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12 de junho de 2016

Invocação do Mal 2




É muito raro um filme de terror - gênero tão combalido atualmente - fugir das armadilhas do clichê e ainda se sobressair criativamente, Invocação do Mal conseguiu tal feito, mas é muito mais raro uma sequência de uma produção do gênero ser tão boa ou superior à primeira parte, nesse caso, Invocação do Mal 2 (The Conjuring 2, 2016) é o exemplo perfeito. E o culpado por essa revitalização dos filmes de suspense/terror tem um nome: James Wan. Algumas das melhores fitas do gênero dos últimos anos são dele: Jogos Mortais, Sobrenatural 1 e 2, além dos dois Invocação do Mal. O cineasta também se deu bem quando se aventurou em outro gênero e realizou o ótimo Velozes e Furiosos 7, mas é inegável que Wan já se consagrou como a nova cara dos filmes de terror. 


Se você não assistiu ao primeiro Invocação do Mal – que vacilo – mas gostaria de conferir a parte 2, não se preocupe, a trama da sequência é totalmente independente do primeiro longa, mas o demônio da vez  - a freira - é muito mais assustador. Em IM2, Vera Farmiga e Patrick Wilson – brilhantes em seus papéis – revivem o casal de demonologistas Lorraine e Ed Warren, agora famosos pelos seus casos paranormais, a dupla precisa ajudar uma família em um bairro pobre de Londres, que está sofrendo ataques de um demônio, além disso, Lorraine tem que lidar com um outro demônio que a persegue. 


17 de janeiro de 2015

The Babadook (O Senhor Babadook) - Um suspense com diferencial




Dificilmente escrevo sobre filmes de terror ou suspense aqui no blog, talvez porque ultimamente são poucos os que realmente me impressionam. O ótimo Invocação do Mal é uma exceção, por exemplo, de uma safra repleta de produções fracas e sem originalidade.


O filme australiano O Senhor Babadook (The Babadook, 2014), da estreante diretora Jennifer Kent, é uma boa surpresa do gênero. O longa bastante elogiado é um suspense psicológico e fortemente dramático concentrado na relação difícil entre a mãe depressiva e o filho encapetado.


Inicialmente The Babadook é focado no relacionamento pra lá de estressante entre a mãe, Amelia (Essie Davis, incrível, encarnando a “cara” definitiva da depressão no cinema), e o filho Samuel (Noah Wiseman, um prodígio em cena). Samuel é uma criança aspirante a mágico e irritante em certos momentos, ele acredita estar sendo perseguido por um monstro, o Sr. Babadook, personagem de um livro “infantil”. A mãe não acredita no garoto, o luto pela morte do marido e o fato de ela não conseguir dormir a dias por causa dos pesadelos do filho, resulta em uma explosão de emoções e momentos de desespero que vai alimentar ainda mais a presença do monstro na casa.

 Mãe e filho reféns do  Sr. Babadook


Não espere grandes sustos e nem um filme baseado na fórmula de Annabelle e derivados, o legal de The Babadook é justamente ser diferente, de uma maneira que a apavorante criatura não é necessariamente o grande mal dentro da casa. 


 Em resumo, O Senhor Babadook é um suspense incômodo, angustiante, cheio de metáforas e enredo inteligente. É uma história sobre enfrentar o passado, os medos e saber controlá-los. O desfecho bizarro dá margem para várias interpretações. Esta joia do cinema me anima e mostra que o gênero terror/suspense ainda pode nos proporcionar bons filmes e histórias genuinamente perturbadoras. 

  Sam grita e se desespera no carro


Não encontrei informações "oficiais" de que o filme realmente estreou nos cinemas – se isso aconteceu, a estreia ocorreu em pouquíssimas cidades, também não há previsão do lançamento em DVD, mas você sabe muito bem onde você pode encontrá-lo, não é? Clique aqui e veja o trailer.


NOTA: 8,0

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6 de janeiro de 2014

Melhores Filmes de 2013!

Como de praxe, segue a lista - um pouco atrasado, eu sei  - dos meus filmes preferidos do ano que passou. Confere aí:


Gravidade - A obra-prima do ano. Esse drama espacial surpreendeu a todos, saí do cinema transtornado com esta perfeição do Alfonso Cuarón. Ah, e tem Sandra Bullock numa das melhores performances de sua carreira.




Círculo de Fogo - Além de Cuarón, outro cineasta mexicano, Guillermo Del Toro,  presenteou os cinéfilos com outro espetáculo visual. Círculo de Fogo, filme de monstros e robôs gigantes, fez Transformers parecer uma espécie de Power Rangers do cinema.



Os Suspeitos - Atuações intensas de Hugh Jackman e Jake Gyllenhaal, uma trama intrigante e um desfecho inesperado. O suspense de Dennis Villeneuve agradou críticos e público e Jackman bem que merecia uma indicação ao Oscar.




A Caça - Este longa dinamarquês de Thomas Vinterberg não poderia faltar aqui. É um drama pesado sobre um professor (Mads Mikkelsen) acusado de abuso sexual infantil e hostilizado por uma cidade inteira. Perturbador e nos induz à reflexão.




O Lado Bom da Vida - O filme é previsível, verdade, mas é adorável, não tem como não se encantar com os protagonistas excêntricos vividos por Jennifer Lawrence e Bradley Cooper. Uma dramédia cheia de ironias e livre da pieguice.





Blue Jasmine - Woody Allen acertou de novo. Blue Jasmine é um drama focado na vida de Jasmine, uma mulher rica e sofisticada que perde tudo e vai viver com a irmã pobre em São Francisco. O filme é todinho de Cate Blanchett que tem espaço de sobra para brilhar.


  
O Homem de Aço - Era do “jeito Snyder de ser” de que a franquia do Superman estava precisando. Zack Snyder sabia exatamente o que faltava nos outros filmes anteriores do herói e resolveu atribuir ao reboot, o ritmo frenético, ação constante e explosiva, um Clark Kent mais realista e menos bobão e um vilão que não é Luthor e nem usou de kryptonita para destruir o mundo. Aprovadíssimo.



The Kings of Summer -  Essa produção independente juvenil nem chegou nos cinemas, mas não importa. TKS lembra muito o clássico Conta Comigo.  A trama é sobre três amigos que decidem sair de casa em busca da liberdade, para isso, constroem uma casa na floresta e começam a viver lá. Uma comédia com toques dramáticos leves que fala de amizade e amadurecimento sem sentimentalismo.



Invocação do Mal - Uma produção de terror realmente apavorante, como há tempos eu não via. James Wan acertou na escolha do elenco, Vera Farmiga, Patrick Wilson e Lily Taylor, no cenário da casa mal assombrada e na construção das cenas de suspense. O clima é de desconforto durante todo o filme.



Meu Namorado é um Zumbi - Um filme no qual os zumbis tiram sarro deles mesmos. Apesar da premissa não muito original, um zumbi (Nicholas Hoult, de Skins) se apaixona por uma humana, a produção agrada e diverte, as narrações do protagonista sobre a sua condição são hilárias, ponto alto também para a trilha sonora descolada.



Menções honrosas para: The Bling Ring, O Lugar Onde Tudo Termina, Além da Escuridão – Star Trek, A Morte do Demônio, Django Livre, Perigo por Encomenda, Em Chamas: Jogos Vorazes.





É isso aí, um 2014 repleto de filmes ótimos para todos nós que apreciamos a sétima arte!


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