Páginas

27 de janeiro de 2012

E o Oscar 2012 esnobou...


50% (50/50) – O misto de drama e comédia sobre um jovem que descobre ter câncer valia a indicação ao menos pelo ponto de vista positivo e bem humorado com qual o tema é tratado. Veja a crítica do filme logo abaixo, e ele já está disponível em DVD.






As aventuras de TinTim: o Segredo de Licorne -  Bom, já falei no post anterior muito sobre essa esnobada imperdoável, ainda não consigo acreditar que a Academia preferiu  Kung Fu Panda 2  a esta animação belíssima de Steven Spielberg. Os votantes terão a chance de se redimir quando a sequência for lançada. Estamos de olho hein!






Michael Fassbender – O ano de 2011 foi excelente para o ator, que foi elogiado pela imprensa em  todos os filmes no qual apareceu, X-Men: Primeira Classe, Um Método Perigoso, entre outros. Fassbender se tornou o queridinho da crítica e todos acreditavam que seu caminho glorioso  chegaria ao ápice com a indicação ao Oscar, pelo drama adulto Shame. Infelizmente não foi dessa vez. Será por que ele interpreta um viciado em sexo e aparece pelado no filme? Sabe né, a Academia é famosa por seu conservadorismo...







Leonardo DiCaprio -  Esta é a prova definitiva de que a Academia não gosta do Leo, nunca gostou, e ele sabe disso. Lembra que Titanic teve 14 indicações, até os faxineiros foram lembrados, mas  ele foi ignorado descaradamente. Sua personificação de J Edgar Hoover no filme de Clint Eastwood  é a "cara" da premiação, só pelo trailer fica evidente que ele se esforçou o máximo no papel. Não importa, DiCaprio já provou que é um brilhante ator há tempos, pra que troféus?








Ryan Gosling - Assim como Fassbender, Ryan Gosling  teve um ano maravilhoso, protagonizou o elogiado Drive (outro filme injustiçado no Oscar) e sua indicação pelo filme Tudo pelo Poder era algo quase certo. Ele merecia? Sim, sua atuação está estupenda e  ofusca até o seu parceiro de cena George Clooney. Com esta lista de atores rejeitados, a impressão que fica é que a Academia decidiu priorizar os atores mais experientes.






Estas são apenas algumas das esnobadas do Oscar este ano, tem muito mais debaixo do tapete vermelho, Tilda Swinton, Precisamos falar Sobre o Kevin...

Pois é, parece que no dia 26 de fevereiro a cerimônia será mais entediante que os anos anteriores...

25 de janeiro de 2012

Tintim e o desprezo americano



“Eles já estão escrevendo”, disse empolgadíssimo Jamie Bell (o Tintim gente!), sobre a continuação de  As Aventuras de Tintim: O Segredo de Licorne.  Esta notícia é um alívio para os fãs do repórter aventureiro, pois devido ao fracasso do filme nos EUA (desde sua estreia em dezembro a animação faturou apenas 70 milhões, uma vergonha né!) muitos pensaram que a sequência provavelmente não iria acontecer.

Para "acinzentar" ainda mais esse cenário, a Academia “esqueceu” de indicar a aventura na categoria de Melhor Animação, o que é no mínimo injusto e contraditório, sendo que o filme vem sendo elogiado por toda a imprensa mundial e angariando prêmios por onde o jovem repórter e seu companheiro canino passam. E a gente achando que só porque levou o troféu de melhor animação no Globo de Ouro, a indicação ao Oscar era algo inevitável...

Tintim batendo recordes...

O longa de Steven Spielberg tem se destacado em outras premiações menores nos EUA, e tem o Bafta, considerado o Oscar britânico, no qual a animação está concorrendo em cinco categorias (melhor animação, roteiro adaptado, efeitos especiais, som e trilha sonora), a  cerimônia  será realizada no dia 12 de fevereiro.  Pois é, parece que os europeus estão dando mais reconhecimento ao Tintim que os americanos. Não, isso não é uma suposição, é justamente na Europa que Tintim faz sucesso, é também por causa dos mais de 300 milhões arrecadados por lá, que teremos uma sequência a ser dirigida por Peter Jackson.

O filme estreou primeiramente na Bélgica, terra natal de Hergé, criador dos quadrinhos do personagem. Na França, a produção bateu recordes em sua estreia, e faturou mais que o último Harry Potter. No Reino Unido, Irlanda e em outros países o sucesso se repetiu, e por isso, temos motivos de sobra para ficarmos empolgados, até mais que o Bell, com a continuação que já está sendo escrita, é só esperar Jackson acabar as filmagens de O Hobbit e Spielberg concluir Lincoln, cinebiografia de Abraham Lincoln que será interpretado por Daniel Day-Lewis.

          Jamie Bell cederá sua voz e movimentos ao personagem outra vez! Eeeh!


Teorias da repulsa tintiniana

Me incomoda o fato de  um dos longas  mais surpreendentes e sensacionais do ano, e um dos melhores da carreira de Spielberg,  afundar nas bilheterias americanas.  No Brasil, acredite, o filme estreou na liderança e faturou 5 milhões só no fim de semana. Por que os americanos não curtiram? Nem  os nomes estampados de Spielberg e Jackson foram suficientes para levar esse povo ás salas escuras.

Há rumores que, a arrecadação medíocre lá na terra do Obama se deu porque o repórter e seu cachorro Milu não são muito conhecidos.  Essa teoria é válida? Não, essa não cola. Por acaso alguém conhecia Shrek ou Indiana Jones, antes de eles surgirem nas telas? Não né...

Spielberg diz a Jackson: "Olha, essa cena não está legal...."


Dizem por aí também, que devido o personagem não ser criado por um artista americano, mas por um belga chamado Georges Remi, lá em 1929, pode ser o motivo do fracasso nos Estados Unidos, será?  Pode ser, mas aí me lembro de Sherlock Holmes, um personagem britânico, criado por outro britânico, o Sir Arthur Conan Doyle, cujas aventuras  renderam filmes americanos bem sucedidos. Hipótese descartada.

Outra teoria é, os americanos não curtiram o Tintim por causa da concorrência pesada de outros filmes infantis na época de sua estreia, Happy Feet 2, Operação Presente, e talvez o mais culpado de todos, Alvin e os Esquilos 3, pois os esquilinhos irritantes faturaram alto lá. Bom, para mim essa hipótese é a mais plausível, a  maioria das pessoas  -  e não são só os americanos -  preferem bobagens descartáveis descerebradas do que uma animação coerente, bem dirigida, divertida  e de qualidade inigualável.

Mas enfim, a intenção aqui é só lançar questões ao vento de uma maneira bem humorada, estimular  a reflexão dos leitores, apresentar dados,  e não responder a elas - isso não é um texto acadêmico -  pois o descaso com o Tintim na américa pode ser resultado de todas as opções comentadas ou de nenhuma delas. Vai saber...

Ah, se você ainda não viu,  As Aventuras de Tintim: o Segredo de Licorne é primoroso, um filme de aventura  de tirar o fôlego, engraçado, tecnicamente perfeito, e bem naquele estilo Indiana Jones que somente o Spielberg pode nos proporcionar.


Ah, e caso você  vá a Londres, passe na loja do Tintim, The Tintin Shop, incrível não é? Parada obrigatória heinn! Olha, se bobear acho até que podemos comprar via internet...


Quer saber mais sobre Tintim? Tintim por Tintim? Então, Tintim por Tintim é o único blog dedicado ao jornalista aventureiro, ótima dica para você que já é fã há décadas, e obrigatório para os recentes admiradores, que desejam se aprofundar e  conhecer mais sobre esse personagem icônico e nas suas aventuras.



19 de janeiro de 2012

50% - O lado positivo quando se tem câncer



- Que tipo de câncer é?
-  Um tipo raro...
-  Você vai ficar bem? Quais as suas chances?
- Acho que é 50%.
- Não é tão ruim...as pessoas se curam o tempo todo. Lance Armstrong     sempre pega câncer. O cara do Dexter, está ótimo. Patrick Swayze está ótimo também.
-Patrick Swayze? O cara já morreu...
- Sério?

É esse bom humor que permeia todo o filme o principal trunfo de 50%  (50/50, 2011), o novo trabalho de Joseph Gordon-Levitt, o rejeitado de  500 Dias com ela e que estrelou também o cultuado A Origem. 50% sai este mês no Brasil direto em DVD.


Adam (Levitt) é jovem, tem 27 anos e uma namorada bonita. Seu “mundo” desmorona quando ele descobre que está com câncer na coluna. Seu amigo Kyle (Seth Rogen, de Ligeiramente Grávidos e tantas outras comédias) faz tudo para animá-lo, e o incentiva a usar a doença para “pegar” as garotas, mas é ele mesmo que se aproveita da condição do amigo para conseguir sexo descompromissado.

"Levitt é o máximo, mas os seus cabelos..."

Além do amigo de Adam ser responsável pelas cenas mais engraçadas do filme, a interação entre Adam e a sua psicóloga-estagiária Katherine (Anna Kendrick de Amor sem escalas e Crepúsculo), também rende bons momentos, alguns cômicos e outros pra lá de emocionantes. A química entre eles é tão positiva que tudo que queremos é que o fim seja o mais feliz possível. Bom, não vou contar o final aqui né....

Apesar de tratar sobre uma questão bastante em evidência atualmente, o câncer,  e que supostamente deveria render um drama pesado e pessimista, 50% felizmente aborda o tema de um maneira leve, bem humorada e positiva.

Anna diz: "Você sabia que eu conheço os Cullen?"

Jonathan Levine, um diretor ainda desconhecido, acertou a mão e conseguiu dosar bem as cenas cômicas com aquelas que exigem mais seriedade, como o momento em que Adam vai para a cirurgia, a cena é de fazer qualquer marmanjo despejar rios de lágrimas.

Uma história bem contada, um ótimo elenco e uma trilha sonora bem descontraída faz de 50% um belo filme, que vai além da premissa que é sobre um cara com uma doença rara, é também sobre amizade, família, e principalmente sobre aquela sensação frustrante de que “o tempo passou (ou está passando) e não fizemos nada de importante na vida”.

17 de janeiro de 2012

Steven Spielberg: décadas de risos e lágrimas - parte 2


Rindo entre dinossauros e nazistas

Estamos nos anos 90, Spielberg nos apresentou a  uma obra-prima chamada A Lista de Schindler e finalmente foi reconhecido pela Academia, levando vários prêmios para casa, inclusive a estatueta de melhor diretor. Steven chorou de alegria. E no mesmo ano, o cineasta lançou Jurassic Park, uma de suas melhores obras, e ainda quebrou recordes de bilheteria inimagináveis. O nerd estava rindo à toa...e nós ríamos junto com ele.

Depois de uma década de 80 “corrida”,  o diretor quis descansar mais nesse tempo, produziu longas de grande porte como Twister e Homens de Preto, e depois de dois "deslizes", a continuação de Jurassic ParkMundo Perdido e o drama que ninguém viu, Amistad, recebeu sua segunda estatueta de melhor diretor pelo drama de guerra O Resgate do soldado Ryan,  no finalzinho da década.

Sentimentalismo excessivo


Anos 2000, período de muita versatilidade do diretor, mas também de muito sentimentalismo forçado. A.I. - Inteligência Artificial, aquele filme com o garotinho de O Sexto sentido, não é um filme ruim, chorei muito com a cena em que o menino é abandonado, mas o final capenga, enganador e desnecessário,  impossibilitou o filme de entrar na minha lista de melhores trabalhos do Steven. 

E o apelo sentimental exagerado continuou em Minority Report e em Guerra dos Mundos,  mas felizmente não afetou o resultado final dos dois longas, que são alguns dos meus favoritos, principalmente a  adaptação  da obra de H. G. Wells,  que fecha a trilogia alienígena do diretor, iniciada com Contatos Imediatos e  E.T.  Guerra dos Mundos tem cenas grandiosas e tensas e uma fotografia belíssima, de babar, que compensam até o final tosco.

Prenda-me se for capaz juntou Leonardo DiCaprio e Tom Hanks e virou uma fita legal e despretensiosa, assim como a ressurreição de um certo arqueólogo em Indiana Jones e o reino da Caveira de Cristal, que resultou num filme divertido, bem ao estilo das obras dos anos 80. 

15 de janeiro de 2012

Steven Spielberg: Décadas de risos e lágrimas - parte 1

Um dos maiores diretores do cinema será  homenageado hoje aqui no Cinemidade, o nerd que alegrou nossas vidas e nossas tardes, por meio de  tantos filmes e personagens inesquecíveis desde os anos 70 merece o prestígio dado por esse humilde blog. Além do mais, ele está nos cinemas em dose dupla, com o drama Cavalo de Guerra, e a animação As Aventuras de Tintim: O segredo do Licorne. Se o primeiro filme é daqueles que possivelmente sairemos do cinema com os olhos úmidos, o segundo é uma aventura típica de Spielberg, divertida e com cenas de tirar o fôlego. 






Com base nessas duas reações, choros e risos, traçaremos os melhores trabalhos do cineasta, os dramas comoventes e as aventuras leves e divertidas.

Os chefões riram primeiro

No início dos anos 70, Steven Spielberg se tornou o queridinho da indústria cinematográfica ao transformar um roteiro que dava para resumir em duas linhas, e com apenas 13 dias para filmar, em um sucesso inesperado de público e crítica. Refiro-me ao  filme Encurralado (Duel), originalmente produzido para a TV, chegou aos cinemas devido ao seu êxito comercial. O filme é uma aula de como fazer um ótimo filme com uma história simples e pouco dinheiro. Encurralado foi a “porta de entrada” para o clássico Tubarão, e desde então, quase todos os seus filmes posteriores transformaram-se em grandes sucessos de público. Quem estava rindo à toa aí nessa história? Bom, não éramos nós, mas os chefões de Hollywood que encontraram em Spielberg,  o cara perfeito para realizar filmes comerciais de qualidade e com um retorno 100% garantido. 

                 Cena de Encurralado: O caminhão mais assustador do cinema! 


11 de janeiro de 2012

O Sherlock Holmes da TV


Nos dois últimos anos, coincidentemente, o primeiro post do ano relacionado aos seriados tem sido sobre programas britânicos, primeiro falei sobre Skins, no ano seguinte citei Misfits, e agora é a vez de Sherlock, seriado da BBC que traz o detetive Sherlock Holmes e todo seu poder dedutivo para o século 21.


O Sherlock da TV é muito diferente da versão do Guy Ritchie, que é protagonizada pelo Robert Downey Jr. As explosões, o ritmo frenético e as excessivas cenas em slow-motion dão lugar a uma trama bem mais complexa, além do personagem ter um espaço maior dedicado às suas deduções fantásticas durante as investigações, resultando em cenas bem-humoradas e divertidas entre o arrogante detetive e o seu simpático amigo Dr. Watson, que por si só, já valem conferir o programa.

Benedict Cumberbatch dá vida ao enigmático e inteligentíssimo personagem criado há séculos pelo Sir Arthur Conan Doyle, e olha, me atrevo a dizer que seu Sherlock pálido e de olhos esverdeados,  é bem distinto e mais misterioso que a versão hollywoodiana. Você pode não conhecer o ator de nome, mas você pode reconhecê-lo caso assista ao novo filme de Spielberg, Cavalo de Guerra ou o elogiado O Espião que sabia demais, ambos em cartaz nos cinemas.



Já o seu amigo John Watson, é interpretado por Martin Freeman, que se você não se lembra de tê-lo visto em O Guia do mochileiro das galáxias, isto vai mudar rapidinho, pois em breve ele se tornará estrela de grande porte internacional,  por que? Ah,  ele será o protagonista do aguardado O Hobbit: Uma jornada inesperada, dirigido pelo Peter Jackson, com estreia marcada para o fim deste ano -  ah, seu colega de cena Benedict também está no longa, eles são mesmo inseparáveis hein! 



Voltando ao tópico principal, a série britânica Sherlock tem na sua primeira temporada, apenas 3 episódios, mas  são longos episódios de 90 minutos, ou seja, praticamente um longa-metragem. Talvez essa duração seja um aspecto que não favoreça a série, principalmente para quem está acostumado com episódios de 40 a 50 minutos,  e alguns podem sentir-se entediados com a trama. Admito que isso acontece, há momentos cansativos em algum episódio, no qual tudo que desejamos é que o detetive desvende logo tudo e acabe o episódio.

Mas isso nem é um problema, quando se tem outros bons aspectos na série, como o clima de suspense, as cenas tensas, a química existente entre os dois protagonistas, as cenas em que Holmes faz as suas deduções e descreve as pessoas só de olhar "de relance" para elas, e vai falando tão rápido que nem o cara da legenda consegue alcançar, são esplêndidas, e até compensa o ritmo lento.


Sherlock está atualmente em sua segunda temporada, e se você curte os filmes americanos do detetive, vale espiar esse seriado também, são visões diferentes de um personagem ímpar, genial e carismático, e isto se deve a maior parte pelos competentes atores que o interpretam.

8 de janeiro de 2012

5 Filmes para você NÃO ver em 2012


Enquanto outros sites e blogs de cinema comentam sobre os filmes mais aguardados do ano, farei o inverso, só para polemizar, porque sou legal e não quero que gaste seu dinheiro à toa. Advertirei a vocês sobre algumas bombas cinematográficas que aportarão nos cinemas em 2012, para você passar longe delas na hora de pegar um cineminha. Tenho certeza que você irá me agradecer no futuro. Ou não!

1- Star Wars episódio I: A Ameaça fantasma em 3D



Iiiih gente, George Lucas não consegue mesmo deixar a saga em paz não é mesmo? A parte que é considerada até pelos fãs mais radicais, como a mais chata e decepcionante, retornará aos cinemas em 3D. E daí? Tenho certeza que isso não fará com que os fãs mudem de ideia a respeito do filme, pelo contrário, quem tiver coragem de ir aos cinemas terá que suportar uma versão potencializada de Jar Jar Binks, o personagem mais irritante da história do cinema. Talvez eu veja a terceira e melhor parte da nova trilogia neste formato tridimensional, me refiro ao episódio III:  A Vingança dos Sith, mas em relação a este primeiro, vou passar longe...

2- Todo mundo em pânico 5

Apesar de ter a ótima Anna Faris como protagonista novamente,  esta quinta e desnecessária sequência de Todo Mundo em Pânico não me empolga nem um pouco. Esta coisa de tirar sarros de filmes com um fiapo de roteiro é tão...tão...tão...2001, e esta fórmula já está batida demais, já foi incansavelmente utilizada. Bom, parece que tem gente em Hollywood que gosta de ganhar dinheiro fácil né!  Quais serão os filmes parodiados? Ah, nem quero saber.


3- A Thousand Words com Eddie Murphy



Mais um besteirol americano protagonizado por um comediante decadente com sérios problemas para escolher bons papéis no cinema. É o Eddie Murphy, o cara que fazia  a gente rir,  lá no longínquo anos 80. Ok, estou mentindo para deixar o texto mais “exagerado”  rsrs, seu último bom filme data de 1999, Os Picaretas, mas mesmo assim, já faz um tempinho né!? Em A Thousand Words, ele interpreta um personagem que tem apenas mil palavras para falar antes de morrer – olha que genial! A “história” é a cara do Murphy , uma desculpa perfeita para ele fazer  aquelas  suas caretas que já estamos cansados de ver. Só com o trailer já cansei da cara do indivíduo, imagine assistir o filme inteiro.


4- Marley e eu 2: Filhote encrenqueiro

Não tem Jennifer Aniston, nem Owen Wilson, e nem é o mesmo diretor, e  pra piorar,  o Marley até fala! WHAT? Preciso falar mais? Pouparei minhas digitais aqui.


5- Restart – o filme


Juro que ainda penso que este filme – é em 3D gente, sério? -  é uma brincadeira de mau gosto dos fãs da banda, assim como o pôster do filme foi criado por algum adolescente apaixonado pelos coloridos....Não sei você, mas  continuarei pensando que este filme é só um Blá blá blá advindo das redes sociais, ou um pesadelo, um sinal de que o juízo final está chegando...


O reconhecimento de Ryan Gosling


O ano que passou foi decisivo e muito importante para a carreira de um certo jovem ator canadense de olhos verdes-azulados, rosto comprido e com uma feição levemente engraçada, me refiro a Ryan Gosling. Em 2011, ele esteve presente nos cinemas três vezes, com o drama Namorados para Sempre, a comédia Amor a toda Prova e o thriller Tudo pelo Poder, suas atuações foram elogiadas em todos eles, incluindo o ainda inédito no Brasil, Drive.


E para finalizar o ano com boas notícias, ele ainda foi indicado DUAS vezes ao Globo de Ouro, como melhor ator por Tudo pelo Poder  e melhor ator de comédia por sua atuação em Amor a toda Prova. É por esse reconhecimento da crítica e do público que indicaremos a seguir, seus melhores filmes e os papéis mais marcantes no cinema, trabalhos que provam o talento e a versatilidade do ator.

- Um professor de história afundado nas drogas (Half Nelson, 2006)


Depois de emocionar meninas e marmanjos com o ótimo Diário de uma Paixão, Gosling foi indicado ao Oscar pelo longa independente Half Nelson. O filme conta a história de Daniel, viciado em drogas e professor de uma escola situada na região do Brooklyn. Ele torna-se amigo de Drey, uma aluna negra de 13 anos após ela encontrá-lo no banheiro numa situação, digamos, constrangedora. O longa apresenta de maneira lenta e singela o desenvolvimento da amizade entre ambos. Aos poucos, Daniel e Drey vão percebendo que apesar de estranha, a parceria entre eles pode ser essencial para um futuro mais suportável na vida dos dois.

- O depressivo que se apaixona por uma boneca de silicone (A Garota Ideal, 2007)



A Garota Ideal (Lars and the Real Girl) é um filme esquisito e a atuação de Ryan aqui é memorável. O ator interpreta Lars, um cara tímido e aparentemente sem vontade alguma para viver. Este cenário muda quando ele compra pela internet uma boneca de silicone, a Bianca, até aí tudo bem, mas ele acredita piamente que ela é uma mulher de verdade. Em resumo, toda a cidade é obrigada a tratar Bianca como um ser humano para não abalar a condição psicológica do rapaz. A Garota ideal é original e muito agradável, com situações bem engraçadas. Uma pérola a ser descoberta. 

- Um namorado alcoólatra sem ambição (Namorados para Sempre, 2010)



Uma representação nada otimista, realista e muito dolorida sobre o casamento ou a vida a dois. Alternando o passado feliz com o presente cheio de crises do casal formado por Dean e Cindy, Namorados para Sempre (Blue Valentine) traz atuações assombrosas de Michelle Williams e de Gosling, e vou logo avisando, assista ao filme se você é daquelas pessoas inabaláveis, que não têm suas emoções influenciadas fortemente por uma história fictícia e se estiver muito de bem com a vida, e claro, se solteiro equivaler ao seu estado civil atual. 


- O galanteador com o corpo perfeito aparentemente modificado no photoshop (Amor a Toda Prova, 2011)



Uma adorável e divertida história sobre relacionamentos. Amor a toda Prova (Crazy, Stupid, Love) tem um elenco fabuloso,Steve Carrell, Julianne Moore e a simpática Emma Stone, mas a parte cômica é todinha do bonitão Jacob, vivido por Ryan. Aqui ele interpreta o galã que dá umas dicas de moda e de como se comportar diante de uma mulher ao personagem de Carrell, um recém-separado e devastado após saber da traição da mulher. Certamente é um dos melhores filmes do ano passado, e que apesar do título em português não ser nem um pouco original, o roteiro desvia-se de alguns clichês apesar da premissa parecer já explorada em outras produções. 

- O assessor de imprensa ganancioso (Tudo pelo Poder, 2011)



Neste thriller de George Clooney, Gosling encarna o assessor de imprensa da campanha política do governador Morris, vivido por Clooney. Apaixonado por política, Stephen (Gosling) vai trocando sua obsessão pelo trabalho por uma sede insaciável pelo poder, criando vários inimigos na jornada. Sua decaída para o “lado negro da força” é sentida e vista na expressão e nos olhos brilhantes do ator/personagem. Tudo pelo Poder (The Ides of March) prova - de novo - o talento de Clooney para a direção, além de mostrar os bastidores de uma campanha política e o papel fundamental que tem a comunicação neste cenário.

Quer mais Ryan? Confira o trailer do aguardadíssimo Drive, previsto para fevereiro, se a distribuidora não adiar novamente.






Enquanto outros atores da mesma geração de Gosling estão se aventurando em filmes de super-heróis, Ryan encarnou o "herói" na vida real. Veja o vídeo no qual ele interfere numa briga de rua em Nova York!


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...