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4 de outubro de 2015

O retorno de Les Revenants – A vida após a morte





Há dois anos o mundo conhecia e se deslumbrava com a série francesa Les Revenants, baseada em um filme de 2004, de mesmo nome, dirigido por Robin Campillo. Exibida originalmente em 2012 no canal Plus, o seriado de mistério e suspense, adaptado por Fabrice Gobert, narra o drama de uma população de uma cidadezinha em meio às montanhas que recebe a visita de alguns moradores “mortos” anos atrás, que resolvem voltar para casa após a “ressurreição”. Três anos depois, finalmente Les Revenants estreou a sua segunda temporada. E o que se pode afirmar a partir dos dois primeiros episódios, exibidos na semana passada, é que a série continua instigante e tão fria e assombrosa quanto um cadáver.


A história do segundo ano inicia seis meses após os acontecimentos do final da primeira temporada, que inclui o desaparecimento de alguns “ressuscitados” e vivos e a inundação da cidade. Já no primeiro episódio, acompanhamos Adèle (Clotilde Hesme), grávida de Simon (Pierre Perrier),  o seu namorado “morto”, sangrando e sendo levada por uma ambulância por uma estrada que já não leva a lugar algum. Esse é um dos muitos mistérios da série, os moradores não conseguem mais sair da cidade.



É muito difícil falar de Les Revenants sem dar spoilers, então, serei o mais o mais genérico possível, sem me ater a detalhes importantes da trama. Na nova temporada, a cidadezinha “fantasma” continua com locais inundados e cercada por militares que tentam descobrir o que aconteceu ali e desvendar o mistério da barragem.


Também na atual temporada, um homem chamado Berg chega à cidade com um ar de quem sabe mais do que aparenta, além disso, novas ressurreições acontecem e o mistério sobre os “retornantes” só faz aumentar, pois a cidade agora está povoada por vivos e por "mortos", que  multiplicam-se cada vez mais.



O desafio de Les Revenants nesses novos oito episódios é nos dar ao menos algumas respostas sobre os muitos mistérios que recheiam a trama, o primeiro episódio já esclareceu alguns pontos, mas continuam aqueles mistérios que envolvem o bebê de Adèle, a origem do poder de Victor (Swann Nanbotin) - o garoto que arrepia a gente só de olhar – e o fato de os habitantes não poderem sair da cidade, mesmo que sempre tenha gente chegando ali. E claro, a questão maior: por que eles "voltaram"?


O retorno de Les Revenants atendeu às minhas expectativas e trouxe de volta aquela atmosfera sombria e inigualável, bela e aterrorizante na mesma proporção.  Tudo na série é de arrepiar, a ambientação, os cenários, os personagens, a trilha sonora de Mogwai. A harmonia entre esses elementos é tão perfeita que nenhum remake - e olhe que houve muitos, todos fracassaram – pode copiar.



No primeiro episódio, um dos momentos mais intrigantes é aquele em que um alce caminha pela cidade. Uma das características da série é falar com o público utilizando-se de imagens impactantes e o mínimo de diálogos. Ah, há tanto para se aprender com as produções francesas...

Les Revenants foi exibida no Brasil pelo canal HBO Max, mas a nova temporada ainda não há data de estreia. E se você ainda não viu a primeira temporada, saiba que esta é uma dessas séries imperdíveis, para se ver antes de morrer.



27 de setembro de 2015

Scream Queens - Debochada, bizarra e divertida




Estreou esta semana a série Scream Queens, mais uma obra da mente criativa de Ryan Murphy, criador de Glee, American Horror Story e da antiga, mas ótima, Nip/Tuck.  Mais uma vez Murphy recria e mistura fórmulas batidas e se sai bem nessa tarefa, Scream Queens mescla comédia e o ambiente dos filmes adolescentes de fraternidades, como Meninas Malvadas e A Casa das Coelhinhas, com o terror trash de longas como Pânico. O resultado é uma série politicamente incorreta, bizarra, que não economiza nas mortes, no humor ácido e ainda arruma espaço para criticar a juventude fútil dos dias atuais.


A nova série da Fox é protagonizada por Emma Roberts, que sem esforço algum sempre faz bem o papel da bitch malvada e insuportável. A trama começa lá em 1995 - época em que Waterfalls, do TLC, era o hino das adolescentes - com uma garota parindo numa banheira em plena festa da fraternidade e morrendo logo em seguida. 


Nesse início, já notamos os diálogos rápidos e o pesadíssimo humor negro, que não deixam de ser hilários.  A história continua 20 anos depois com a Chanel (Roberts) no comando da Kappa Kappa Tau e “tocando o terror” com as suas fiéis escudeiras, Ariana Grande (Chanel 2) e Abigail Breslin (Chanel 5). Obviamente, os acontecimentos do passado têm relação com as mortes provocadas por um serial killer nos dias atuais no campus da universidade, mas esse mistério nós saberemos mais ao longo dos 15 episódios da primeira temporada.


Como se sabe, Ryan Murphy não consegue manter o nível de qualidade, em termos de roteiro, de suas séries por muito tempo, Glee descambou após a segunda temporada, o mesmo aconteceu com American Horror Story, cuja antologia Freak Show deixou muito a desejar. Então, espero mesmo que Scream Queens tenha um futuro melhor na TV, pois é uma série ousada e distinta de todo o resto.



Scream Queens tem um punhado de acertos que vale a pena comentar um por um. Além do já mencionado humor corrosivo, os diálogos debochados e imbuídos de referências pop são um deleite, a trilha sonora retrô - tão anos 90 - e as mortes  bem elaboradas, quase uma homenagem aos filmes trash dos anos 80, são muito melhores que as da série Pânico.  


Outro mérito da série é a de criticar a juventude contemporânea, fria, fútil, hipócrita, que prefere postar no Facebook o próprio assassinato a ligar para o 911.  Aliás, a cena na qual uma personagem conversa com o serial killer, de frente para ele, por mensagens no celular, é impagável. 



Além de Ariana Grande, Abigail Breslin e Emma Roberts, a série conta a ilustre presença da rainha do grito da vida real Jamie Lee Curtis, a Lea Michele e Nick Jonas, interpretando um gay novamente, mas menos dramático do que o seu papel na excelente Kingdom. Aliás, Jonas é responsável por momentos desconcertantes na série, como a surpresa vista no final do segundo episódio. 


Se Scream Queens manter o pé no acelerador como fez nos primeiros dois episódios e o Murphy não se perder nos excessos dentro da história, a série pode ser uma das melhores do ano, pois ela já é uma grata surpresa da TV.  Que a gritaria continue...


5 de julho de 2015

Pânico - a promissora série da MTV




 
Estreou esses dias a aguardada adaptação de uma das franquias de terror mais festejadas dos anos 90, Pânico, criada por Wes Craven e estrelada por Neve Campbell e cuja quadrilogia teve o último capítulo lançado quatro anos atrás. Pânico (Scream, 2015), a série da MTV, tem 10 episódios na primeira temporada e a julgar pelo capítulo de estreia, a adaptação é competente, instigante, cheia de mistérios e com muitas ideias interessantes a serem exploradas. 


Se você está habituado com as séries da MTV – Awkward, Teen Wolf – não vai se incomodar com os personagens estereotipados que estampam a tela, a beleza do elenco jovem, o ambiente “high school” e tal, do contrário, não tenha muitas expectativas e ignore os clichês. Quando criamos muitas expectativas sobre algo, geralmente nos decepcionamos.



A série começa com sangue jorrando, com o serial killer mascarado fazendo duas vítimas, assim como acontece nas aberturas dos filmes da franquia. A trama é ambientada na cidade de Lakewood, onde vivem os tipos que já conhecemos, Emma (Willa Fitzgerald) a loira inteligente e bobinha, Noah (John Karna) o nerd obcecado por serial killers, a patricinha esnobe Brooke (Carlsson Young), a “solitária” e lésbica do colégio, Audrey (Bex Taylor-Klauss) e o misterioso aluno que acaba de chegar na cidade, Kieran (Amadeus Serafini). Se os personagens são muito rasos, por outro lado, eles nos instigam com seus segredos e mentiras. 


Além disso, ainda há alguns elementos que não é novidade alguma para os fãs do gênero suspense/terror, como o lago assombrado  (Jason, de Sexta-Feira 13 também morreu num lago né) e outros pontos que lembram o clássico Halloween. Mesmo com essa mistura de referências, Pânico consegue construir a atmosfera dos filmes originais e prende o espectador no primeiro capítulo, há sangue de menos, é verdade, mas há muito suspense e mistérios suficientes para te segurar até o próximo episódio. 



Outra característica dos filmes e que também está presente na série - e que eu adoro - é a metalinguagem. Noah, o nerd, é quem faz essa autorreferência e nos diz como funcionam os filmes e séries sobre serial killers, fala como a série Pânico terá que lidar com alguns desafios que se tem ao adaptar um filme para um produto mais extenso, que é o seriado. 


Alguns dos desafios da série estão em não matar todos os personagens tão rapidamente – será uma morte por episódio? -  afinal, teremos que nos apegar aos personagens primeiro e torcer por eles, “pra quando forem brutalmente assassinados, isso doa”, diz Noah. São questões como essa que nos atiçam a curiosidade e faz a gente continuar vendo Pânico, queremos acompanhar como a  série vai desenvolver esses elementos, ao menos, sabemos que os roteiristas tem ciência das complicações que eles terão que diluir para tornar Scream uma série atraente e com identidade própria, mas com a estrutura e a atmosfera dos filmes icônicos.



Se você curte o gênero, vale a pena assistir a série, a versão atualizada de Pânico tem fôlego para conquistar a geração atual – geração esta tão insensível e fútil, não por acaso é retratada pelos personagens do seriado.  Espero que a temporada seja tão lúcida quanto o primeiro episódio, mas claro, irei gostar de ver mais sangue pela frente e mais criatividade nas sequências das mortes. Ah, a máscara do “Ghostface” mudou, mas está ainda mais horripilante. CLIQUE AQUI e veja o trailer.

29 de março de 2015

Banana – A série que celebra o amor e o sexo sem rótulos




Banana. O título e  o pôster aí são bem sugestivos, não é? Errou se você pensou que este post é sobre uma série gastronômica (rs). Banana é um seriado gay britânico e de autoria do Russell T. Davies, o mesmo criador de Queer as Folk, a série gay mais cultuada e bem-sucedida a abordar este universo. 


Banana não é uma obra isolada, ela vem acompanhada de duas outras séries que têm personagens interligados, Cucumber (pepino em português!!!) e Tofu.  Cucumber discute os dramas dos homens mais maduros, a  trama é focada em Henry, um homossexual de meia-idade, mas ainda perdido na vida. Já Tofu é um documentário exibido na plataforma on demand do Channel 4 e mostra pessoas falando abertamente sobre sexo.  Cucumber não me conquistou e Tofu, eu não vi, já Banana, a parte dedicada aos dramas exagerados da juventude, muito me agradou.


Obs.: Os títulos curiosos das séries são baseados em um estudo científico que classificou a ereção masculina conforme a sua rigidez e que segue exatamente essa ordem – Tofu, Banana e Pepino (!!!!). Então...


O jovem elenco reunido

A primeira temporada de Banana tem oito episódios  - já exibidos no Reino Unido - e duram em média, 22 minutos. A série ainda segue o estilo da ótima e irreverente Skins, é uma antologia, ou seja, cada episódio é dedicado a um personagem específico.


Assim como Skins e outras séries teens do canal E4, Banana é crua e realista, narra os dramas de jovens gays e lésbicas sem maquiagem, de forma escancarada, irreverente e sem receio algum em explorar temas sensíveis ou mostrar cenas explícitas de sexo.

  Aiden, Helen e Josh: personagens dos episódios 7, 4 e 5 respectivamente


Como o episódio dura em média 20 minutos, a história e o personagem principal precisa nos conquistar na metade desse tempo, e nisso, o roteiro de Banana é muito eficiente. Há personagens que nos cativam em menos de cinco minutos. São oito boas e envolventes histórias, mas há aquelas que se destacam e nos surpreendem, como o episódio chocante em que uma transsex é perseguida pelo ex-namorado e tem sua intimidade exposta na internet.  

O episódio em que uma garota se apaixona por uma mulher madura e casada é muito bonito e tocante. Outro capítulo marcante e muito poético é o da personagem Amy, uma jovem estilosa mas com alguns transtornos, ah e ainda tem o episódio 7, no qual Frank, um rapaz fazendeiro fora dos padrões de beleza estabelecido pela sociedade (gay), se encanta pelo bonito e garanhão Aiden, que está mais interessado em corpos perfeitos e aventuras sexuais passageiras com estranhos. As histórias podem ser pessimistas demais, em alguns casos, mas a vida não é sempre um mar de purpurina, não é?


Apresentar a sexualidade do ponto de vista dos jovens é o grande mérito de Banana, com personagens intensos e contos que nos suscitam a reflexão. A série diverte e celebra o amor e o sexo sem rótulos, de um jeito muito peculiar e com aquela inquietação boa e típica da juventude.





NOTA: 9,0


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Skins - Uma série imperdível

22 de março de 2015

Glee - A série que mostrou que ser diferente é legal chega ao fim




“Glee é sobre abrir a si mesmo para a felicidade” , diz uma personagem no último episódio de Glee e foi justamente este sentimento que a série provocou no público nas seis temporadas. A produção da Fox marcou e mudou vidas de uma geração e mostrou aos jovens razões de ser diferente e aceitar a si mesmo, mais que isso, alegrou a vida de muita gente - incluso a minha - com muita música boa.

Após seis anos, Glee (2009-2015) terminou esta semana nos EUA e deixou a sua marca na história da TV. A comédia/drama musical se sobressaiu pela coragem e ousadia de tratar temas fortes e polêmicos como o bullying, homossexualidade e gravidez na adolescência para uma audiência bem jovem, mas a partir de um roteiro muito adulto para o público ao qual se destinava.  Se hoje há mais abertura para personagens gays nos seriados americanos, Glee contribuiu bastante nessa questão. 

O coral canta Don´t Stop Believin: O início de  tudo

Com um elenco sincronizado e incrivelmente talentoso, personagens cativantes, músicas populares e um humor irônico e tão sádico a ponto de tirar sarro até do próprio universo da série, a criação de Ryan Murphy conquistou a todos de imediato. A estreia aconteceu em 2009 e assistindo aos dois últimos episódios é impossível dizer Adeus e não se emocionar. Vendo os últimos capítulos, recordei do início da série, me lembro onde eu estava seis anos atrás, dos meus sonhos naquela época e percebo que muitos deles eu não alcancei,  percebo que hoje, tenho planos distintos daqueles que eu tinha, mas como diz aquela música: "Don´t Stop Believin".

Sobre as temporadas, bem, é certo dizer agora que o autor Ryan Murphy não consegue manter a qualidade de uma história por muito tempo, mesmo que ela tenha ótimos personagens e uma premissa com bastante potencial. Glee foi vítima dessa “inabilidade” de Murphy. Consciente do seu problema com enredos a longo prazo, Ryan teve a ótima ideia de criar uma série de terror chamada American Horror Story, com uma história que se limitava a apenas 13 episódios. Foi bom durante os primeiros anos, mas a  julgar pela fraca temporada de Freak Show, ele já está perdendo a “mão” aí. Mas eu gosto do Ryan, ele é inteligente, corajoso e mais importante, muito criativo.  

Lea Michele homenageia Britney Spears

Bem, voltando a Glee, as duas primeiras temporadas foram excelentes, cheio de momentos antológicos como o Kurt dançando Single Ladies no estádio de futebol, o  seu primeiro beijo, os episódios especiais de Madonna e Britney Spears, sem falar na homenagem ao filme The Rocky Horror Picture Show - que eu nem sabia de sua existência até ver o episódio. No entanto, a ideia de colocar novos personagens no Glee Club não agradou o público e a partir da terceira temporada Glee virou uma bagunça, histórias mal desenvolvidas e preguiçosas e para piorar, a morte trágica de Corey Monteith deixou todos os produtores sem saber o que fazer com o universo glee. A sexta e última temporada tirou os veteranos de Nova York e colocou-os de volta no McKinley High School e nos trouxe aqueles bons e divertidos episódios novamente, além de um desfecho perfeito e emocionante.

A respeito das músicas. Ah, as músicas. As versões de Glee, ás vezes, eram até melhores que as originais. Quanta cultura musical eu absorvi, quantos artistas eu conheci através da série e quantas bandas ficaram conhecidas mundialmente depois que suas canções ganharam  as vozes do clube do coral, como a  banda indie Fun., por exemplo, dona do hit We Are Young.  



Alguém conhecia o Journey aí? Pois é, Don´t Stop Believin  do Glee chegou ao topo das paradas e ninguém conhecia a versão original do grupo dos anos 80, não importa, a versão do coral até hoje encanta e emociona.  A sequência com a música Bohemian Rhapsody até hoje me arrepia, ainda me divirto muito com o clipe de Run Joey Run e a coreografia sensual  de Push it,  adoro o mashup  de Rumor Has It/Someone Like You da Adele, a linda versão de Keep Holding On – versão original é da Avril Lavigne mas ninguém sabia -  e a já clássica versão de Sue Sylvester para Vogue, da Madonna. Bom, impossível descrever tantos momentos inesquecíveis aqui.

Os personagens eram o maior trunfo do seriado. Um grupo de desajustados e “perdedores” que rapidamente me encantou: o deficiente físico Artie Abrams (Kevin McHale), a gótica Tina (Jenna Ushkowitz), a loira burra Brittany (Heather Morris), a negra com vozeirão Mercedes (Amber Riley), o sofisticado e gay Kurt Hummel (Chris Colfer), o quarterback popular e grandalhão Finn Hudson (Cory Monteith) e tantos outros. Mas o que segurou mesmo a série nos seus momentos mais difíceis foram o carisma e o apego a personagens como a irritante/egoísta e aspirante a diva Rachel Berry (Lea Michele) e a impagável e sádica vilã Sue Sylvester (Jane Lynch), sempre com seus comentários ácidos e nonsenses. Glee conquistou o público principalmente por valorizar e mostrar perfis não populares e excluídos da sociedade -  gays, japoneses, cadeirantes, gordos -  e ofereceu a eles um olhar otimista sobre a vida. 

Adeus: elenco se reúne para a última foto

A série inovou  em seu formato e vai deixar saudades por tudo o que significou para TV - trouxe o gênero musical de volta ao mainstream, abrindo caminho para séries semelhantes como a ótima Empire, atual sucesso da Fox americana - e  principalmente para a audiência, os 45 minutos de duração do episódio significavam mais que um simples momento de escapismo, era um instante de alegria, um sopro de esperança, um afago para toda a audiência, especialmente para aqueles desajustados que se viam representados ali dentro do seriado.

E a última performance foi assim:




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