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24 de fevereiro de 2012

Filmes que NÃO mereceram o Oscar!



Domingo, dia 26, é dia de Oscar. E por isso resolvi fazer um post especial, não com os filmes vencedores ou sobre os injustiçados pela Academia, cuja lista é infinita, mas com algumas "burradas" da premiação mais importante do cinema. O tema aqui é sobre aqueles filmes que ganharam o maior prêmio da noite, o de Melhor Filme, injustamente. Nas linhas seguintes, jogarei toda minha frustração e indignação em relação a esses equívocos inesquecíveis. 


Crash -  No Limite (2005) – Podem me apedrejar à vontade, mas a credibilidade da premiação desceu ralo abaixo ao dar o Oscar de Melhor Filme para este drama irregular com cara de thriller que passa no Supercine. Até Jack Nicholson, que apresentou o prêmio,  não acreditou  no que estava lendo e quando abriu o envelope, ele soltou um “Uau”, sua reação por si só, já diz bastante coisa. Estranhamente, o Oscar de Melhor Diretor ficou com o Ang Lee, pelo excelente O Segredo de Brokeback Mountain. Este prêmio nos enganou, pois geralmente quem ganha o prêmio de Direção, vence na categoria de Melhor Filme também, mas não foi o que aconteceu. Bom, o maior concorrente de Crash era Brokeback Mountain, um drama melancólico de temática gls. Não é preciso dizer mais nada.




Shakespeare Apaixonado (1998) – Outro caso similar. Este longa ganhou na categoria de Melhor Filme, mas perdeu a de Melhor Diretor. Este prêmio foi para Steven Spielberg, merecidamente pelo O Resgate do Soldado Ryan, que deveria também ter vencido ao invés dessa comédia romântica insossa. Shakespeare Apaixonado não é ruim, mas o drama de guerra é sem dúvida, mais perfeito que este. Nós, brasileiros, temos outra razão para não gostar desse filme,  Gwyneth Paltrow roubou o Oscar de Melhor Atriz que deveria ser da nossa querida Fernanda Montenegro, pelo papel em Central do Brasil. Foi um ano péssimo e repleto de filmes chatos.




Uma Mente Brilhante (2001) – Esta biografia de John Nash interpretada brilhantemente por Russel Crowe é o típico filme-Oscar, bem redondinho, baseado numa história real, com um protagonista excêntrico e tal. O longa levou 4 prêmios, incluindo Melhor Filme, mas ele tinha um concorrente de peso e bem superior,  uma obra inovadora, psicodélica e colorida  que ressuscitaria um gênero que por um longo tempo permaneceu no limbo, o musical. Estou falando da obra-prima  de Baz Luhrmann,  Moulin Rouge. Após este musical pop estrelado por uma linda Nicole Kidman, o cinema não foi mais o mesmo,  suas influências perduram até hoje.





Carruagens de Fogo (1981) -  Vi este filme há algum tempo, e ao término da fita não encontrei motivos para ele ter vencido na categoria Melhor Filme. Penso eu, se este  foi o vencedor, imagina o naipe dos concorrentes.  Este tipo de pensamento não vale muito para o Oscar, como já podemos perceber no histórico apresentado aqui, mas havia sim um grande filme no páreo naquela época, Os Caçadores da Arca Perdida, de Steven Spielberg. Então você me pergunta: Um blockbuster? Sim, e daí? O fato de ser um blockbuster não significa que ele não possua qualidades. Premiar um filme de aventura, uma grande produção que não tenha um tom sério, ainda continua sendo o maior preconceito dos vovôzinhos da Academia. Eles temem que a seriedade da premiação fique comprometida. Oh please! O filme de Indiana Jones  é uma aventura perfeita, bem dirigida, e muito melhor que esse e todos os outros indicados.





Guerra ao Terror (2009) -  Podem me processar, mas o Oscar deveria ter ido para Avatar. Este drama sobre homens anti-bombas – que ninguém viu – funcionou mais como um pretexto para laurear a diretora Katryn Bigelow, pois ela se tornou a primeira mulher a ganhar o prêmio de Direção. Ok, Katryn mereceu o “careca dourado”, mas o troféu de Melhor Filme tinha que ir para Avatar. O longa de James Cameron merecia não só porque faturou alto e encheu o cofre dos executivos de Hollywood, e que por causa de seu sucesso absurdo, milhares de filmes pequenos devem estar recebendo financiamento até hoje. Outra coisa,  a inegável contribuição que a  película representou para o cinema, não falo apenas do 3D mas de toda a tecnologia desenvolvida para a aventura dos povo azulado. Ah, e ainda tem todo aquele discurso ambiental tão em voga atualmente. Mas esbarramos naquela questão novamente. O preconceito contra os  filmes de grande orçamento. Os votantes da Academia ainda possuem uma visão conservadora, limitada e acanhada do mundo cinematográfico, e isso deve mudar o mais rápido possível.  Nesse mesmo ano, até a vitória de Bastardos Inglórios, de Tarantino, seria mais justa, mas acho que tinha sangue demais para os engravatados. Mas agora me digam, passaram-se já 3 anos, alguém ainda se lembra, ou assistiu  Guerra ao Terror?



Minha aposta para o Oscar de Melhor Filme deste ano vai para Os Descendentes, Meia-Noite em Paris e  A Invenção de Hugo Cabret. Mas se O Artista levar o troféu, não será tão ruim assim. 

17 de fevereiro de 2012

5 séries para você esquecer da folia do carnaval!


O Cinemidade selecionou 5 ótimos seriados para você que não curte ir atrás do trio elétrico, tampouco gosta de cair no samba e odeia as transmissões dos desfiles na Sapucaí.

 Se passar o feriadão estirado no aconchego do sofá é tudo o que pretende fazer, esse post é todo seu, leitor. Selecionei 5 programas que farão você se divertir sem sair de casa. Escolhi séries de estilos bem diferentes, destinadas a faixa etárias distintas, a fim de abranger um público maior e para ninguém se sentir "excluído" hein.  Então, esqueça o tumulto do carnaval e veja as dicas:



1- Awkward – Comédia adolescente desbocada e politicamente incorreta sobre a vida de Jenna Hamilton, uma garota que passa de “a invisível do colégio” para a “louca-suicida” depois de quebrar o braço num acidente no banheiro.  A série da MTV tem todos aqueles estereótipos típicos de comédias teen,  a protagonista “loser”,  o bonitão popular pelo qual ela é apaixonada e a rival implicante, que aqui difere um pouco, ela não é loira e gostosa, é morena e se sente culpada por suas formas arredondadas.  Mas o ritmo ágil de Awkward e as situações bizarras e divertidas em que Jenna e seus amigos sofrem,  livram-na de cair na armadilha dos clichês, e  aos poucos a série vai criando  a  sua própria “cara” e seu jeito deturpado de mostrar a adolescência e todos os momentos e sentimentos típicos desta fase. A trilha sonora descolada com o melhor do rock/pop/indie atual,  e o carisma da personagem principal faz da série um programa pra lá de descontraído.  A série já encerrou a primeira temporada, a segunda deve ter início este ano. Clique aqui e  veja um trailer "falso", mas bem mais completo que o oficial.





 2- Six Feet Under  (A Sete Palmos) – De uma série teen para uma produção adulta, mais sombria e com aquela qualidade HBO.  Exibida de 2001 a 2005, este  premiado seriado de humor negro apresenta uma família proprietária de uma funerária e mostra a rotina no local, como a visita diária de pessoas,  geralmente abaladas após a morte de um ente querido, e que precisam de ajuda para organizar o velório. Ok, a história pode parecer mórbida, mas nem por isso deixa de ser divertida. Michael C. Hall (antes de viver o serial killer Dexter) é um dos protagonistas da série, ele interpreta David, um homossexual reprimido que tem um caso com um policial. Temas como a morte, religião, homossexualismo e drogas são abordados aqui. Para quem curte um programa original, com humor negro e bem incomum, Six Feet Under é uma boa opção. Todas as temporadas já estão disponíveis em DVD. Assista a um vídeo do drama.






3- Fringe A melhor série de ficção científica da atualidade, isso é a coisa mais fácil de dizer sobre o programa, porque é difícil comentar sobre Fringe quando a cada temporada a série muda de foco e nos apresenta a uma narrativa totalmente diferente da temporada anterior. Criada por J J Abrams, o mesmo de Lost, a série começou um pouco irregular, mas a partir do final da primeira temporada foi ficando cada vez melhor, mais intrigante  e viciante. Em um resumo bem superficial mesmo, a trama principal trata de uma divisão do FBI, a Fringe, que é responsável por casos sobrenaturais e de natureza desconhecidas. A descoberta de uma “realidade alternativa” dá uma reviravolta incrível na história e que surpreende até hoje, em sua quarta temporada. As três primeiras temporadas já saíram em DVD por aqui. Veja o trailer legendado do thriller.






 4- Modern FamilyEsta é a série que anda roubando todos os troféus nas últimas premiações de TV,  merecidamente.  Modern Family tem  11 personagens fixos que formam os  3 núcleos familiares. Tem o casal Phil e Claire com seus três filhos adolescentes, o casal gay Mitchell e Cameron com a filhinha vietnamita adotada, e por fim, tem o Jay, o patriarca da família, casado com a exuberante Gloria, uma colombiana bem mais nova que ele e mãe de um menino super adulto chamado Manny. Difícil dizer qual parte da família é a mais engraçada, porém, arrisco a dizer que Phil, o pai dos adolescentes, tem mais momentos memoráveis. A cena em que ele canta e dança uma música do High School Musical na frente dos filhos, só para mostrar que é o “pai antenado”, é impagável. Esta comédia familiar muito moderna é uma delícia de ver. Risadas garantida,  pode apostar que serão os 20 minutos mais rápido e mais engraçado do seu dia. Ótima para esquecer o carnaval e a rotina. Assista a essa hilária cena de mímica.






5- AliasQue tal um pouco de ação e conspiração? Antes de Lost, J.J. Abrams já tinha criado uma das séries de espionagem mais bacana dos últimos anos, e ainda lançou  Jennifer Garner ao estrelato.  Sidney Bristow, vivida por Jennifer, é uma espiã dupla da CIA, que foi recrutada quando ainda estava na faculdade. Seu maior problema -  e o do espectador também - é saber em quem confiar, essa sensação de insegurança que acomete a personagem é algo recorrente em toda a série. A trama é recheada de cenas de luta e reviravoltas na história (que fica mais complexa a cada temporada), mas a melhor coisa mesmo é ver Sidney em ação, esbanjando sensualidade e fica melhor ainda quando ela se disfarça dos mais variados tipos para conseguir o seu objetivo. Alias foi exibida entre 2001 e 2006, teve cinco temporadas, mas confesso, as 3 primeiras são as melhores. Todas já estão disponíveis em DVD no Brasil. Olha aqui um vídeo com os momentos mais eletrizantes da série.


E aí gente. Estas foram as dicas de seriados para você que deseja passar o carnaval na companhia de personagens bem mais interessantes do que alguns foliões né!? Agora é só preparar a pipoca e apertar o play!

14 de fevereiro de 2012

O Artista e seus protagonistas risonhos




Indicado a 10 Oscars, O Artista, filme mudo francês – mas com atores coadjuvantes hollywoodianos –  merece sim todas as nomeações e prêmios que tem angariado ao longo dos últimos meses, merece crédito pela originalidade e pela ousadia, convenhamos, fazer um longa a la anos 20 em plena época onde o 3D predomina,  é no mínimo corajoso.  Porém, não é o meu favorito para levar o Oscar de Melhor Filme, minha torcida é para Os Descendentes.

O Artista (The Artist, 2011) é descaradamente uma homenagem ao cinema, pois narra uma das evoluções que a sétima arte sofreu na década de 20, o advento do som.  Ambientado entre os anos 1927 e 1932, justamente na época do desaparecimento dos filmes mudos e o surgimento e a popularização dos filmes com sons, que se passa a história do longa de Michel Hazanavicius.

Jean e Bérénice sorriem em P/B.


O francês Jean Dujardin,  está perfeito como o charmoso ator George Valentim, galã dos filmes mudos e que perde seu “espaço” na indústria cinematográfica ao se recusar - orgulhoso do jeito que é - a atuar em filmes sonoros. Seu posto de “queridinho do cinema” é tomado pela sua fã Peppy Miller, interpretada com graça pela linda Bérénice Bejo, que por curiosidade, é franco-argentina nascida em Buenos Aires, e participou do filme Coração de Cavaleiro

Aliás, esta dupla de protagonistas, ambos de sorrisos encantadores e marcantes, é a alma do filme francês. A fotografia é linda, a trilha sonora, como não poderia deixar de ser, é fantástica, mas O Artista  não teria tanto brilho se não fosse pelo talento da dupla principal. E se Jean ou Bérénice levarem o Oscar, será muito bem merecido.



Ah, e tem o cachorro. O fofo Uggie, esse é seu nome, não está indicado ao prêmio da Academia, óbvio, mas já abiscoitou um prêmio por sua “roubada” de cena no filme. Ele ganhou o “Coleira de Ouro”,  Golden Collar,  premiação voltada para as estrelas caninas de Hollywood. Muito bem Uggie.

O Artista começa bem, com o Valentim esbanjando sorrisos largos e enquanto Peppy ainda é só uma fã do astro. Mas o drama começa a cansar no momento em que a carreira do protagonista entra em decadência e a trama toma caminhos bem previsíveis. Aí, a sensação de que já vi essa história antes me acomete, com a diferença de que o filme agora é mudo e em preto e branco.

Bérénice e Jean sorriem em cores também.


Mesmo com essas ressalvas, O Artista, é aquela filme que não se deve julgar pela capa, não é recomendado apenas para cinéfilos e saudosistas, é perfeitamente indicado para esta nova geração, e que muito provável nunca tenha assistido a um filme mudo, possivelmente só conhecem Tempos Modernos com Charles Chaplin, só porque o professor pediu para fazer uma resenha sobre ele. 

É sim uma agradável película, travestida de homenagem ao cinema ou de crítica ao mundo dos espetáculos, cujo maior triunfo é de seus protagonistas. Estes sim, devem ter um futuro mais promissor em produções hollywoodianas daqui para frente.

9 de fevereiro de 2012

Tom Hardy em dose dupla!


Bronson e Guerreiro. Dois filmes que mostram os motivos de Christopher Nolan ter escolhido o ator para viver o vilão do novo Batman

 
A distribuidora perdeu muito dinheiro ao não lançar Guerreiro (Warrior, 2011), drama familiar sobre dois irmãos lutadores de MMA nos cinemas. Motivo? O esporte MMA (Artes Marciais Mistas) está em evidência e porque o filme tem poder suficiente para agradar tanto aos admiradores do vale-tudo, quanto aqueles que desconhecem o esporte, afinal, o filme vai além das intensas cenas de luta no ringue.


Guerreiro, já disponível em DVD no país, narra a jornada de dois irmãos separados por conflitos familiares, Tommy (Tom Hardy) e Brendan (Joel Edgerton), ambos lutadores de MMA, que devido a  algumas circunstâncias retornam ao ringue. Nick Nolte (indicado ao Oscar pelo seu papel aqui) é o pai negligente e alcoólatra dos lutadores.

Gavin O´Connor (diretor de Força Policial) usa o estilo documental para filmar as incríveis cenas de lutas, tornando-as realistas e impressionantes. É inevitável não gritar, xingar, pular, torcer pelos irmãos na hora do combate violento.

O drama dos personagens e as cenas de luta são priorizadas no longa, e o fato de ambos personagens já terem no passado uma relação com o MMA, quase excluiu da história as cenas de treinamento, ato que pode ser rejeitado para quem pensa que o filme vai mostrar uma visão mais profunda do esporte. 


Tom Hardy, pela sua cara típica de Bad Boy e aquele físico monstruoso (que já podemos notar nas fotos de divulgação de Batman: The Dark Night Rises), presta uma enorme densidade ao seu personagem,  porém,  quem rouba a cena é o seu colega de cena, Joel Edgerton, que interpreta o irmão Brendan, o professor, cuja atuação convence mais e tem aquela simpatia e carisma que falta no irmão. 

Ressalvas à parte, Guerreiro é imperdível, comovente, uma história bem contada que seduz o espectador desde os seus primeiros minutos. Veja o trailer.



Insano,  insólito,  e com um estilo bem próprio, Bronson (2008) nos faz lidar com emoções bem diferentes daquelas do drama de MMA. Dirigido pelo diretor do recente Drive, Nicolas Winding Refn, o longa  é baseado numa história verídica de Michael Peterson, considerado o prisioneiro mais violento do Reino Unido.


Tom Hardy interpreta o tal Bronson do título, o homem, o mito, a celebridade. O rapaz teve uma infância normal, na escola, sofria bullying de alguns garotos, mas na hora da briga ele nunca era a vítima. No decorrer do tempo, ele foi tomando gosto pelas brigas e aos 19 anos foi preso por roubar alguns poucos dólares de uma agência de correio. Pegou sete anos de prisão.  Foi no presídio que ele adotou o codinome de Charles Bronson – em homenagem ao ator de filmes de ação -  e se “apegou” estranhamente ao confinamento. No total, ele ficou preso por 34 anos, 30 deles,  ficou recluso na solitária.


O filme não segue uma narrativa comum e passeia pela mente perturbada do protagonista. As cenas em primeiro plano de Bronson, diante de uma plateia, onde conta a sua história fazendo caras e caretas, são as melhores cenas de Bronson, graças ao seu  talentoso intérprete. Ao contrário de seu papel em Guerreiro, aqui Hardy brilha indiscutivelmente, ele é o maior trunfo do filme, sem a  sua atuação inspirada de um anti-herói psicótico e tão complexo, a fita não teria tanto impacto.


O mais incrível é que esta história absurda é real, o cara realmente existe e está vivo até hoje. Bronson, o filme, ás vezes nos dar a impressão de que o diretor deixou muita coisa de fora acerca do personagem, pois Charles Bronson é uma figura bastante conhecida lá no Reino Unido há décadas, influenciou muitos outros prisioneiros a fazerem manifestações e inspirou várias obras literárias.

Porém, o retrato psicológico dado por Refn surpreende, resulta numa produção interessante, diferente, repleta de cenas de violência, nudez frontal, com um personagem de caráter único, cujo gesto de afeto era o equivalente a dar porrada em quem aparecesse no seu caminho.

Esta obra é rara de se encontrar no mercado brasileiro, mas assista ao trailer e fique com um gostinho.





7 de fevereiro de 2012

ESPECIAL: Eu, o cinema, a Xuxa e algumas curiosidades!



 Aproveitando que hoje, dia 7 de fevereiro, é meu anivérsario (Eeeeeh), resolvi  fazer um post diferente, original, e um pouco pessoal, pois gostaria que vocês,   leitores, me conhecessem um pouco mais, principalmente em relação à influência que o cinema teve e têm na minha vida. Fiquem à vontade para comentar, xingar, me parabenizar, reclamar -  só não pode falar mal da Xuxa tá, brincadeira! Vamos lá.


7 filmes que marcaram minha vida

Super Xuxa contra o Baixo Astral (1989) – Minha primeira ida ao cinema – que emoção -  foi para ver esta produção nacional protagonizada por Xuxa e Sérgio Malandro.  Pois é, verdade, e não nego. A loira estava no auge, e como cresci vendo o Xou da Xuxa, não tinha como não vê-lo. É um bom filme, acreditem,  se comparado com as últimas produções da Xuxa, no qual pseudo-cantores  e dançarinas são recrutados apenas para disfarçar a história batida  e a falta de originalidade.


Conta Comigo (Stand By Me) – Este é um clássico da Sessão da Tarde. Aqui está o primeiro filme que me fez chorar, e  ainda me fez refletir sobre a vida e  as amizades, tudo isso ao som de Stand By Me, que toca nos créditos finais.




Contatos Imediatos do Terceiro Grau (1977) – Minha obsessão/interesse  por extraterrestres e por esse mundo da ficção científica, começou por causa desse filme do Spielberg. Até sonhei que eu tinha sido abduzido, rsrs. Na verdade, não tenho certeza de que foi um sonho, rrsrs, esquece!



Homens de Preto (1997) -  Aqui começa a minha paixão pela sétima arte. A mesma pessoa que me levou para ver aquele filme da Xuxa, também foi a responsável pelas  duas horas de diversão, garantida pelo Will Smith e Tommy Lee Jones.  Desde o Baixo Astral da Xuxa, eu só tinha ido ao cinema uma ou duas vezes no máximo. E foi assim, que teve  início o meu hábito de ir ao cinema nos fins de semana, depois, ou antes de passar no McDonald´s , claro.


Ben-Hur (1959) – O primeiro épico grandioso  que assisti. Apesar de ter sido feito nos anos 50, o filme não aparenta ter a idade que tem, e continua surpreendente. Confesso, não foi fácil ver esta produção que tem quase  4 horas de duração.





A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça (1999) – Tim Burton é demais. E só me dei conta disso ao me deparar com o magnífico visual sombrio dado a esta obra. Aqui, eu comecei a prestar mais atenção na direção de arte, na fotografia dos longas,  além de admirar mais ainda o jeito bizarro e “gótico” de ser do Burton. 




Donnie Darko (2001)  – A complexidade da trama deste longa independente me fez buscar filmes mais cerebrais para ver, queria exercitar mais a mente né gente.  É, desde então, o filme que mais vi na vida, e  nunca me canso.





7 filmes favoritos (escolher apenas sete,  foi uma tarefa árdua.)



Na Natureza Selvagem (foto)
Matrix
Donnie Darko
Psicose
Billy Elliot
Scott Pilgrim contra o Mundo
O Labirinto do Fauno


7 filmes que odeio (por razões diversas)


Vanilla Sky
Encontro Marcado
Lua Nova – Saga Crepúsculo
Filmes de paródia (Espertalhões, Todo Mundo em Pânico 2, 3, 4...)
Filmes com Adam Sandler (com exceção de O Paizão)
Bad Boys 2
Batman & Robin


7 seriados maravilhosos e que influenciaram muito minha vida


Smallville
Arquivo X
Nip/Tuck
Lost
Taken
Doctor Who
The O.C


7 trilhas sonoras mais ouvidas


Across The Universe
Billy Elliot
Moulin Rouge
Corra Lola Corra
Quem Quer ser um Milionário?
Na Natureza Selvagem
Smallville

  
7 filmes que me fizeram chorar


O Senhor dos Anéis: o Retorno do Rei
À Espera de um Milagre
Conta Comigo
50% (50/50)
Na Natureza Selvagem
Milk – a voz da igualdade
Armageddon

4 de fevereiro de 2012

Emma Stone - A Nova Queridinha do Cinema






Eu era invisível aos olhos do sexo oposto, se o Google fosse um homem, ele não me acharia nem se eu estivesse vestida de prédio de dez andares.” 

Olive. (personagem de Emma Stone em A Mentira)





Essa frase certamente não se aplica mais à interprete de Olive, a  atriz Emma Stone, uma ruiva dona de uma voz peculiar e um sorriso encantador, até então, considerada pela imprensa mundial, como a mais nova namoradinha da América. E é? Claro que sim. Seus últimos quatro filmes foram sucessos de bilheteria e de crítica, o que comprova o seu carisma e talento. Com a estreia de seu novo filme esta semana, Histórias Cruzadas – indicado a  4 Oscars – e a sua vinda ao Brasil neste fim de semana para divulgar O Espetacular Homem Aranha, óbvio que ela merece um post todinho seu, com os papéis mais importantes e filmes mais divertidos. Logo, você vai entender o porquê de ela ser tão querida.



A Casa das Coelhinhas (The House Bunny, 2008) - É aquele tipo de filme recheado de clichês,  a  gente sabe como a história vai se desenrolar  e como será o seu desfecho, mas mesmo assim, esta comédia protagonizada por Anna Farris  - ótima, por sinal -  é um passatempo bem agradável.  Shelley (Anna) é expulsa da mansão da playboy e vai parar numa casa de universitárias desajeitadas, entre elas, está a nerd Natalie, vivida pela Emma, que quase rouba a cena da coelhinha. Vale conferir.


Zumbilândia (Zombieland, 2009) – Sucesso absurdo lá nos EUA, essa comédia de terror não só nos mostrou um olhar diferente e bastante original sobre os zumbis, mas colocou Emma Stone nos holofotes dos poderosos de Hollywood. Morena e  caçadora de zumbis implacável, Stone tornou o mundo apocalíptico mais divertido e bem menos assustador. De lá para cá, a atriz protagonizou apenas sucessos de bilheteria. 



A Mentira (Easy A, 2010) O meu filme preferido da ruivinha, e talvez, o favorito de muita gente. Essa comédia teen lançou definitivamente a atriz ao estrelato. No seu primeiro papel como protagonista,  Stone não decepciona e está apaixonante como Olive, a garota que fica mal falada no colégio quando conta para a sua amiga que perdeu a virgindade. Claro que logo o colégio inteiro fica sabendo e a situação só piora a cada instante. O humor sarcástico de Olive, seus depoimentos acerca dos boatos, a homenagem aos clássicos juvenis dos ano 80, fazem de A Mentira uma deliciosa película, com conteúdo e muito divertida. Já falei muito bem do filme aqui no blog, clica aqui! 

Amor a Toda Prova (Crazy, Stupid, Love,  2011) - Encontrar uma comédia romântica que não seja um retalho de todo tipo de clichês é cada vez mais difícil, Amor a Toda Prova, felizmente, foge dessa armadilha e resulta num filme descontraído e comovente. Steve Carrell e Julianna Moore  são os personagens principais. Emma - esbanjando formosura - e Ryan Gosling, hilário, formam o par romântico mais jovem e a química entre eles é perfeita. 



Não só de comédias vive a nossa querida homenageada, Emma Stone está agora nas telonas com o drama Histórias Cruzadas (The Help, 2011). E não para por aí. Em 2012 ainda a veremos em O Espetacular Homem Aranha e no filme de máfia The Gangster Squad (fotos abaixo), no qual ela contracena com Sean Penn e com Ryan Gosling, novamente.
  



Stone disse uma vez que não deixará o sucesso subir à cabeça, ela não quer ser uma Lindsay Lohan da vida e tem consciência de que logo aparecerá outra ruiva de 22 anos aí para ocupar o seu lugar. OK, Emma, pode até ser, mas com a sua voz e seu jeitinho sarcástico de ser, não existirá outra igual.

1 de fevereiro de 2012

Os Descendentes e a corrida de Clooney



A corridinha de George Clooney pelas ruas da vizinhança em Os Descendentes, já é o suficiente para ele levar o “careca dourado” de Melhor Ator no próximo dia 26 de fevereiro na cerimônia do Oscar.

Clooney está estupendo, despido da imagem de galã e daquele sorriso encantador que ele sempre está exibindo frente às câmeras, não que ele seja exibido, é pura simpatia mesmo. Não sei por que a imprensa adora “superlativar” as coisas, afirmando que esta é  “a melhor atuação da carreira de Clooney”, porque não é, é sim, mais  uma das suas brilhantes atuações, ele também estava muito bem em Syriana, Amor sem Escalas,  Onze Homens e um Segredo...

Bom, esse enfoque exacerbado no ator, que ás vezes até esquecem o filme propriamente dito, rendeu um bem humorado cartaz publicado no site The Shiznit, no qual  cartazes dos longas indicados ao Oscar recebem “frases divertidas”  e muito sinceras sobre os favoritos da premiação. O pôster de Os Descendentes, nesta versão irônica (foto abaixo),  vem com os dizeres: “Olhe, George Clooney é um bom ator”. Quer saber o que os outros cartazes dizem? Clique aqui! O resultado é hilário.



Retornando ao tema principal. Ok, o ator/diretor está excelente em Os Descendentes (The Descendants, 2011), é fato,  mas  não carrega o filme sozinho. Shailene Woodley, que interpreta Alex, a filha adolescente de Matt King (Clooney), também brilha ao lado do galã, seja nos momentos dramáticos ou nos cômicos. A garota já pode ser considerada um “tesouro” encontrado, e com um futuro promissor na telona, já que na telinha, ela já é um pouco conhecida, é  protagonista da série teen,  A  Vida Secreta de uma Adolescente Americana.

George e Shailene: química irretocável.

E o filme? Bom, indicado a cinco Oscars (Filme, Ator, roteiro adaptado, montagem e diretor  para Alexander Payne) Os Descendentes narra o drama de Matt, descendente de uma família rica e advogado, que tem de lidar com as duas filhas mal educadas e  “auto destrutivas”, depois que sua mulher sofre um acidente e entra em coma. A situação piora quando ele descobre que a mulher o estava traindo. O que ele faz? Ele sai correndo pelas ruas da vizinhança. Esta cena bastante divertida, é desde já antológica, inesquecível.

A relação  entre Matt e as filhas sempre foi algo distante, por isso há um esforço de sua parte em educá-las, além de se "espantar" ao perceber o quanto são desbocadas. Este é o plot principal da película, e responsável pelos momentos de risos e choros.

Quem disse que é fácil ser pai?

Apesar de ser um drama, e abordar temas nada fáceis, a trilha sonora suave e havaiana e o cenário paradisíaco do Havaí como pano de fundo, faz desse favorito ao Oscar, um filme gostoso de ver,  leve, descontraído, simples.  Payne merece todo o crédito por contar – com sucesso - uma história singela, acima de tudo, humana, sobre temas tão subjetivos como o autoconhecimento, a paternidade, tolerância, questões financeiras e principalmente, sobre aquele momento quando a vida pede algumas mudanças.
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