contém spoilers!

Esquadrão Suicida (Suicide Squad, 2016) é uma tragédia anunciada. Vendido como “subversivo”, a nova aposta cinematográfica da DC Comics é convencional demais, tão convencional que chegar a doer. Nunca tive altas expectativas acerca desse filme, e quando foi divulgado que a sua classificação indicativa seria para maiores de 12 anos, senti que algo estava errado com essa adaptação, que não era uma adaptação comum, mas uma repleta de anti-heróis “subversivos”. Resultado: todos esperavam um “Deadpool” e se depararam com um episódio longo de “Power Rangers”. Ou seria "Batman & Robin"?. Bem feito.

Vamos aos problemas, que não são poucos. Os heróis de Esquadrão Suicida não têm nada de “anti”: são sentimentais, choram por crianças, carregam bichinho de pelúcia e se autodenominam “família” – alguém aí lembrou de Velozes e Furiosos?. A personagem de Viola Davis – responsável por recrutar o grupo de criminosos – é mais implacável e temida que todos eles juntos.

30 de julho de 2016

Dois Caras Legais


Shane Black, o cineasta, tem um importante papel no universo cinematográfico, ele é responsável por escrever uma das franquias mais famosas do cinema, Máquina Mortífera, além de contribuir significativamente na renovação do subgênero “filme de ação com dupla de detetive”, após cometer Homem de Ferro 3 há três anos, o cineasta volta ao terreno que ele bem conhece com o divertido Dois Caras Legais (The Nice Guys, 2016), comédia de ação escrita por ele e Anthony Bagarozzi, roteirista ainda desconhecido.

O filme já inicia com uma sequência inusitada e bem-humorada. Um carro invade uma casa e ali, entre os escombros, está uma atriz pornô, que diz suas últimas palavras, nua, ensanguentada e com pose de capa da revista Playboy. Um momento mais cômico do que trágico.

Em Dois Caras Legais, o humor é constante e tão importante quanto os personagens de Ryan Gosling (March) e Russell Crowe (Healy). A dupla encarna dois detetives que investigam o desaparecimento de uma atriz pornô.


24 de julho de 2016

O Negócio – a terceira temporada

Contém spoilers!

Chegou ao fim este mês a terceira temporada da série O Negócio (2013 - ?), a série mais duradoura da HBO produzida no Brasil, e também, a que mais gosto e a mais excitante dentre as produções nacionais feitas para canais pagos.

Recapitulando, na primeira temporada, as belas garotas de programa de luxo Karin (Rafaela Mandelli), Luna (Juliana Schalch) e Magali (Michelle Batista) resolveram aplicar os conceitos de marketing ao trabalho exercido com o objetivo de melhorar os lucros e atrair mais clientes,  então, fundaram a Oceano Azul, empresa especializada em dar muito prazer aos seus ricos fregueses. No segundo ano, as meninas tiveram de lidar com a pirataria e os roteiristas foram mais longe do que esperávamos, com a narrativa avançando a passos largos.

Na última temporada de O Negócio, o foco foi os dramas pessoais das protagonistas, e o preconceito de distintas naturezas prevaleceu na trama dos primeiros episódios. Karin enfrentou o machismo no âmbito empresarial e o preconceito quando o seu passado como prostituta veio à tona. Já Ariel (Guilherme Weber), o melhor personagem dessa temporada, ex-cafetão e agora milionário, não conseguiu se encontrar no “mundo dos ricos”, sendo excluído desse universo que tanto desejava fazer parte.


16 de julho de 2016

Stranger Things – a incrível série de mistério da Netflix


Há cinco anos, J. J. Abrams homenageou Steven Spielberg e os clássicos juvenis dos anos 80 com o suspense Super 8,  cuja trama era propositalmente semelhante a E.T., O Extraterrestre. Ontem, estreou a excelente série de ficção e suspense Stranger Things, produção original da Netflix, que também é uma ode à cultura pop oitentista.

Stranger Things “respira” anos 80 até nos mínimos detalhes (pôsteres de Tom Cruise e de filmes clássicos como A Coisa e Evil Dead enfeitam os cenários); a “viajante” trilha repleta de sintetizadores da abertura lembra a ficção Tron, clássico lançado em 1982; o hit Shoul I stay or should I go, do The Clash, é presença constante na série; sem falar nos elementos spielberguianos inspirados – descaradamente – por filmes como E.T., Os Goonies e Contatos Imediatos de Terceiro Grau, como por exemplo, a turma de garotos caminhando em uma linha do trem ou andando de bicicleta, que se envolve em uma trama de mistério e tenta resolvê-lo por conta própria.

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