Páginas

Mostrando postagens com marcador terror. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador terror. Mostrar todas as postagens

13 de maio de 2017

Alien: Covenant


Há cinco anos Ridley Scott retomava a franquia Alien com Prometheus, uma obra indigesta e confusa, ninguém “abraçou” o teor existencialista da ficção que apresenta apenas ameaças e promessas (não cumpridas). Agora, em Alien: Covenant (2017), Scott faz o oposto e literalmente “toca o terror” em um filme visceral e sangrento.

Alien: Covenant não é melhor ou tão bom quanto o original de 1979 (a crítica especializada é muito ingênua ao esperar isso), na verdade, não precisa ser, o mais importante é que Covenant é muito superior a Prometheus. E isso já basta.

28 de janeiro de 2017

Sob a Sombra


O terror de viver no meio de uma guerra, tendo de conviver com explosões e mísseis caindo na vizinhança, parece até fazer parte da rotina de mãe e filha, no entanto, a possibilidade de estar vivendo com “espíritos” na sua própria casa torna o dia a dia muito mais aterrador do que o “clima de pânico” lá fora. Unindo o realismo e o sobrenatural, os dois cenários aterrorizantes, juntos, amplificam a sensação de desconforto e tensão e este é um dos maiores acertos do filme Sob a Sombra (Under The Shadow, 2016), que entra na lista de uma das melhores e mais originais obras de suspense do cinema recente.

Sob a Sombra é um filme iraniano, e tem um estreante na direção, Babak Anvari, que também roteirizou a obra. Ambientado em Teerã, em 1988, durante a guerra entre Irã e Iraque, a história inicia quando Shideh (Narges Rashidi) é impedida de voltar a estudar medicina por causa de suas ações políticas nos anos anteriores. Com sentimentos de revolta, tristeza e impotência, ela faz do lar um lugar de estresse, favorecendo a entrada de espíritos ruins e malignos chamados djinns, que são os demônios da religião islâmica. Com a ida do marido para trabalhar na guerra, Shideh e sua filha Dorsa (Avin Manshadi) ficam sozinhas em casa.



17 de setembro de 2016

Bruxa de Blair (2016)


As atualizações de medo do desconhecido e de claustrofobia foram realizadas com sucesso. O termo clichê “o melhor filme de terror de todos os tempos” é, sem dúvida, um exagero do marketing promocional, mas Bruxa de Blair (Blair Witch, 2016) pode ser um dos filmes mais claustrofóbicos de todos os tempos – há um superlativo para “claustrofóbico”? Seria claustrofobiquérrimo?. Se tiver, aplica-se muito bem a esse reinício – com cara de continuação – da história contada no sucesso de 1999, A Bruxa de Blair. Ah, ignore o deplorável A Bruxa de Blair 2, lançado em 2002, feito com único intuito comercial e totalmente alheio aos acontecimentos do longa original.

Dirigido por Adam Wingard, responsável pelo excelente The Guest – crítica aqui – Bruxa de Blair expande a mitologia do filme original de uma forma verossímil e esperta, inclui novos elementos sobrenaturais – que dá pano pra muitas teorias – e deixa o espectador se contorcendo na cadeira tamanha a tensão e o terror. Outro acerto é que esse filme pode ser visto independente se você viu ou não o primeiro longa.


12 de junho de 2016

Invocação do Mal 2




É muito raro um filme de terror - gênero tão combalido atualmente - fugir das armadilhas do clichê e ainda se sobressair criativamente, Invocação do Mal conseguiu tal feito, mas é muito mais raro uma sequência de uma produção do gênero ser tão boa ou superior à primeira parte, nesse caso, Invocação do Mal 2 (The Conjuring 2, 2016) é o exemplo perfeito. E o culpado por essa revitalização dos filmes de suspense/terror tem um nome: James Wan. Algumas das melhores fitas do gênero dos últimos anos são dele: Jogos Mortais, Sobrenatural 1 e 2, além dos dois Invocação do Mal. O cineasta também se deu bem quando se aventurou em outro gênero e realizou o ótimo Velozes e Furiosos 7, mas é inegável que Wan já se consagrou como a nova cara dos filmes de terror. 


Se você não assistiu ao primeiro Invocação do Mal – que vacilo – mas gostaria de conferir a parte 2, não se preocupe, a trama da sequência é totalmente independente do primeiro longa, mas o demônio da vez  - a freira - é muito mais assustador. Em IM2, Vera Farmiga e Patrick Wilson – brilhantes em seus papéis – revivem o casal de demonologistas Lorraine e Ed Warren, agora famosos pelos seus casos paranormais, a dupla precisa ajudar uma família em um bairro pobre de Londres, que está sofrendo ataques de um demônio, além disso, Lorraine tem que lidar com um outro demônio que a persegue. 


15 de maio de 2016

Hush – A morte ouve




O silêncio pode ser assassino, para a protagonista do suspense Hush – A morte ouve (Hush, 2016), para o espectador, o silêncio que permeia praticamente todo o filme representa uma agonia, uma tortura psicológica. Lançado exclusivamente pela Netflix – já disponível nessa plataforma –, Hush – A morte ouve pode ser considerado um dos melhores filmes de suspense do ano, ao lado de A Bruxa e Boa Noite Mamãe.


Com direção competente de Mike Flanagan (O Espelho), a trama de Hush é bem simplória, cabe em duas linhas: uma escritora surda e muda mora sozinha em uma casa afastada da civilização, sua rotina pacata se transforma em um “filme de terror” quando um mascarado serial killer (John Gallagher Jr.) surge na sua porta.  Apesar da premissa “mascarados invadem casa” ser bem batida – lembra de Os Estranhos? –, essa pequena obra tem seus diferenciais.

14 de março de 2016

Boa Noite, Mamãe






Este ano o gênero terror vem ganhando exemplares surpreendentes com produções independentes de qualidade e que fogem de clichês, principal mal desse tipo de filme. Depois do sinistro e belo A Bruxa, outra produção a se destacar no cenário é o austríaco Boa Noite, Mamãe (Ich Seh Ich Seh, 2014), uma história inspiradora e edificante sobre a maternidade, só que não.


Falando sério. Boa Noite, Mamãe é um pesadelo em forma de filme. Na trama, dois garotos gêmeos residem em uma casa isolada numa zona rural e desconfiam que a mulher rígida que está ali no mesmo teto que eles, com o rosto coberto por bandagens devido a um acidente, não é a sua mãe. Os diretores Severin Fiala e Veronika Franz realizaram uma obra angustiante em que a dúvida sobre a identidade da mãe permeia todo o filme.


7 de março de 2016

A Bruxa – um filme de terror simples e sinistro





O novo filme-sensação de terror, A Bruxa (The Witch, 2016) vai contra a maioria dos filmes recentes do gênero, sem se amparar em sustos fáceis e sangue exacerbado, e esta é justamente sua maior qualidade. O filme de estreia de Robert Eggers chama a atenção pela forma econômica de narrar uma história simples e trata o sobrenatural de forma plausível e com realismo.


A Bruxa se passa no século XVII e acompanha a trajetória de uma família de ingleses que são banidos de uma vila e vão viver isolados próximos a uma floresta sinistra. Religiosos fervorosos, a família tem a sua fé testada quando acontecimentos estranhos começam a surgir. Primeiro, o bebê da família some, depois, a plantação começa a apodrentar e animais começam a ficar agressivos. E as manifestações do mal pioram a cada minuto. 

7 de dezembro de 2015

Corrente do Mal






Está ficando repetitivo e soando meio ignorante dizer que os filmes de suspense e terror são todos “mais do mesmo” e previsíveis, comentários que surgem sempre quando aparece alguma obra do gênero que se sobressai pela sua originalidade - eu mesmo já disse algo assim. Mas tenho constatado também que, em se tratando desse estilo de filme, a criatividade está nas produções de baixo orçamento, que dificilmente chegam aos cinemas brasileiros e muita gente não vê. The Babadook e Garota Sombria Caminha Pela Noite, por exemplo, são algumas das obras mais originais e impressionantes que apareceram recentemente. O elogiado Corrente do Mal (It Follows, 2014), felizmente, também é uma grata surpresa e mais uma confirmação de que este gênero não está restrito a remakes e sequências vazias com intenções puramente comerciais.


Escrito e dirigido pelo novato David Robert Mitchell, Corrente do Mal tem uma premissa um pouco absurda, à primeira vista, não parece um filme para ser levado a sério, mas engana-se quem pensar assim, o longa possui muitas qualidades que o distanciam dessas produções ordinárias de terror/suspense que infestam os cinemas dos shoppings. Sobre a trama, bem, basicamente é sobre uma garota que, após transar com um garoto, começa a ser perseguida por “estranhos”, e para se livrar dessa maldição, ela tem que fazer sexo com alguém e passar o mal para ele. 
 
Com uma história dessas, Mitchell poderia facilmente fazer um filme corriqueiro sustentado por sequências com muito sexo e banhos de sangue, no entanto, quase não há sangue na tela, e o elenco jovem não está ali apenas para preencher o espaço em cena à espera de uma morte brutal e sanguinolenta. Outro ponto positivo do filme é que a entidade que persegue Jay (Maika Monroe, ótima), assume a forma de pessoas diferentes, deixando o espectador aflito pela próxima representação do mal.



A trilha sonora envolvente, sinistra e oitentista - referência aos filmes de suspense dos anos 70 e 80 – e o cenário desolado potencializa a sensação de desconforto e medo, já os planos abertos,  nos deixam angustiados à procura de fantasmas por todo o quadrado da tela. Todos esses pontos que mencionei faz desse suspense uma obra que foge do “convencional”, e só por isso, tem o seu valor. 

NOTA: 7,5

28 de novembro de 2015

A Visita - O melhor filme de Shyamalan em 10 anos




A Visita (The Visit, 2015), novo filme de M. Night Shyamalan, marca as pazes do cineasta com o sucesso e o retorno ao gênero que o consagrou e que, convenhamos, é sua especialidade.  A Visita não chega nem perto da perfeição de suas produções mais famosas como O Sexto Sentido, Corpo Fechado e Sinais, mas é uma notável exceção se considerarmos os fiascos que ele realizou nos últimos anos – os terríveis A Dama na Água, Fim dos Tempos, O Último Mestre do Ar e Depois da Terra.


No novo trabalho, Shyamalan adere ao estilo “found footage”, aquele estilo de obra filmada pelos próprios personagens, como Atividade Paranormal, e nos conta a história de dois irmãos que vão passar uma semana com os avós, que eles ainda não conhecem. Aos poucos, os queridos e amáveis velhinhos mostram-se problemáticos e assustadores. Agora, olha que curioso, Shyamalan pode ter “criado” um novo subgênero do cinema, o "suspense geriátrico" (rs), e que particularmente, acho muito promissor. Vale considerar que o cinema já nos deu uma personagem idosa aterrorizante, lembram-se da velhinha em Arrasta-me para o Inferno?



Devido ao uso do “found footage”, Shyamalan renuncia as sequências bem elaboradas de suspense que apreciamos em suas obras conhecidas e põe o espectador para focar o olhar no canto da tela - é daí que vem o susto, é daí que vem o medo. Outro fator aterrorizante do filme é a atuação de Deanna Dunagan, a vovó, cuja personagem é daquela que sentimos medo e incômodo mesmo que ela esteja fazendo algo inocente, como assar uns biscoitos. Fiquei com o "coração na mão" quando ela pediu à neta para entrar no forno e limpá-lo...


A Visita também é um dos filmes mais divertidos do diretor, quer dizer, é o primeiro filme em que o terror e o humor “trabalham” em equilíbrio, isso graças à química entre os protagonistas, Becca (Olivia DeJonge) e Tyler (Ed Oxenbould). A jovem, é uma garota inteligente e aspirante à diretora de cinema, enquanto Tyler, é hilário, um aprendiz de “rapper” e responsável pelo alívio cômico no filme.



Com uma história simples, sem reviravoltas mirabolantes - marca registrada do cineasta - e um suspense crescente, A Visita, além de mostrar que o lugar de Shyamalan é mesmo à frente de filmes de baixo orçamento, sem grandes estúdios tomando as rédeas ou interferindo na sua criatividade, também pode ser vista como uma obra (pessimista) sobre o envelhecimento ou sobre o “fazer” cinema, melhor que isso, é o filme mais relevante do Shyamalan em 10 anos, desde A Vila,  lá de 2004, o que já é grande coisa...Confira o trailer AQUI. 


NOTA: 8,0

16 de novembro de 2015

Garota Sombria Caminha Pela Noite




Em 2009, o filme sueco Deixa Ela Entrar surpreendeu os cinéfilos por lançar um novo e ousado olhar sobre o tema “vampirismo” , este ano, uma obra peculiar chama a atenção por também apresentar uma outra reinvenção do vampiro, personagem icônico do cinema de horror. Garota Sombria Caminha Pela Noite (A Girl Walks Home Alone At Night, 2014), é uma produção iraniana realizada em parceria com os Estados Unidos, mesclando características do cinema noir com o terror, é uma das obras mais estranhas e belíssimas do ano.

Dirigido por Ana Lily Amirpour, Garota Sombria Caminha Pela Noite é considerado o primeiro filme iraniano de vampiro, é todo filmado em um estonteante preto em branco e traz um balé de sombras e contrastes que nos deixam maravilhados, tem toda aquela cara de filme estrangeiro e “artístico”, é dessas obras que já nascem “cults”, destinadas a quem gosta de apreciar um cinema diferenciado.


Na trama, uma garota sombria (interpretada por Sheila Vand) caminha com um xador – aquele traje que cobre quase todo o rosto das mulheres muçulmanas – preto pelas ruas da cidade opaca de Bad City à procura de vítimas para sugar o seu sangue. O filme é todo estranho, mas é uma estranheza fascinante e curiosa, a cidade, por exemplo, é quase um personagem, com suas ruas vazias, uma vala cheia de cadáveres e habitada por pessoas marginalizadas – prostitutas, cafetões, traficantes, parece então ser o cenário ideal para hospedar uma vampira, de bom gosto musical e que segue uma conduta própria. Quando a garota conhece Arash (Arash Marandi), um jovem traficante - em uma sequência de encher os olhos, tamanha a beleza - um novo sentido é dado à sua vida, até então, solitária e limitada a encontros furtivos e violentos com gente problemática. 


Garota Sombria Caminha Pela Noite é mais um filme de valor estético e menos de conteúdo, há possibilidades para muitas leituras, é verdade, mas a sua história é bem simples, o desenrolar da história segue numa linha plana que incomoda e pode inquietar o espectador mais exigente, no entanto, as cenas de suspense e da garota caminhando pela noite são de arrepiar, e a fotografia preto e branco potencializa ainda mais essa sensação desconfortável.

A produção iraniana pode ser dedicada a um público muito específico, alguns desavisados podem não gostar do filme, mas Garota Sombria Caminha Pela Noite tem a seu favor o fato de ser uma obra original, o visual impecável, a reinvenção de uma das criaturas mais famosas do cinema de horror e o principal, uma estranheza que fascina e aquele senso de “novidade” que não vemos no cinema mainstream.  Assista AQUI o trailer.

NOTA: 8,0
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...