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23 de dezembro de 2012

O MELHOR DO CINEMA EM 2012




Como é de costume, preparei a lista com os melhores filmes do ano, na minha opinião. Entre eles, está uma grata surpresa, As Vantagens de Ser Invisível, e aquele cujas expectativas nós já sabíamos que seriam correspondidas, como O Cavaleiro das Trevas Ressurge. Na lista também estão algumas produções do ano passado, mas  que somente estrearam nos cinemas brasileiros neste ano, e mais, aqueles pequenos grandes filmes que passaram longe das salas escuras e chegaram direto em DVD. Vamos aos melhores do ano:


Megaproduções de qualidade inegável:

O Cavaleiro Das Trevas Ressurge

As Aventuras de Tintin: O Segredo do Licorne

Os Vingadores

O Hobbit

Dramas elogiados, melancólicos e fantasiosos:

As Vantagens de ser Invisível

A Invenção de Hugo Cabret

Filmes de ação originais, violentos e arrebatadores:

Drive

Os Infratores

Dois Coelhos

Poder sem Limites

Looper – Assassinos do Futuro

Pequenas obras-primas que saíram direto em DVD:

50%

Guerreiro

Red State (Seita Mortal)

18 de dezembro de 2012

As Melhores Séries do Ano

1- Homeland - A série que tem como plot principal um iminente atentado terrorista em solo americano continua com a mesma qualidade apresentada na primeira temporada. Claire Danes e Damian Lewis em atuações impecáveis, e um roteiro que sempre nos pega de surpresa. O único ponto negativo, a filha insossa e inexpressiva do Sgt. Brody (Lewis), que nessa temporada ganhou um espaço maior na trama, mas não é nada que interfira na perfeição da série.




2- American Horror Story: Asylum - A série/pesadelo de Ryan Murphy retornou nesta segunda temporada mais sádica e trash como nunca imaginávamos. O ambiente agora é um hospício comandado por freiras, além das criaturas anormais que vivem no local, a  série ainda traz os diversos tipos de representantes do mal, como o nazismo, extraterrestres, freiras possuídas por demônios, serial killers, tem de tudo. É a série mais angustiante do ano. Superar esta temporada cheia de reviravoltas e com uma trama intrincada que nunca sabemos o rumo que vai levar,  será uma tarefa dificílima.



3- Nashville – Mesclando política e música, esta é uma das séries estreantes mais bem produzidas e escritas do ano. Connie Britton e Hayden Panettiere são duas artistas country em dois momentos distintos de suas carreiras, uma está no auge, a outra em tempos de “greatest hits”. Os atores coadjuvantes também esbanjam simpatia, e tem as lindas e honestas músicas country que permeiam todos os episódios, uma das séries mais agradáveis em exibição. Vida longa à série.



4- Dexter – O psicopata mais querido da TV está mais abusado, seu segredo já não é tão secreto assim e está apaixonado por uma linda assassina, interpretada pela Ivonne Strahovski (da série Chuck), desde então uma das personagens mais interessantes de toda a série. Dexter também está prestes a ser descoberto pela polícia e dessa vez é pra valer. É por causa disso tudo e o final tenso e bombástico, que a sétima temporada de Dexter foi genial e recuperou o fôlego perdido nos últimos dois anos da série.





5- Glee – Desde a metade da terceira temporada Glee tem se mantendo numa ótima fase, os roteiristas andam menos preguiçosos e mais corajosos. A escolha de Ryan Murphy em criar um núcleo em Nova York – composto por Rachel e Kurt – fora dos muros do colégio tem dado uma dinâmica incrível à série nesta quarta temporada, particularmente estou adorando os dramas dos formandos. A cada episódio, fica evidente o esforço que Murphy tem feito para que Glee não fique repetitiva, e é por isso que a série figura aqui neste top.




6- Once Upon a Time – A série continua mágica em sua segunda temporada.  Aqui o mundo da fantasia é um só, e todos os personagens dos contos de fadas se conhecem, só em OUAT você vai ver o Capitão Gancho no País das Maravilhas. Muitos podem torcer o nariz para essas “liberdades criativas”, mas é justamente essa  “salada fantástica” que está o encanto da série, além de seus personagens carismáticos obviamente, como o casal Branca de Neve e o Príncipe David, que formam a dupla mais bonita e graciosa da TV.





7- Game of Thrones – Grandiosa. Esta é a palavra  que define a segunda temporada da série, bem melhor que a temporada anterior. Com uma produção rica em detalhes e cenários descomunais, Game of Thrones é uma série de contemplação, é fato, mas o pacote ainda conta com um roteiro que amarra bem as incontáveis personagens e as dezenas de subtramas. O drama épico prova ser digno do incontestável selo de qualidade da HBO. Uma pena que 10 episódios por temporada seja muito pouco.




8- Sherlock - Uma das séries inglesas mais cultuadas e elogiadas do momento, evidentemente não poderia ficar de fora dessa lista. Se você acha a versão de Sherlock Holmes de Robert Downey Jr sensacional, é porque não viu Benedict Cumberbatch na pele do detetive excêntrico. O mesmo digo da versão de Martin Freeman – protagonista de O Hobbit – para o Dr. Watson, melhor amigo de Holmes. A dupla têm uma química invejável, é o principal trunfo do programa. Divertida, esperta e surpreendentemente insana, assim é Sherlock.




9- Fringe – Com uma narrativa que veio se reinventando ao longo das cinco temporadas, Fringe se firmou  como uma das séries scifi mais inteligentes da telinha, mas é tão desvalorizada pelo público americano que ela está chegando ao fim, a última temporada termina em janeiro de 2013, mas ao menos a série terá um desfecho digno, com um final programado.  Fringe não está aqui apenas pela ousada e futurística quinta temporada, mas pela ótima quarta temporada, e por todas as outras anteriores. A inovação sempre foi uma característica da série,  algo pelo qual sempre será lembrada. Fringe já é cult, e vai deixar saudades.




10- Hunted – Uma das estreias mais originais de 2012. Hunted é uma série de espionagem e conspiração protagonizada por Melissa George. No melhor estilo Alias (aquele seriado de ação com a  Jennifer Garner), a série inglesa se destaca pela sua frieza, violência e o enredo intrincado, mas é um prato cheio para quem busca ação e suspense adulto. A série quase foi cancelada, mas foi salva pelo canal Cinemax que vai dá outra chance a ela. A segunda temporada estreia no ano que vem.


Outras séries que não estão no TOP 10, 
mas que me conquistaram neste ano de 2012:

Para rir e se distrair:  

Bunheads, Awkward, The Neighbors, Veep.

Para quem deseja uma série de ação e suspense em doses cavalares, seja com um super-herói de arco e flecha, lobisomens teens ou traficantes de meta:  

Arrow, Teen Wolf,  Breaking Bad.


15 de dezembro de 2012

Hesher - Juventude em Fúria



Joseph Gordon-Levitt é um dos atores mais flexíveis e talentosos do momento, o mundo ficou sabendo disso com o melancólico 500 Dias Com Ela, porém, o ator já havia chamado a atenção da crítica no cult Mistérios da Carne. Em Hesher (Juventude em Fúria, 2011) ele entrega mais uma performance notável, como um cabeludo agressivo, boca suja e fanzaço de Metallica.

Hesher entra na vida do garoto T.J.(Devin Brochu) repentinamente, sem pedir licença. Após um  conturbado encontro entre os dois,  o garoto entra em sua casa no dia seguinte e dá de cara com o rebelde cabeludo de cueca e com as roupas já dentro da máquina de lavar. O ambiente depressivo da casa do menino acaba favorecendo a presença do revoltado na vida de T.J., seu pai está tão afogado na dor da perda de sua mulher que nem questiona a presença de um estranho tatuado em sua casa. T.J. e Hesher então criam uma relação de amizade estranha, tempestuosa, explosiva, e hilária, em razão do humor negro presente nos diálogos e nas ações do protagonista, como por exemplo, a conversa insana sobre um iminente estupro da avó do garoto.

 
Hesher e sua tatoo autêntica.

Gordon-Levittt está quase irreconhecível fisicamente, e apesar de seu  personagem ser asqueroso, revoltado e imprevisível, vai ganhando nossa simpatia ao longo da projeção. Devin Brochu  e Rainn Wilson, que interpretam respectivamente T.J. e Paul, o pai, também merecem menção por suas atuações sensíveis e tão sinceras. Hesher ainda  conta com a participação especialíssima de Natalie Portman, numa versão desarrumada e pobre, mas com aquele sorriso encantador que já estamos acostumados.

T.J. ganha um "anjo da guarda" às avessas.

Spencer Susser, o diretor, fez um filme enxuto, sem excessos, politicamente incorreto, mas um pouco previsível. A produção se rendeu ao sentimentalismo nos últimos minutos, mas não pode ser julgado por isso, em nada compromete a produção, além do mais, a cena final do passeio é uma das mais inusitadas e comoventes do cinema.

Natalie, numa versão não muito glamourosa.

Em resumo, Hesher é um drama que fala sobre perdas, o luto, amadurecimento, e defende a ideia que ás vezes é necessária quebrar algumas regras para que a vida ganhe um novo sentido.

Com o título - vergonhoso - de Juventude em Fúria, esta pérola desconhecida chega no Brasil este mês em DVD, com uma capa nada atraente, no entanto, ignore a embalagem, é um daqueles filmes que você assiste por que não tem nada melhor passando na TV,  e no final, acaba se surpreendendo e indicando-o para todos os seus amigos, nesse caso, você vai indicar principalmente para aqueles que curtem um rock ´n roll. 

4 de dezembro de 2012

TAKEN - Uma minissérie imperdível!



Uma das melhores produções de Steven Spielberg completa 10 anos este mês, desde a sua estreia no canal HBO em 2002. Taken, a minissérie épica de 10 capítulos de quase uma hora e meia cada episódio, explora dois temas bastantes familiares para Spielberg, os extraterrestres e a Segunda Guerra Mundial.  A produção é uma mescla de trabalhos anteriores do produtor como E.T. e Contatos Imediatos do Terceiro Grau e as minisséries de guerra Band of Brothers e The Pacific, o resultado que sai dessa mistura toda é fascinante, um drama scifi complexo, bem escrito, adulto, admirável a cada cena.

Taken começa com aviões em um combate em plena Segunda Guerra Mundial. Os pilotos estão em uma batalha aérea quando uma luz forte e brilhante envolve todos os tripulantes. Os homens despertam dias -  ou meses -  depois do “evento”, mas nada lembram. Eles foram “abduzidos”. Com dores de cabeça, pesadelos terríveis e paranoia, as vidas desses soldados sobreviventes estarão comprometidas pelo resto de seus dias.

Eles chegaram...

Os acontecimentos na minissérie começam em 1945 e se estendem até a década de 2000, as abduções alienígenas vão influenciar três famílias e várias gerações das mesmas. Logo, não é anormal se você ficar confuso e não saber quem é o avô de quem, é mesmo uma cadeia complexa e por isso Taken merece atenção especial, para você não se perder quando a história estiver lá nos anos 90. Dakota Fanning, com sua voz angelical de criança, é quem narra os acontecimentos e também uma personagem essencial na trama.

Dakora Fanning cede sua fofura e talento à produção

A (suposta) queda de uma espaçonave em Roswell em 1947 –  você já ouviu falar dessa história de conspiração né? – também é abordada aqui. É nesta narrativa que somos apresentados a um dos personagens mais importantes e detestáveis da minissérie, o Capitão Owen Crawford (Joel Gretsch, em atuação brilhante. O ator ainda protagonizou a interessante série The 4400). Owen é ambicioso e não aceita nada e nem ninguém em seu caminho, não por acaso, é dele as cenas mais tensas e chocantes da produção.

Taken possui características semelhantes do clássico Contatos Imediatos do Terceiro Grau, como as luzes azuladas das espaçonaves e os tais alienígenas, são típicos de Steven Spielberg, "bonzinhos", indefesos, as vilanias ficam a cargo dos humanos, com sua ambição desmedida  e sede de poder.

Joel interpreta um dos vilões mais inescrupulosos da TV

Esta ficção científica ganhou naquele ano o prêmio Emmy de Melhor Minissérie, uma prova incontestável de que Spielberg só produz séries boas e de qualidade para a HBO - canal que faz questão que suas produções sejam autênticas, ousadas e bem feitas - e  eu me refiro à qualidade nos quesitos técnicos e também no roteiro, Falling Skies e Terra Nova, recentes empreitadas do diretor,  são produções vergonhosas perto desta.

Taken já tem mais de dez anos, mas continua uma produção de TV de primeira linha, uma das melhores produções do gênero da história, sem exageros. Já revi a minissérie incontáveis vezes, sempre que a assisto ainda me surpreendo com a história intrincada e realista, me sensibilizo com os dramas psicológicos dos personagens, me assombro com as cenas fortes e violentas, me emociono com a menina Allie (Fanning). Assim como Twin Peaks, Taken nunca será esquecida, a produção de qualidade do canal HBO é um orgulho para o gênero da ficção científica. Spielberg acredita em vida extraterrestre e eu também.

Assista ao trailer:



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