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29 de abril de 2012

Os Vingadores - The Avengers



Joss Whedon já tinha me conquistado com a série Firefly mas agora que apreciei a sua mais nova obra-prima, Os Vingadores - The Avengers (2012), ele terá meu respeito pelo resto da minha vida.  Com uma sólida experiência na TV escrevendo e produzindo seriados como Buffy, Angel e Dollhouse, e apenas um filme no currículo, Serenity – A Luta pelo Amanhã,  o nerd conseguiu realizar um feito e tanto, que pode ser justificado pelos seguintes elementos: cenas de ação incríveis e coerentes, equilíbrio entre os tantos personagens e um roteiro bem amarrado. Os Vingadores é uma perfeição nerd cinematográfica.

Assistir à reunião de Homem de Ferro, Thor, Viúva Negra, Gavião Arqueiro, Hulk e o Capitão América em um só filme é um sonho realizado para qualquer nerd, principalmente para quem acompanhava os heróis da Marvel nas histórias de quadrinhos, poder ver que todos eles tiveram o mesmo espaço e importância e que nenhum deles foi mal aproveitado, isso nos deixa ainda mais deslumbrados, graças à habilidade e experiência de Whedon em lidar com múltiplos personagens.

Entre tantos heróis, o Agente Coulson também brilha
As cenas da batalha final  entre os heróis e os alienígenas são de deixar de boca aberta. Não estou me referindo aos efeitos especiais (evidentemente, eles não decepcionam) mas à capacidade de Whedon em mostrar várias lutas isoladas entre os tantos personagens sem deixar o espectador perdido e sem ficar cansativa. Sabe do que estou falando? Não? Então assista aos dois últimos Transformers e compare. No longa da Marvel, o clímax diverte, impressiona, não entedia e ainda ficamos com gostinho de quero mais. Michael Bay, watch and learn.


A união dos heróis não é tão pacífica assim, cada um tem seu temperamento e características distintas que resultam em alguns ótimos momentos de conflitos verbais e físicos, citarei os meus preferidos: a luta entre Hulk e Thor, sensacional e Hulk versus a Viúva Negra (Scarlett Johansson) de roer as unhas.  Colocar tantos egos inflados debaixo de um mesmo teto também gera muitos diálogos divertidos e sarcásticos, o principal responsável por muitos desses momentos é Tony Stark (Robert Downey Jr.), sua presença em cena é sempre garantia de risos. Outro herói que me impressionou também foi o Hulk (de Mark Ruffalo), sua versão do homem verde é de longe a melhor do cinema, mais humano e acreditem, muito bem humorado.  

Mark Ruffalo e sua surpreendente versão do homem verde

Os Vingadores – The Avengers pode ter um início um pouco lento, mas  nada que “arranhe” a sua magnitude, nos esquecemos disso logo que a ação desenfreada começa. As duas horas e 20 minutos de projeção se passaram tão rápido que eu nem percebi. O genial Joss Whedon finalmente vai sair do “anonimato” e logo se tornará um dos diretores e escritores mais requisitados de Hollywood, e isto é bem merecido, depois de um longo tempo trabalhando em duas séries - Firefly e Dollhouse -  que não tiveram o sucesso esperado e que só lhe renderam problemas com a emissora Fox, está na hora de ele sentir o gostinho do sucesso. 

Na foto ao lado, Joss dá umas dicas para  Samuel L. Jackson. Este ano outro filme terá o nerd em seus créditos. O suspense O Segredo da Cabana foi escrito por ele, tem Chris Hemsworth (o Thor) no elenco e estreia em agosto. Com o sucesso de Os Vingadores, certamente seu nome no cartaz ganhará bastante destaque. Confira o trailer eletrizante.

27 de abril de 2012

Firefly - A série revolucionária de Joss Whedon


Conheça a série cult e que apesar do curto tempo de exibição, 
continua ganhando fãs até hoje



Antes de comandar o aguardado filme Os Vingadores, o diretor e escritor Joss Whedon já tinha em seu currículo duas séries bem sucedidas, Buffy – A Caça Vampiros e Angel, derivada do programa protagonizado pela Sarah Michelle Gellar.  A sua carreira de sucesso na TV teve fim em 2002, quando foi lançada Firefly, uma série inovadora demais para os padrões televisivos da época e que mesclava western e ficção científica de uma maneira incrivelmente coerente e divertida.

Bom, a ideia de mostrar o convívio de nove pessoas numa nave chamada Serenity em um futuro pós-apocalíptico, no qual o velho - escravidão, prostitutas de luxo, luta de espada, clima de velho oeste americano - e o futuro - representado pela tecnologia avançada, as naves espaciais e o mandarim como segundo idioma – se convergem,  não agradou o canal Fox desde antes do seu início.  Antes de comentarmos sobre a série em si, é importante falar sobre a conturbada história nos bastidores da produção.


A ideia era ousada e a Fox tentou complicar a vida de Joss e da produção a todo instante. Por exemplo, queria tornar o protagonista, o Capitão Malcolm Reynolds menos misterioso e mais “agradável” ao público. Bobagem, o maior trunfo de Firefly são os personagens ricos e bem construídos, principalmente o protagonista, interpretado brilhantemente por Nathan Fillion (que atualmente está em Castle). Ele dá vida a um sujeito enigmático, um pouco rude, às vezes cômico, mas é aquele tipo de personagem intrigante que você se apega não por ser sorridente e simpático, mas pela sua autenticidade e complexidade, pelo seu jeito particular de demonstrar carinho para a sua tripulação. Nathan, o ator, tem carisma de sobra e  consegue passar isso ao personagem, e é assim que ele ganha nossa simpatia. Mas falamos do elenco mais adiante. Vamos à novela.


A Fox começou “enterrando” o seriado já no primeiro dia de sua exibição na TV. A emissora mudou a ordem dos episódios.  Exibiu o episódio de número dois, ao invés de Serenity, o primeiro, no qual os personagens e todo aquele mundo eram apresentados ao espectador, como acontece em qualquer episódio piloto, é a cartilha básica de todo programa de TV que queira conquistar a sua audiência e isto foi tirado de Firefly. Como o público ia se identificar com os personagens sem conhecê-los? Sem saber como eles chegaram na nave e os seus propósitos?  Whedon deve ter ficado puto com isso não é? Além disso, 3 dos 14 episódios produzidos não foram exibidos no canal. Com apenas 12 episódios no ar, a série já tinha fãs apaixonados e que ficaram totalmente arrasados com o seu cancelamento prematuro. 

Para você não se perder, veja a verdadeira lista de episódios na ordem correta.

  1. Serenity
  2. The Train Job
  3. Bushwhacked
  4. Shindig
  5. Safe
  6. Our Mrs. Reynolds
  7. Jaynestown
  8. Out of Gas
  9. Ariel
  10. War Stories
  11. Trash
  12. The Message
  13. Heart of Gold
  14. Objects in Space
Cap. Malcolm, Zoe e Jayne.

Saindo dessa realidade cruel e adentrando um pouco mais no divertido mundo de Firefly, a série tem característica únicas, como a óbvia mistura do sci-fi com o estilo “faroeste” -  sim, espere muitas cenas de “bang bang”  e brigas entre cowboys nos bares -  e apesar de ser uma ficção científica, não há aliens aqui, o futuro é sujo, feio e empoeirado, repleto de desigualdades sociais e num tempo em que existem outros planetas habitáveis,  cada um deles com a sua própria cultura.

Wash, Kaylee e Simon.

A ambientação da série pode não ser, de imediato, muito atraente, mas  lhe dou dois episódios para você mudar de opinião. E lhe dou apenas um episódio para você se apaixonar pelos nove personagens. Alguns podem reclamar que o  seriado “falhou” por causa da ausência de cenas de ação em alguns capítulos, isso pode até ser verdade, mas nos apegamos tanto aos tripulantes, todos com suas próprias características e tão autênticos, que a ação começa a ficar em segundo plano e só de vê-los conversando, com os diálogos mais inteligentes, dinâmicos e engraçados da TV,  já nos sentimos o 10° passageiro da nave.

Inara, Pastor e River.

Malcolm é o capitão da Serenity, o chefe da tripulação.  Seu passado pode ser meio desconhecido, mas seu interesse pela bela Inara, uma prostituta de luxo interpretada pela brasileira Morena Baccarin (Homeland, V) não é nenhum segredo. As cenas de tensão sexual entre eles são sempre interessantes e cômicas. Zoe (Gina Torres) é a amiga de infância do capitão e a segunda no comando. É uma mulher forte, decidida.  Ela também namora o piloto Wash, o brincalhão da turma  e que morre de ciúmes de Zoe. Ele entrou na Serenity apenas para conhecer as estrelas. 

E aí, vai encarar?

Antes de viver o agente brucutu Casey em Chuck, Adam Baldwin viveu outro bronco e insensível nessa série, o Jayne.  A cena em que ele conhece  o capitão é hilária. Kaylee (Jewel Staite) é a mecânica da nave. É a personagem mais fofa e querida da série, dona de um sorriso encantador. Ela acaba se apaixonando pelo médico Simon (Sean Maher), que entra na nave já no primeiro episódio. De família rica, o jovem está fugindo do governo por “roubar” a sua irmã de um experimento secreto.  Por agir com frieza, mesmo que inconscientemente,  o bonitão está sempre atrapalhando os planos de Kaylee de ter algo mais sério com ele.  River (Summer Glau) é a irmã do doutor, esperta, inteligente demais, mas um pouco perturbada. Apesar de ser uma personagem intrigante, nunca sabemos do que ela é capaz, porém é a menos com o qual nos importamos. Isso certamente mudaria se a série vingasse né!  E por fim, tem o sábio Pastor Book (Ron Glass), aquele que põe em discussão toda as questões morais em momentos decisivos e conflituosos que o grupo enfrenta.

O elenco é gigante, como deu para ver. Mas Joss Whedon mostra que tem uma habilidade impressionante em lidar com múltiplos protagonistas. Nenhum deles é dispensável, todos têm os seus momentos. Divertido e genial, cenas de ação bem boladas, personagens bem delimitados e cativantes, efeitos especiais que faz os produtores de Terra Nova morrerem de vergonha, um roteiro bem amarrado e uma premissa inusitada, Firefly é uma raridade, programa obrigatório para qualquer nerd e fã de ficção científica ou para quem busca algo inovador na telinha.

O super elenco reunido em trajes normais.

Todas essas habilidades descritas acima sobre o Whedon, só me faz pensar que não tinha nerd melhor que ele capaz de comandar a aguardadíssima união dos heróis da Marvel na megaprodução Os Vingadores – The Avengers. Aos fãs mais xiitas dos heróis, fiquem tranquilos, o filme está nas mãos certas.

Após o seu cancelamento abrupto e muitos protestos contra a Fox, Firefly começou lentamente a ganhar fãs e tornou-se uma obra cult. Depois de muita batalha do diretor para vender o show para outra emissora, Joss decidiu que o melhor seria fazer um filme,  para sanar todas as dúvidas que a série tinha deixado e para dar um final mais digno à jornada do Capitão Malcolm e sua equipe.  Serenity – A Luta pelo Amanhã chegou aos cinemas em 2005, e os fãs puderam respirar mais aliviados pois finalmente Firefly conseguiu ter um final mais justo e do jeitinho que seu criador e seus fãs apaixonados queriam, sem ninguém metendo o dedo.

Descubra Firefly (assista aqui o trailer), ao lado de Arquivo X e Fringe, uma das melhores séries de ficção de todos os tempos. 

20 de abril de 2012

A Vida em Um Dia



O documentário A Vida em Um Dia (Life in a Day, 2012) é resultado de uma ideia ousada e fascinante desenvolvida pelo canal You Tube com a ajuda de dois grandes cineastas, Ridley Scott e Tony Scott.  A ideia era que no dia 24 de julho de 2010, os internautas deveriam mandar seus vídeos mostrando a rotina e o que tinha acontecido com eles naquele dia. O resultado foi assombroso.  Chegaram 80 mil vídeos de mais de 190 países, significando um total de 4500 horas de gravação.

Quase dois anos depois, o documentário de 95 minutos chega hoje aos cinemas. Kevin MacDonald, diretor de O Último Rei da Escócia e Intrigas do Estado, foi o responsável por sintetizar milhares de horas de gravação em apenas uma hora e meia, além de escolher os momentos mais marcantes, emocionantes e curiosos da vida dessas centenas de pessoas que enviaram as imagens



O resultado final é simplesmente lindo.  O documentário não tem um roteiro ou formato definido e nem um personagem central, são apenas cenas do cotidiano de gente como a gente. No dia 24 de julho de 2010, que era um sábado, somos testemunhas do nascimento de uma girafa, vemos o pai  -  o único representante do Brasil  - cair enquanto filma o nascimento de seu filho,  nos surpreendemos com as histórias do coreano que viaja de bicicleta há nove anos pelo mundo, acompanhamos o primeiro “barbear” de um adolescente, conhecemos o cativante menino que ganha a vida trabalhado como engraxate, rimos com um pedido de casamento repentino, entramos na casa de um pai viúvo que mora com seu filho pequeno, e  que todas as manhãs o pai o faz tocar um objeto dourado que fica ao lado da foto de sua mãe, e  ainda  nos emocionamos com um jovem que declara sua homossexualidade para a sua avó por telefone.



Estas e muitas outras cenas ou histórias são apresentadas aqui. Além disso, três perguntas norteiam o documentário: O que você carrega no seu bolso? Do que você tem mais medo? O que você mais ama?. As respostas são divertidíssimas e muito diversificadas. Impossível não nos “incluirmos” e não respondermos,  para nós mesmos, a estas perguntas.


A Vida em um Dia é mais que um documentário, é uma celebração à nossa existência, é um incentivo a reflexão sobre nossas atitudes e nossas vidas. É um agradável passeio por culturas tão distintas, uma visita à vida de pessoas tão únicas. Algumas imagens até são simples demais, mas é aí que está toda a graça da produção, que não tem pretensão alguma, além de mostrar alguns momentos da vida de milhares de pessoas espalhadas pelo mundo, suas tristezas e alegrias, do modo como elas são.



Se A Vida em um Dia não estiver no cinema da sua cidade, não se preocupe. O documentário completo está disponível no You Tube.  Ah, para a legenda, basta clicar no botão CC (closed caption) na parte inferior do vídeo para ativá-la. Clique aqui e viva um dia na vida dessa gente como a gente.

17 de abril de 2012

Jennifer Lawrence: a nova heroína do cinema


Ela está com tudo! A loira de 21 anos é a mais nova sensação de Hollywood, isto se deve graças ao seu talento, óbvio, e ao mega sucesso de Jogos Vorazes – até agora, o filme que mais faturou no ano, com mais de 330 milhões nos EUA e meio milhão na arrecadação mundial –  adaptação do  best-seller da escritora Suzanne Collins.  Jennifer Lawrence é a “adolescente de aço” , termo que pode ser justificado pela sua grande facilidade em interpretar mulheres fortes e decididas, como a destemida e trabalhadora Ree Dolly em Inverno da Alma, a corajosa  Katniss de Jogos Vorazes e a estonteante e misteriosa Mística em X-Men: Primeira Classe. Desde criança ela participou de peças teatrais,  mas nunca estudou, anos após anos, a arte de atuar. Talento nato né gente. A seguir, conheça os melhores trabalhos desta promissora atriz.




Jogos Vorazes (The Hunger Games, 2012) –  A adaptação cinematográfica é bem dirigida, tem efeitos especiais competentes e o elenco está bem afinado, principalmente o núcleo jovem. Mas é Jennifer Lawrence a alma do filme. Não sei se outra atriz daria tanta profundidade e complexidade à personagem quanto ela. A sua relação com o seu colega de distrito, Peeta, interpretado por Josh Hutcherson, também é um dos pontos positivos da produção.  Porém, a previsibilidade do roteiro e certas situações vividas pelos protagonistas que soam artificiais demais, nos faz querer que a próxima parte da saga seja superior a esta. Ainda assim, o longa não decepciona.




X-Men: Primeira Classe (X-Men: First Class,  2011) – Lawrence mostra toda sua sensualidade neste excelente reboot dos mutantes como a enigmática e azulada Mística. Apesar do filme não ser exatamente “seu”,  sua presença em cena nunca passa despercebida. Jovem e bonita, Mística começa a  sentir um certo interesse romântico pelo Dr. Hank (interpretado por Nicholas Hout, seu atual namorado) que se transformaria no mutante Fera logo depois,  mas infelizmente sua “quedinha” pelo Magneto (Michael Fassbender) a leva para um caminho diferente e mais sombrio, abandonando o “monstro azul” e  todos os seus amigos. A sequência já está engatilhada e as gravações iniciam em janeiro, fato este decidido após um pequeno conflito entre os estúdios Fox, da saga X-Men, e a Lionsgate, de Jogos Vorazes, que estão disputando a tapas a presença da loira nas duas sagas. O "auê" foi porque as datas de filmagens das duas produções coincidiram, o que fez a Fox atrasar as gravações da saga mutante para o início do ano que vem, deixando-a livre para gravar a sequência da adaptação juvenil. Viu, Jenny está com o poder.  Brigas à parte, vai ser ótimo vê-la novamente em X-Men, com uma personagem mais perversa e diferente da heroína Katniss. Veja AQUI todo o seu charme no trailer do filme feito só para a personagem mutante.




Inverno da Alma (Winter´s Bone, 2010) – O filme que colocou a atriz nos holofotes, pois sua interpretação assombrosa e  intensa aqui lhe valeu uma indicação ao Oscar, e ela tinha apenas 20 anos. Jennifer é Ree Dolly, uma garota de 17 anos que busca o pai, um traficante de drogas e  que está desaparecido. Ela ainda tem que cuidar da mãe portadora de uma doença mental e de seus dois irmãos pequenos. A menina ainda caça esquilos e corta madeira com machado para sobreviver às condições miseráveis em que vive.  Mais uma vez, é Jennifer   quem rouba a cena, e apesar do longa não ser tão fácil assim, é feio, pesado, e um pouco arrastado, é a atuação da moça pelo qual  vale a  pena conferir.




Filme bônus



Like Crazy (2011) – Este filme que ainda não foi oficialmente lançado no Brasil, é um romance cujas características faltam nas produções do gênero hoje em dia, é realista, a trama é ágil, e mostra um casal cheio de falhas imersos em um relacionamento repleto de altos e baixos. Felicity Jones (Reflexos da Inocência) e Anton Yelchin (Star Trek) vivem dois universitários que se apaixonam. Depois que a garota, uma estudante britânica e que está em Los Angeles tem seu visto recusado nos EUA e é banida do país, os dois precisam encontrar formas de manter a relação estável, mesmo à distância. Jennifer Lawrence interpreta Samantha -  sim, ela está aqui num papel pequeno, mas importante e  está mais linda que nunca -  é aquela que vai “sacudir” a  relação do jovem e cativante casal.  Despretensioso e direto, é inevitável não nos identificarmos com Like Crazy, com certeza você vai se ver em várias situações mostradas nele. Clique aqui e assista ao trailer dessa fofura.  




Este ano tem mais Jennifer gente! Ela protagonizará o suspense House at The End of the Street, previsto para setembro. Veja o trailer.




11 de abril de 2012

E o Titanic ressurge...com histórias não contadas!



O mês de abril é dedicado ao pomposo navio de luxo e ao seu trágico fim ocorrido há 100 anos, mais especificamente no dia 15 de abril de 1912, quando afundou nas águas geladas do Atlântico Norte.  

No centenário de seu naufrágio, Titanic vai “aportar” nas telinhas em duas minisséries inglesas, e retornará às salas escuras com o relançamento em 3D da megaprodução dirigida por James Cameron e estrelada por Leonardo DiCaprio e Kate Winslet.

Titanic (minissérie, 2012)



Titanic, a minissérie dividida em quatro partes e atualmente em exibição pelo canal inglês ITV, é centrada nas relações que se formam entre os passageiros no transatlântico, as diferenças de classes, aborda os  preconceitos da época e realça algumas negligências que contribuíram para o rápido naufrágio do navio. O primeiro episódio é um pouco estranho, há muitos personagens e não nos identificamos com ninguém, e a pressa em mostrar a hora da inundação no navio me pareceu um pouco precipitada, e não estamos nem aí para quem vai se salvar ou não.  

Porém, o segundo episódio é melhor, conhecemos mais os personagens e seus dramas, e descobrimos que a narrativa dos episódios sempre começa alguns dias antes da embarcação no navio, e vai até o momento em que todos estão desesperados para entrar num bote. Uma boa sacada de Julian Fellowes, criadora da produção e responsável pela cultuada série Downton Abbey. Vale confeir esta minissérie. Veja o trailer AQUI!



Titanic: Blood and Steel (minissérie, 2012)


O navio será “reconstruído” literalmente em outra minissérie britânica de 12 capítulos chamada Titanic: Blood and Steel.  Diferente da primeira produção citada acima, a  trama se passará entre 1897 e 1912 e se concentrará na construção do Titanic e em todos os envolvidos com o processo.  O que deixa a trama deste bem mais interessante que a produção anterior, é que poderemos acompanhar todo o processo de edificação e testemunhar uma sequência de escolhas mal feitas  - como o uso de um metal de má qualidade –  que colaboraram e muito para o acidente, porque o iceberg, bom, perdão com o trocadilho, foi só a ponta do iceberg mesmo. Estou curioso com Blood and Steel, traz uma abordagem nova, bem melhor que assistimos novamente mais uma "versão" do naufrágio e todo aquele drama né! Dá uma espiada no vídeo de abertura e um pequeno trecho do primeiro episódio AQUI!

O elenco tem até nomes conhecidos, como Neve Campbell (a Sidney da saga Pânico), Chris Noth (The Good Wife) e Kevin Zegers (de Gossip Girl e do filme Transamérica). Titanic: Blood and Steel estreia esta semana na TV britânica.

Titanic - o filme (é, esse mesmo)


E a versão mais famosa e romanceada da história do Titanic retorna esta sexta aos cinemas de todo o Brasil, em 3D. Bom, a produção caríssima de James Cameron dispensa apresentações, não tenho muito que falar, é um filme fantástico, impecável.  Não sei se o 3D fará alguma diferença, talvez os óculos nos faça sentir praticamente um tripulante do navio, ou nos faça sentir medo nas horas  mais aterradoras, ou até nos faça tremer de frio nos momentos mais tensos e gélidos, mas o que importa é que Titanic merecia ser (re)visto mesmo sem a tecnologia tridimensional. 

É uma chance imperdível para aqueles jovens ou crianças, que ainda eram pequenos na época do lançamento original, de apreciar esta magnífica obra merecedora de todos os 11 Oscars que recebeu e descobrir o quanto a música My Heart Will Go On penetra na sua cabeça de uma maneira que vai custar horas, talvez dias, para esquecê-la. Mas veja o lado bom, ao menos, aqueles  que verão o filme pela primeira vez este ano, não terão que escutar o hit de Celine Dion a cada 5 minutos nas rádios.

Não tem como escapar do naufrágio, pegue sua bóia. Seja na telinha -  do pc -  ou na telona, o jeito é se aventurar e se emocionar com as histórias do transatlântico mais luxuoso de todos os tempos!

9 de abril de 2012

Espelho, Espelho Meu



Era uma vez, num reino muito, muito distante, uma linda princesa que vivia sofrendo nas mãos de sua madrasta cruel, até que um dia, ela se apaixona por um belo príncipe e blá blá blá. A história é batida, todos nós a conhecemos e já vimos no cinema centenas de adaptações deste conto, porém, nenhuma delas  tinha em seu elenco, a linda mulher Julia Roberts.  Em Espelho, Espelho Meu (Mirror Mirror, 2012) é a atriz de boca grande que rouba a cena, como a madrasta má e alucinada da Branca De Neve.

Depois do sucesso da série de fantasia Once Upon a Time, que recicla grande parte dos personagens dos contos de fadas, inclusive a Branca de Neve, o cinema também decidiu criar outras releituras para o conto da princesinha orfã este ano, além deste filme, o sombrio Branca de Neve e o Caçador, estrelado pela Kristin Stewart, também aportará nas salas escuras  brevemente.  Vale abrir um parênteses aqui: Confesso que estou com medo de que a Stewart  “estrague” a personagem, e para isso acontecer não basta muito, é só ela fazer aquela “cara de dor” que irrita, presente em todos os filmes da saga Crepúsculo, mas enfim, resta-nos aguardar não é?

Olha que coisa linda essa Branca de Neve!

Angelical, beleza, simpatia, carisma, Lily Collins exala tudo isto na sua versão da Branca de Neve no divertido Espelho, Espelho Meu, dirigido por Tarsem Singh, responsável pelos interessantes A Cela e Imortais.  Lily dá vida à princesa que vive  trancada no castelo pela sua madrasta malvada (Julia Roberts),  depois de desafiar a mulher perversa,  Branca é expulsa do castelo e encontra no bosque adoráveis figurinhas pequenas, os sete anões, com características bem distintas  daquelas apresentadas na série de sucesso e em outros filmes. Os anões protagonizam as cenas mais engraçadas da produção, quando  Roberts não está em cena, claro.

Hammer, deixou o Leo Dicaprio pela princesa. Fez bem!

O Príncipe charmoso e bobão é vivido por Armie Hammer (os gêmeos de A Rede Social e do recente J Edgar) que faz um belo casal com a Branca de Neve, e apesar de sua atuação agradar em alguns momentos, em outros, exagera demais nas “caras  e bocas”, mas  nada que comprometa o resultado final, porque na verdade,  o longa é exagerado, inocente, e descaradamente infantil mesmo.

Espelho, espelho meu, existe atriz mais talentosa que eu?

Todo o elenco está ótimo, até o ajudante da madrasta, vivido por Nathan Lane, tem seus bons momentos, mas é Julia Roberts e sua versão maluca e excêntrica da rainha má que se destaca. Logo no início do filme, já rimos com ela e seu comentário irônico  – narrado em off -  sobre a tal história. Ela diz algo assim: “Era uma vez, um povo que vivia feliz, cantavam e dançavam o dia inteiro. Sim, ninguém tinha emprego lá, por isso eles cantavam e dançavam  todo o dia...”. Roberts está muito à vontade no papel, é visível ver o quanto está se divertindo com a personagem, e nós também, adoramos vê-la em cena  -  até mais que a própria protagonista -  e quando ela não está, ficamos sempre ansiosos pelo seu retorno e aguardando mais uma bizarrice da rainha malvada.


Branca e os seus amigos anões!

Espelho, Espelho Meu, cumpre o que promete, é bobinho sim, mas diverte e encanta. Mesmo sendo voltado para o público infantil, não tem como não agradar os mais grandinhos. As mudanças acerca dos personagens, principalmente os anões, que aqui não são mineiros, mas ladrões aventureiros, foram bem vindas e evitou que a adaptação  se tornasse  monótona e "mais do mesmo".  Mas  não se preocupem, o final da história permanece o mesmo, com aquele tradicional happy end bem fofo e com direito até a número musical!

5 de abril de 2012

The Hour - A série

Conspiração e os bastidores do jornalismo 
são os pontos fortes da série britânica


Dizem por aí que a série inglesa The Hour, é o equivalente ao cultuado seriado Mad Men. Enquanto este concentra-se na rotina dos publicitários dos anos 60, o show britânico mostra os bastidores do jornalismo nos ano 50 e ainda inclui em seu enredo aquela dose bem boa de conspiração que eu particularmente adoro.

Logo, o que se assemelha nas duas produções é só o fato de ambas abordarem o mundo de duas áreas da comunicação em décadas passadas.  Dizer que Mad Men e The Hour são similares é um equívoco.

Hector em sua primeira reportagem de rua.

A narrativa da série inglesa é bem condensada e sem enrolação, sem o clima intimista de Mad Men. Com apenas seis episódios por temporada, com duração de uma hora, a trama de The Hour está sempre avançando,  não corre o risco de entediar e  torna tudo mais envolvente para o espectador.

Com a crise do Canal de Suez como pano de fundo – corre e pega um livro de história – a série é conduzida por três personagens principais, que são a Bel Rowley (Romola Garai,  atriz  ainda desconhecida mas que já fez  muitos trabalhos em produções inglesas, como Desejo e Reparação), vive a produtora loira e atraente, Freddy (Ben Wishaw, que protagonizou o intenso  Perfume: A História de um Assassino) é o jornalista excêntrico,  e Hector (Dominic West, rosto mais conhecido entre os três,  esteve em 300, Chicago, O Sorriso de Monalisa) faz o charmoso apresentador do programa The Hour.

The Hour em 5, 4, 3, 2, 1.

Os três são os principais responsáveis pelo telejornal transmitido pela BBC e cuja missão principal é apresentar as informações sobre os conflitos no Canal de Suez de maneira imparcial, mas acabam esbarrando na censura e no controle feroz de agentes do governo britânico.

Em paralelo aos dramas pessoais e casos amorosos que se criam entre os protagonistas  e ao desenvolvimento do programa,  há uma  trama secundária que envolve conspiração governamental, espionagem e assassinatos com o qual Freddy, o jornalista cínico interpretado por Ben, acaba se envolvendo até o pescoço. É dele, as melhores cenas e diálogos do seriado.

A direção de arte, os figurinos e toda a contextualização histórica não pecam em nada. Para a classe jornalística The Hour é obrigatório, é muito interessante ver como a censura limitava o trabalho dos jornalistas na época, e funcionava mais ou menos assim, ou o programa era conivente com o governo e aceitava tudo sem questionar, ou ele tirava o programa do ar. Simples assim. No fim da temporada, a sequência em que os protagonistas resolvem, pela primeira vez, expor suas próprias opiniões sobre os conflitos e as decisões do governo, é de arrepiar.

Jornalista sofre hein! Nada como um cigarrinho, um suco...


The Hour ganhou uma segunda temporada que deve começar ainda este ano, e ela vai se passar 10 meses após os eventos da primeira, e promete mais intrigas políticas e até a ida do homem à lua deve entrar no meio da história. Uau! Me empolguei.

A série da BBC é uma boa dica para quem busca um programa diferente, sofisticado, com personagens que te cativam desde o primeiro momento, ainda tem um pouquinho de conteúdo histórico, espionagem, suspense, e conta até com uma visitinha aos bastidores nada glamouroso do jornalismo dos anos 50.
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