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27 de setembro de 2011

CINEMA PERDE ASTROS PRO CENÁRIO MUSICAL


Confira quais os atores de Hollywood que “sucumbiram” - momento sarcástico aqui - à indústria fonográfica. Alguns deles possuem uma carreira musical bem mais sucedida que aquela nas telonas, outros, surpreendentemente, se saem muito bem cantando e atuando simultaneamente.






Jared Leto



No cinema: O ator se mostrou talentoso no cult Réquiem para um sonho (2000). É seu melhor filme desde então. Leto também participou de Clube da Luta (1999) e O Senhor das armas (2005). Seu último trabalho como ator foi no esquisito e complexo Mr. Nobody, de 2009.


Na música: Aaah, sua carreira de cantor vai muito bem, obrigado. Jared, ao lado de seu irmão, Shannon, lidera uma das bandas mais bem sucedidas do momento, o 30 Seconds to Mars. Ele não é apenas cantor, o leader man, ele escreve as músicas, roteiriza, produz e dirige os excelentes vídeos da banda, usando o codinome de Bartholomew Cubbins.


Melhor cantando ou atuando?
Cantando (não que ele seja um ator ruim, pelo contrário, mas...). O último álbum da banda, This is War, vendeu milhões de cópias mundo afora, 30 Seconds tem uma legião de fãs imensa, e a música Kings and Queens é daquelas das mais viciantes. Outro ponto positivo da carreira musical de Leto são os clipes-curtas metragens e super bem produzidos como A beautiul Lie, The Kill, o polêmico e ótimo Hurricane, este aqui abaixo. Alguém entendeu esse clipe?






Jennifer Lopez


No cinema: Vale avisar que – apesar da implicância da crítica especializada de cinema com a coitada - essa moça não é uma cantora que virou atriz, mas o inverso. Ela despontou no drama Selena (1997), que conta a vida real da cantora mexicana Selena Quintanilla - não viu? um ótimo filme hein, indico. Este e o sensual Irresistível Paixão (1998), são os melhores longas de Jenny. A cela (2000), e o thriller Nunca mais (2002) são outros bem bacanas também, embora descartáveis.


Na música: Depois de ingressar na indústria musical com os bons e dançantes On the 6, lançado em 1999, e o seu sucessor, J.Lo , de 2001, a cantora resolveu atuar em centenas de comédias românticas insossas e previsíveis. Priorizando a carreira no cinema, seus álbuns posteriores não se tornaram sucessos de público e nem de críticas. Esse ano, J.Lo voltou realmente às paradas com o hit On the Floor.


E agora? Na telona ou no rádio?Huuumm. Se for para continuar com comédias românticas nada originais, fico com a carreira musical. Ao menos, seus hits dançantes adeptos do “pop descartável, mas necessário numa balada” caem muito bem na vida noturna. Veja o primeiro hit da moça, lá do fim dos anos 90.





Gwyneth Paltrow





No cinema: Essa ganhadora do Oscar é uma atriz versátil e bem querida em Hollywood. Ela protagonizou uma mulher fatal em Grandes Esperanças (1998), uma jovem sem-sal em O Talentoso Ripley (1999), uma gordinha carismática em O amor é cego (2001) e uma mulher forte e atraente em Homem de Ferro (2008). Ela já mostrou a sua voz no filme Duetos (2000), e o contato direto com a música, através de seu marido, Chris Martin, vocalista do Coldplay, talvez a tenham incentivado a experimentar mais profundamente o seu lado musical, que foi visto, ouvido e aprovado em alguns episódios de Glee recentemente.

Na música: Ela se consagrou como cantora de primeira na série Glee, participou de 3 ou mais episódios na segunda temporada e conquistou a todos cantando hits como Umbrella e Forget You. Ela também canta no filme Country Strong (2011) e ainda soltou a voz na última edição do Oscar. Segundo rumores, ela está preparando um álbum, será?

Cantando ou atuando?Os dois. Gwyneth é uma ótima atriz e todo mundo já sabe. Mas agora que ela soltou o gogó, sabemos também que é dona de uma bela voz e leva jeito pra coisa, confira aí:







E no caminho inverso, está o Justin Timberlake, que trocou a carreira musical reconhecida e aclamada pelas telonas, infelizmente.




No cinema: Sua participação em Alpha Dog (2006) e no premiado A Rede social (2010) ainda que como personagens secundários foram até agora, seus melhores momentos no cinema. Esse ano Justin estrelou duas comédias, Professora Sem Classe, no qual atua ao lado de Cameron Diaz, e Amizade Colorida no qual contracena com a linda Mila Kunis - cuja estreia está prevista para essa semana no Brasil. Seu próximo longa será In Time, ficção futurística que tem também Amanda Seyfried. Este é, portanto, o filme mais promissor do cara até agora.
Na música: Ainda não consigo entender o porquê do criador dos dois álbuns mais bacanas do pop atual, Justified de 2002 e o FutureSex/LoveSounds de 2006, discos que foram tão aplaudidos pela crítica e pelo público, simplesmente resolveu ser ator, interpretando papéis em sua maioria, repleto de canastrice. Pow, JT, lança outro álbum inovador aew, só tem mulher no pedaço, kkk!

Então... JT "destruindo" com o seu pop bacana ou na telona fazendo algum papel secundário?




Preciso responder? Pois é....Para relembrar, "cry me a river", a minha preferida.

16 de setembro de 2011

A Árvore da Vida

O filme existencialista não deve agradar a muitos, 
mas é um belo ensaio sobre a vida





A Árvore da Vida (The Tree of Life, 2011) não é um filme “palatável” para o grande público, ao menos para aqueles que esperam dele um drama linear e convencional. O longa de Terrence Malick (Além da linha vermelha) é permeado por questões filosóficas, alguns dizem que é um filme religioso, outros dizem que não, trata-se apenas da história de um homem que questiona a sua vida e a si mesmo. A Árvore da Vida é, a meu ver, um filme sobre a vida, o “viver”. É também sobre culpa, perdão, morte, Deus.


A fita começa com a voz de um narrador fazendo perguntas filosóficas acerca da vida. Somos apresentados ao personagem de Sean Penn, Jack, e logo adentramos em suas memórias aleatórias - sim, as cenas aparecem aleatoriamente - de quando era criança. O filme pode parecer muito confuso para as pessoas não acostumadas com esse tipo de obra existencialista – me incluo nesse meio também, nunca vi Cinzas do Paraíso e Terra de Ninguém do Malick, apenas o “recente” Além da Linha Vermelha, que não gostei, talvez por não ter entendido muita coisa, o mesmo aconteceu quando vi 2001 – Uma Odisseia no espaço. Acredito que eu não tinha “maturidade cinematográfica e bagagem cultural” suficiente para entender ambos os filmes.

Jessica e o ator Hunter, que rouba a cena do elenco adulto.


A Árvore da vida torna-se mais compreensível após a parte “Discovery channel”. Eu explico. Como dito antes, o filme é sobre a vida, o “nascer da vida”, e para exemplificar o longa divaga sobre o nascimento da Terra, do ser vivo, nos mostra a natureza, os planetas, os animais, os dinossauros, erupções vulcânicas, tudo isso numa sucessão de imagens - e cenas - magníficas bem ao estilo daqueles documentários exibidos no canal Discovery ou no Globo Repórter.


Dinossauros: uma das cenas mais bonitas do longa.


Essas imagens se mostram relevantes quando se tem um personagem, o Jack, que se questiona a todo momento sobre a sua vida e sobre si mesmo, um homem que talvez se sinta culpado, que sofreu por não ter “contato” suficiente com o mundo, impedido pelo pai carinhoso, mas muito intransigente, interpretado brilhantemente por Brad Pitt.


Celebrando a vida.

Após aquela sucessão de imagens, a produção foca-se mais na infância de Jack – o personagem de Penn enquanto criança é interpretado pelo ótimo ator Hunter McCraken, - na família, na sua relação tempestuosa com o pai. As cenas concentram-se nas brincadeiras com os irmãos e com a mãe, serena, vivida pela ruiva Jessica Chastain. Ela é a mulher que é toda sorridente com os filhos, enquanto o pai os afasta com seu jeito rígido.




O enfoque familiar torna tudo mais fácil para o espectador, mas essa clareza vai até os 10 minutos finais. Nesse momento, começamos a ter a sensação de estarmos assistindo a uma obra de Chico Xavier, as cenas exalam “espiritualidade” - ou seria “filosofia”?. Enfim, ainda assim, ante as imagens na tela somos “empurrados” para um mar de positividades, uma sensação boa nos preenche, e começamos a questionar sobre tudo, sobre nós, a vida, a morte. E é isso que Malick deseja, que saiamos do cinema com reflexões, que tenhamos uma experiência única.

Celebre a vida e viva-a com veemência. Creio que essa é uma das mensagens transmitidas pela obra, eu sei, é piegas, mas A Árvore da Vida dá margem para muitas interpretações, esta é a minha, e a sua?

11 de setembro de 2011

COWBOYS & ALIENS

Confira os os pontos positivos e negativos dessa grande produção, no qual são os cowboys que roubam a cena, não os aliens





Finalmente chega aos cinemas o aguardadíssimo Cowboys & Aliens (2011), novo filme do diretor de Homem de Ferro Jon Favreau e com um super elenco, Daniel Craig, Harrison Ford, Olivia Wilde, entre outros. O filme foi bombardeado por críticas negativas - é isso que acontece quando se tem expectativas grandes demais - mas nem é tão ruim assim, perto de Lanterna Verde é maravilhoso, é divertido, bem produzido, com boas interpretações e personagens cativantes, apesar de ser bem previsível. Bom, a seguir os prós e contras dessa ficção misturada com faroeste.




Jake acorda sem memória e com uma pulseira bem estilosa!

Pontos negativos: Primeiro, o roteiro com reviravoltas inverossímeis, além de pecar pela previsibilidade. A trama é mais rasa que o pires da casa da minha avó. Pode-se resumir a história assim: homem desmemoriado se junta a cowboys para lutar contra os aliens que atacam uma pequena cidade abduzindo alguns de seus moradores. É isso, claro que tem algumas variáveis ai, mas sua essência é essa. Segundo, uma das reviravoltas que citei envolve a personagem Ella, vivida por Olivia Wilde. Sua personagem é completamente desnecessária - e insossa - , eu sei, ela é linda, mas aqui seu papel serve apenas para formar um par romântico com o protagonista, papel de Daniel Craig. No fim, ninguém se lembra dela.


Olivia deixou a série House para bater um papo com o OO7.

Pontos positivos: O clima de faroeste é a melhor coisa do longa. Dane-se os aliens, os melhores momentos são aqueles em que os "bichos" não aparecem. As cenas de “bang bang” entre os cowboys são bem mais tensas e interessantes que a batalha contra os alienígenas. Outro trunfo do filme é a dupla de protagonistas, Daniel Craig e Harrison Ford. Vê-los em ação dando socos e pontapés já vale o ingresso. Craig se sai muito bem em papéis de homem durão - isso agente sabe né, é só assistir à Cassino Royale - , mas apesar de ele interpretar aqui um tipo semelhante com o agente 007, em nenhum momento sua atuação nos remete ao famoso espião. E Ford...ele continua com um chapéu a la Indiana Jones, mas seu personagem é um pouquinho menos simpático, um vilãozinho interpretado com grande competência pelo ator, e que nos lembra o porquê sempre é bom vê-lo na telona, e claro, além de demonstrar que ainda tem bastante disposição para filmes de ação. A trilha sonora, e claro, os efeitos especiais são outros acertos da película.



OK, e aí? Vale a pena ver o filme?

Claro, Cowboys & Aliens oferece o que a maioria busca: entretenimento, cenas de ação bem elaboradas interpretadas por dois mega-astros de Hollywood. Convenhamos, para a grande parte do público, o roteiro “raso” não é um critério de escolha. O que as pessoas esperam ver mesmo é a ação entre os cowboys e os alienígenas – enquanto se empanturram de pipoca e refrigerante - um final decente e feliz, e isso C&A oferece.

5 de setembro de 2011

Trilogia Millennium: A saga da garota tatuada


Contém leves spoilers!
Maquiagem carregada e sombria, piercings e tatuagem de dragão nas costas, essa é a heroína da trilogia Millennium, baseado nas obras literárias do sueco Stieg Larsson: Os Homens que não Amavam as Mulheres, A Menina que Brincava com Fogo e A Rainha do Castelo de Ar. Lisbeth Salander é a protagonista dos três filmes e a melhor coisa da saga, graças à atuação intensa de Noomi Rapace.



Os atores Michael e Noomi: atuações marcantes

Os livros da trilogia já chegaram há algum tempo nas livrarias brasileiras e assim como na Europa e nos Estados Unidos, tornou-se fenômeno de vendas. As obras fizeram tanto sucesso lá na Suécia, que elas já ganharam adaptações cinematográficas bem-sucedidas por lá. Aqui no Brasil, apenas o primeiro capítulo, Os Homens que não Amavam as Mulheres, foi lançado nos cinemas no ano passado e já se encontra também em formato DVD. As outras duas partes não têm previsão de estreia por aqui, mas graças a nossa querida web, você pode conferir o restante da trilogia.



Os Homens que não Amavam as Mulheres 
(Diretor:Niels Arden Oplev, 2009)




Antes da minha breve análise dos filmes, saibam que não li os livros, ainda.


O primeiro longa foi lançado em 2009 e realizado entre a Dinamarca, Suécia e Alemanha. Aqui conhecemos o jornalista Mikael Blomkvist (Michael Nyqvist) e a tatuada Lisbeth Salander. Mikael é chamado por um homem poderoso para investigar um desaparecimento de quase 40 anos de uma jovem garota. Com o auxílio de Lisbeth, uma incrível hacker e que luta como ninguém, logo a dupla começa a descobrir os “podres” da própria família da moça desaparecida. Somado a essa trama, é mostrado alguns lapsos do passado nebuloso de Lisbeth e a sua relação tempestuosa e violenta com o seu tutor. 

O filme é longo demais e o ritmo é lento, isso pode desagradar a muitos que estão acostumados aos thrillers frenéticos moldados em Hollywood. Para mim, o ritmo arrastado não é um ponto negativo, é algo que o diferencia das obras americanas. Os homens é um thriller comum, com presença de cenas de violência sexual, mas sem inovação alguma, um bom filme de suspense de investigação e com um desfecho surpreendente, bem ao estilo novela das oito – isso é bom. A relação dos dois protagonistas e a interpretação de Noomi são os grandes trunfos do primeiro capítulo. Ainda assim, é a melhor parte da trilogia.



A Menina que Brincava com Fogo (Dir: Daniel Alfredson, 2009)




A segunda parte é mais focada na personalidade complexa de Lisbeth, seu passado sombrio e na conspiração que estão tramando contra ela. Escondida de todos, seu sossego - se é que ela alguma vez teve algum - acaba quando ela é acusada de três assassinatos. Mikael, jornalista obstinado, tenta de tudo para ajudá-la, é o único que acredita que a moça não é uma assassina. Neste capítulo também conhecemos o homem em quem ela “tacou” fogo e suas razões para tal.

É o filme mais curto da trilogia (2 horas de duração), não é cansativo como o primeiro, a trama é mais “enxuta” e repleto de revelações bombásticas. O final sangrento com Lisbeth sendo levada ensanguentada ao hospital serve para deixar o espectador aflito até o próximo e último capítulo. O melhor dessa parte é que começamos a conhecer realmente a personagem principal e o seu terrível passado.

A Rainha do Castelo de Ar (Dir: Daniel Alfredson, 2009)



No último capítulo, a trama trata da recuperação de Lisbeth - que quase morreu no capítulo anterior - e sobre o seu julgamento. Todos os segredos são revelados, conhecemos os motivos dos “velhinhos” que querem colocar novamente a garota tatuada numa ala psiquiátrica e sobre o período que Lisbeth passou no hospício. O filme começa tenso, os “conspiradores” estão desesperados com a possibilidade de os segredos serem revelados pela garota ou pelo jornalista. Mas depois do assassinato de um personagem importante para a trama, aquele ritmo arrastado “dá as caras” novamente. Enquanto Lisbeth está “inativa” se recuperando no hospital, o longa se concentra na investigação de Mikael e na história que será publicada em sua revista Millennium e nas ameaças que sua equipe está sofrendo por causa do caso. 

O filme tem poucos momentos de ação, é o mais sonolento de todos, até começar o julgamento da hacker. Aí sim, o circo pega fogo e ficamos na expectativa de que toda aquela história tenha um final feliz, que Lisbeth seja libertada, que as pessoas que lhe fizeram mal sejam punidas e consequentemente todos os crimes cometidos contra a mulher sejam revelados e interrompidos.


Lisbeth sendo agredida por seu tutor!



É com maquiagem escura, inúmeros piercings na orelha e um visual bem “clubber” - incluindo roupas pretas de couro - que Lisbeth vai ao julgamento, a sequência toda é memorável. Ela age assim para mostrar a todos que é vítima, mas também é destemida, determinada, forte, dona de uma personalidade ímpar e que não esconde o seu verdadeiro eu. 

Após ver toda a trilogia, apenas uma coisa fica na cabeça: a personagem principal. Lisbeth Salander é tão marcante e vivaz, que torna quase impossível ver a atriz Noomi Rapace interpretando uma outra personagem. Como já dito, ela é o maior trunfo da trilogia, contanto, não se deve menosprezar outros elementos dos filmes, por exemplo, a química existente entre os protagonistas, as boas atuações do elenco e a bela fotografia que dá o tom “sombrio” à trama.


Lisbeth vestida "adequadamente" para ir ao tribunal!



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