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18 de novembro de 2017

Liga da Justiça


Contém leves spoilers 
(nada que já não tenha descoberto por aí...)

O aguardado Liga da Justiça (Justice League, 2017) estreou e sem mais delongas posso afirmar que o resultado final é muito satisfatório, é uma obra enxuta, divertida, cumpre o que promete, segue à risca a cartilha dos filmes de reunião de super-heróis, no entanto, se não ofende os fãs também não atribui nada de novo ao universo DC no cinema, seja na narrativa ou no quesito técnico.

A recepção morna de Batman Vs Superman e o desastre chamado de Esquadrão Suicida certamente contribuíram para que a DC arriscasse menos e optasse em oferecer ao público uma aventura mais convencional, leve e descompromissada ao exemplo de Mulher-Maravilha, um hit estrondoso que caiu nas graças do público e da crítica.


E para essa mudança de tom, Joss Whedon (Firefly, Os Vingadores) foi convocado para substituir Zack Snyder – afastado por problemas pessoais – e fez algumas refilmagens, porém, acho que o trabalho de Whedon foi mesmo o de picotar, retirar os excessos deixados por Snyder, visto que Liga da Justiça é bem redondinho, não há espaço para cenas desnecessárias ou  aprofundamento nos dramas dos personagens, apenas para comentários cômicos – que muitas vezes destoam do contexto, mas a intenção é válida.

25 de abril de 2015

Vingadores: Era de Ultron – Grandioso e empolgante, mas não supera o antecessor



 



Em 2012, Os Vingadores, ambiciosa produção da Marvel, tinha a seu favor a primeira união no cinema dos heróis Homem de Ferro, Thor, Capitão América e Hulk, que até então, brilhavam em filmes solos. Esta poderosa e intergaláctica reunião deixou os fãs excitados e com altas expectativas. Os Vingadores estreou e conquistou a todos, Joss Whedon mostrou também que sabe lidar com múltiplos personagens e realizou uma obra-prima dentre os filmes de heróis. 

Três anos depois, Vingadores: Era de Ultron (2015) estreia com essa “desvantagem”, ver os super-heróis juntos em ação já não é novidade alguma, bastando aos roteiristas a difícil tarefa de não dá ao espectador aquela sensação de déjà vu e piadas repetidas. Nesse contexto, a continuação mantém a boa qualidade das adaptações do universo Marvel e apresenta como maior trunfo o carisma dos protagonistas, mesmo assim, não supera o primeiro filme, por questões que esclarecerei adiante.

  Stark tenta levantar o martelo do Thor em vão


Vingadores: Era De Ultron, como manda a cartilha das sequências em Hollywood, é maior em todos os aspectos, tem mais heróis, um vilão mais poderoso e um exército aparentemente invencível e numeroso, cenas de ação mais grandiosas e efeitos visuais mais que espetaculares, e claro, há mais conflitos no grupo. Porém, padece de um roteiro econômico e muitas vezes, previsível. A verdadeira surpresa do filme está mesmo na aparição do Visão (Paul Bettany), uma figura intrigante e que deve ser mais explorada no próximo capítulo. 


Os gêmeos Wanda e Pietro Maximoff (Elizabeth Olsen e Aaron Taylor-Jonhson) são boas adições à história e têm um papel importante na trama, quer dizer, Wanda e o seu poder de manipular a mente alheia tem aqui mais relevância que o seu irmão. Quanto ao vilão Ultron (James Spader), me fez ter saudades da complexidade e do cinismo do Loki. Suas intenções são óbvias: aniquilar a humanidade e Os Vingadores, e por isso, seus passos dentro da trama não são difíceis de serem previstos. 

Novos heróis: Pietro e Wanda Maximoff 


Em relação aos Vingadores, a dinâmica do grupo ainda funciona, o bom humor ainda está ali para nos dá aquele respiro antes da ação desenfreada. A sequência cômica em que os amigos apostam em quem mais, além do Thor (Chris Hemsworth), consegue levantar o martelo e a batalha exagerada entre Hulk (Mark Ruffalo) e Homem de Ferro (Robert Downey Jr.) são alguns dos melhores momentos da produção.


Se no primeiro filme os super-heróis precisavam aprender a colocarem seus egos inflados de lado e trabalhar em equipe, na continuação eles têm a difícil missão de superar seus próprios medos e aprender a lidar com seus atos, sendo eles condenáveis ou não. 

 
   Joss Whedon dirige o Capitão América
  

Com Joss Whedon - criador da revolucionária série Firefly – no comando novamente, a sequência possui o mesmo clima descontraído do antecessor, a aptidão do cineasta em trabalhar com dezenas de personagens de maneira equilibrada e de realizar sequências de ação sem esgotar a nossa empolgação foram cruciais para que Vingadores: Era de Ultron se tornasse mais uma obra fílmica relevante no universo Marvel, embora tenha suas imperfeições. Com Whedon fora da direção em Guerra Infinita, daí eu começo a me preocupar com a mudança de tom que a saga pode tomar.   


Grandiloquente e com uma proposta de trazer mais “humanidade” para o sombrio mundo dos nossos queridos vingadores, a continuação prossegue com a indiscutível jornada da Marvel nas adaptações de suas obras, mas confesso,  fiquei com a sensação de que poderia ser melhor.  Veja aqui o trailer.


NOTA: 8,0

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2 de maio de 2013

Homem de Ferro 3




Os Vingadores me deixou mal acostumado, o filme de Joss Whedon é tão perfeito e surpreendente que me deixou com altíssimas expectativas acerca dos futuros filmes de super-heróis da Marvel. Pensava comigo, serão os próximos longas tão bons quanto o arrasa-quarteirão de 2012? Então, Homem de Ferro 3 (Iron Man 3, 2013) estreou, é o primeiro filme pós-Vingadores, vem com a responsabilidade de ser perfeito – em todos os sentidos – assim como foi a aventura da reunião dos heróis da Marvel, mas infelizmente, a nova empreitada do homem de lata além de não ser o melhor filme da trilogia é muito inferior a Os Vingadores. Uma pena.

Aos fãs mais xiitas do herói gostaria de ressaltar, essa não é uma crítica negativa, pretendo mostrar os pontos positivos e negativos da fita, na minha opinião. Vou começar pelas falhas de Homem de Ferro 3. Bom, eu já esperava mudanças na saga quando Jon Favreau, que dirigiu os dois ótimos primeiros filmes, anunciou que deixaria a direção para um outro cineasta. Shane Black então assumiu a terceira parte, o cara é escritor, produtor e tem apenas um filme no currículo como diretor, o bacana Beijos e Tiros. Não sei por que ele foi escolhido...


Stark e  seu exército de ferro.

Com um diretor diferente, a mudança de tom era algo esperado, embora Shane tenha se esforçado para manter o senso de humor na sequência -  ainda assim há momentos cômicos bem forçados - é na cenas de ação que o diretor erra a mão. As cenas da destruição da casa de Tony Stark e o salvamento aéreo empolgam, porém, os momentos finais, principalmente a batalha final, aquela sensação de déjà vu se apoderou de minha pessoa. Ah por favor né, cena de ação ambientada em um avião com o presidente dos EUA e em locais portuários, já vi em dezenas de filmes. Quanta falta de originalidade. Faltou ousadia de Shane na execução das cenas e sobrou desleixo por conta dos roteiristas.

O roteiro falho, com a inclusão da subtrama com um garotinho que fica amigo de Tony, simplesmente não se encaixa muito bem na trama principal,  mesmo que os diálogos afiados entre Tony e o menino renda alguns bons momentos. O mau aproveitamento dos novos personagens interpretados por Rebecca Hall e Guy Pearce é outra questão a destacar. Aliás, Pearce está virando expert na vilania, viram ele arrasando em Os Infratores? Obra cinematográfica obrigatória lançada ano passado. Pearce e Hall ficam tão pouco tempo em cena que nem dá tempo de nos importarmos com seus personagens, tornando-os superficiais, assim como os seus motivos de destruir Stark e blá blá blá.

Química: o melhor de HF3 são Pepper e Tony


O melhor de Homem de Ferro 3? Ah, continua sendo Robert Downey Jr e o peculiar senso de humor de Tony Stark.  É do Tony, e não do super-herói, os melhores momentos da sequência. Outro ponto positivo é a maior participação em cena da querida Pepper, papel de Gwyneth Paltrow. A Sra. Potts  esbanja simpatia e tem uma química com Robert que é inigualável. É sempre bom vê-los juntos, melhor que as cenas explosivas e a correria. A escolha de Ben Kingsley como o vilão Mandarin foi acertada, e até que eu curti a reviravolta, um tanto inusitada, envolvendo o seu personagem.

A temporada de blockbusters começou, Homem de Ferro 3 deu o pontapé inicial, infelizmente o seu trailer empolgou mais que o filme em si, mas a  produção está longe de ser ruim,  tem mais  falhas do que deveria, no entanto, a nova aventura é divertida, engraçada, e  tem Stark, o herói mais humano e carismático que todo o time de Os Vingadores juntos.

NOTA: 7,0

6 de novembro de 2012

O Segredo da Cabana

Exagerado e original, O Segredo da Cabana tira um  sarro 
dos filmes de terror



Preste atenção no clichê: Um atleta, a loira gostosa, um viciado em maconha, a garota ingênua e o seu interesse amoroso. Então, os amigos sobem numa van, param em um posto  -  sinistro, para variar – para abastecer o carro, e  finalmente, chegam ao seu destino final, uma cabana no meio do nada. A partir daí, obviamente você já imagina o que vai acontecer. Não, não estou falando de The Evil Dead, Sexta-Feira 13, Halloween, Cabana do Inferno ou milhares de outros filmes de terror, embora a premissa seja a mesma, me refiro ao longa O Segredo da Cabana (The Cabin in the Woods, 2012), escrito por Joss Whedon, diretor de Os Vingadores e dirigido por Drew Goddard, de Cloverfield.

Chris Hemswoth, o Thor, também foi pra cabana.

O fato é, você sabe como o filme vai se desenvolver, com toda aquela matança sangrenta típica de qualquer filme de terror de cabana, mas não tem a mínima ideia como ele vai terminar. O Segredo da Cabana é dividido em duas partes, a primeira parte é composta por dois núcleos, aquele dos jovens na cabana, e um outro situado numa “empresa” de engenharia e química no qual se concentram os personagens cômicos de Richard Jenkins e Bradley Whitford. Certamente você ficará pensando, o que esses dois têm a ver com o terror instaurado na cabana? Pois é, esta é uma questão que me recuso a responder, por motivos óbvios, nem quero estragar a surpresa de quem ainda não viu o filme e também não gosto de dar spoilers.

As cenas de horror na cabana são tensas e dignas de um bom exemplar do gênero, porém, as passagens para o segundo ambiente – a tal empresa -  quebra totalmente a tensão e o suspense causados pelos acontecimentos que se passam na cabana. E é por isso, que eu delirei com a segunda parte do filme.

Participação de um parente próximo do Hellraiser.

Bom, infelizmente não posso falar muito da segunda parte de O Segredo da Cabana, mas me limito a dizer, a produção toma rumos inesperados e exagerados, mas surpreendente, alucinante. No fim das contas, Whedon se utiliza da metalinguagem para fazer uma homenagem - ou uma sátira? Ou os dois? - aos filmes de terror, mais especificamente, aos filmes de cabana, e mais, dependendo do seu ponto de vista, O Segredo da Cabana também pode ser visto como uma crítica feroz ao “feijão com arroz" que assola as produções do gênero, por isso, os clichês propositadamente excessivos.

O Segredo da Cabana tinha previsão de estreia nos cinemas brasileiros para este mês, mas infelizmente foi cancelado, possivelmente logo será lançado direto em DVD. Mas isso não impede de você ver o filme não é? Engenhoso e espalhafatoso, é assim que defino este longa-metragem, ideal para quem busca um filme de terror diferente, peculiar.

29 de abril de 2012

Os Vingadores - The Avengers



Joss Whedon já tinha me conquistado com a série Firefly mas agora que apreciei a sua mais nova obra-prima, Os Vingadores - The Avengers (2012), ele terá meu respeito pelo resto da minha vida.  Com uma sólida experiência na TV escrevendo e produzindo seriados como Buffy, Angel e Dollhouse, e apenas um filme no currículo, Serenity – A Luta pelo Amanhã,  o nerd conseguiu realizar um feito e tanto, que pode ser justificado pelos seguintes elementos: cenas de ação incríveis e coerentes, equilíbrio entre os tantos personagens e um roteiro bem amarrado. Os Vingadores é uma perfeição nerd cinematográfica.

Assistir à reunião de Homem de Ferro, Thor, Viúva Negra, Gavião Arqueiro, Hulk e o Capitão América em um só filme é um sonho realizado para qualquer nerd, principalmente para quem acompanhava os heróis da Marvel nas histórias de quadrinhos, poder ver que todos eles tiveram o mesmo espaço e importância e que nenhum deles foi mal aproveitado, isso nos deixa ainda mais deslumbrados, graças à habilidade e experiência de Whedon em lidar com múltiplos personagens.

Entre tantos heróis, o Agente Coulson também brilha
As cenas da batalha final  entre os heróis e os alienígenas são de deixar de boca aberta. Não estou me referindo aos efeitos especiais (evidentemente, eles não decepcionam) mas à capacidade de Whedon em mostrar várias lutas isoladas entre os tantos personagens sem deixar o espectador perdido e sem ficar cansativa. Sabe do que estou falando? Não? Então assista aos dois últimos Transformers e compare. No longa da Marvel, o clímax diverte, impressiona, não entedia e ainda ficamos com gostinho de quero mais. Michael Bay, watch and learn.


A união dos heróis não é tão pacífica assim, cada um tem seu temperamento e características distintas que resultam em alguns ótimos momentos de conflitos verbais e físicos, citarei os meus preferidos: a luta entre Hulk e Thor, sensacional e Hulk versus a Viúva Negra (Scarlett Johansson) de roer as unhas.  Colocar tantos egos inflados debaixo de um mesmo teto também gera muitos diálogos divertidos e sarcásticos, o principal responsável por muitos desses momentos é Tony Stark (Robert Downey Jr.), sua presença em cena é sempre garantia de risos. Outro herói que me impressionou também foi o Hulk (de Mark Ruffalo), sua versão do homem verde é de longe a melhor do cinema, mais humano e acreditem, muito bem humorado.  

Mark Ruffalo e sua surpreendente versão do homem verde

Os Vingadores – The Avengers pode ter um início um pouco lento, mas  nada que “arranhe” a sua magnitude, nos esquecemos disso logo que a ação desenfreada começa. As duas horas e 20 minutos de projeção se passaram tão rápido que eu nem percebi. O genial Joss Whedon finalmente vai sair do “anonimato” e logo se tornará um dos diretores e escritores mais requisitados de Hollywood, e isto é bem merecido, depois de um longo tempo trabalhando em duas séries - Firefly e Dollhouse -  que não tiveram o sucesso esperado e que só lhe renderam problemas com a emissora Fox, está na hora de ele sentir o gostinho do sucesso. 

Na foto ao lado, Joss dá umas dicas para  Samuel L. Jackson. Este ano outro filme terá o nerd em seus créditos. O suspense O Segredo da Cabana foi escrito por ele, tem Chris Hemsworth (o Thor) no elenco e estreia em agosto. Com o sucesso de Os Vingadores, certamente seu nome no cartaz ganhará bastante destaque. Confira o trailer eletrizante.

27 de abril de 2012

Firefly - A série revolucionária de Joss Whedon


Conheça a série cult e que apesar do curto tempo de exibição, 
continua ganhando fãs até hoje



Antes de comandar o aguardado filme Os Vingadores, o diretor e escritor Joss Whedon já tinha em seu currículo duas séries bem sucedidas, Buffy – A Caça Vampiros e Angel, derivada do programa protagonizado pela Sarah Michelle Gellar.  A sua carreira de sucesso na TV teve fim em 2002, quando foi lançada Firefly, uma série inovadora demais para os padrões televisivos da época e que mesclava western e ficção científica de uma maneira incrivelmente coerente e divertida.

Bom, a ideia de mostrar o convívio de nove pessoas numa nave chamada Serenity em um futuro pós-apocalíptico, no qual o velho - escravidão, prostitutas de luxo, luta de espada, clima de velho oeste americano - e o futuro - representado pela tecnologia avançada, as naves espaciais e o mandarim como segundo idioma – se convergem,  não agradou o canal Fox desde antes do seu início.  Antes de comentarmos sobre a série em si, é importante falar sobre a conturbada história nos bastidores da produção.


A ideia era ousada e a Fox tentou complicar a vida de Joss e da produção a todo instante. Por exemplo, queria tornar o protagonista, o Capitão Malcolm Reynolds menos misterioso e mais “agradável” ao público. Bobagem, o maior trunfo de Firefly são os personagens ricos e bem construídos, principalmente o protagonista, interpretado brilhantemente por Nathan Fillion (que atualmente está em Castle). Ele dá vida a um sujeito enigmático, um pouco rude, às vezes cômico, mas é aquele tipo de personagem intrigante que você se apega não por ser sorridente e simpático, mas pela sua autenticidade e complexidade, pelo seu jeito particular de demonstrar carinho para a sua tripulação. Nathan, o ator, tem carisma de sobra e  consegue passar isso ao personagem, e é assim que ele ganha nossa simpatia. Mas falamos do elenco mais adiante. Vamos à novela.


A Fox começou “enterrando” o seriado já no primeiro dia de sua exibição na TV. A emissora mudou a ordem dos episódios.  Exibiu o episódio de número dois, ao invés de Serenity, o primeiro, no qual os personagens e todo aquele mundo eram apresentados ao espectador, como acontece em qualquer episódio piloto, é a cartilha básica de todo programa de TV que queira conquistar a sua audiência e isto foi tirado de Firefly. Como o público ia se identificar com os personagens sem conhecê-los? Sem saber como eles chegaram na nave e os seus propósitos?  Whedon deve ter ficado puto com isso não é? Além disso, 3 dos 14 episódios produzidos não foram exibidos no canal. Com apenas 12 episódios no ar, a série já tinha fãs apaixonados e que ficaram totalmente arrasados com o seu cancelamento prematuro. 

Para você não se perder, veja a verdadeira lista de episódios na ordem correta.

  1. Serenity
  2. The Train Job
  3. Bushwhacked
  4. Shindig
  5. Safe
  6. Our Mrs. Reynolds
  7. Jaynestown
  8. Out of Gas
  9. Ariel
  10. War Stories
  11. Trash
  12. The Message
  13. Heart of Gold
  14. Objects in Space
Cap. Malcolm, Zoe e Jayne.

Saindo dessa realidade cruel e adentrando um pouco mais no divertido mundo de Firefly, a série tem característica únicas, como a óbvia mistura do sci-fi com o estilo “faroeste” -  sim, espere muitas cenas de “bang bang”  e brigas entre cowboys nos bares -  e apesar de ser uma ficção científica, não há aliens aqui, o futuro é sujo, feio e empoeirado, repleto de desigualdades sociais e num tempo em que existem outros planetas habitáveis,  cada um deles com a sua própria cultura.

Wash, Kaylee e Simon.

A ambientação da série pode não ser, de imediato, muito atraente, mas  lhe dou dois episódios para você mudar de opinião. E lhe dou apenas um episódio para você se apaixonar pelos nove personagens. Alguns podem reclamar que o  seriado “falhou” por causa da ausência de cenas de ação em alguns capítulos, isso pode até ser verdade, mas nos apegamos tanto aos tripulantes, todos com suas próprias características e tão autênticos, que a ação começa a ficar em segundo plano e só de vê-los conversando, com os diálogos mais inteligentes, dinâmicos e engraçados da TV,  já nos sentimos o 10° passageiro da nave.

Inara, Pastor e River.

Malcolm é o capitão da Serenity, o chefe da tripulação.  Seu passado pode ser meio desconhecido, mas seu interesse pela bela Inara, uma prostituta de luxo interpretada pela brasileira Morena Baccarin (Homeland, V) não é nenhum segredo. As cenas de tensão sexual entre eles são sempre interessantes e cômicas. Zoe (Gina Torres) é a amiga de infância do capitão e a segunda no comando. É uma mulher forte, decidida.  Ela também namora o piloto Wash, o brincalhão da turma  e que morre de ciúmes de Zoe. Ele entrou na Serenity apenas para conhecer as estrelas. 

E aí, vai encarar?

Antes de viver o agente brucutu Casey em Chuck, Adam Baldwin viveu outro bronco e insensível nessa série, o Jayne.  A cena em que ele conhece  o capitão é hilária. Kaylee (Jewel Staite) é a mecânica da nave. É a personagem mais fofa e querida da série, dona de um sorriso encantador. Ela acaba se apaixonando pelo médico Simon (Sean Maher), que entra na nave já no primeiro episódio. De família rica, o jovem está fugindo do governo por “roubar” a sua irmã de um experimento secreto.  Por agir com frieza, mesmo que inconscientemente,  o bonitão está sempre atrapalhando os planos de Kaylee de ter algo mais sério com ele.  River (Summer Glau) é a irmã do doutor, esperta, inteligente demais, mas um pouco perturbada. Apesar de ser uma personagem intrigante, nunca sabemos do que ela é capaz, porém é a menos com o qual nos importamos. Isso certamente mudaria se a série vingasse né!  E por fim, tem o sábio Pastor Book (Ron Glass), aquele que põe em discussão toda as questões morais em momentos decisivos e conflituosos que o grupo enfrenta.

O elenco é gigante, como deu para ver. Mas Joss Whedon mostra que tem uma habilidade impressionante em lidar com múltiplos protagonistas. Nenhum deles é dispensável, todos têm os seus momentos. Divertido e genial, cenas de ação bem boladas, personagens bem delimitados e cativantes, efeitos especiais que faz os produtores de Terra Nova morrerem de vergonha, um roteiro bem amarrado e uma premissa inusitada, Firefly é uma raridade, programa obrigatório para qualquer nerd e fã de ficção científica ou para quem busca algo inovador na telinha.

O super elenco reunido em trajes normais.

Todas essas habilidades descritas acima sobre o Whedon, só me faz pensar que não tinha nerd melhor que ele capaz de comandar a aguardadíssima união dos heróis da Marvel na megaprodução Os Vingadores – The Avengers. Aos fãs mais xiitas dos heróis, fiquem tranquilos, o filme está nas mãos certas.

Após o seu cancelamento abrupto e muitos protestos contra a Fox, Firefly começou lentamente a ganhar fãs e tornou-se uma obra cult. Depois de muita batalha do diretor para vender o show para outra emissora, Joss decidiu que o melhor seria fazer um filme,  para sanar todas as dúvidas que a série tinha deixado e para dar um final mais digno à jornada do Capitão Malcolm e sua equipe.  Serenity – A Luta pelo Amanhã chegou aos cinemas em 2005, e os fãs puderam respirar mais aliviados pois finalmente Firefly conseguiu ter um final mais justo e do jeitinho que seu criador e seus fãs apaixonados queriam, sem ninguém metendo o dedo.

Descubra Firefly (assista aqui o trailer), ao lado de Arquivo X e Fringe, uma das melhores séries de ficção de todos os tempos. 
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