Páginas

Mostrando postagens com marcador Mark Ruffalo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mark Ruffalo. Mostrar todas as postagens

25 de abril de 2015

Vingadores: Era de Ultron – Grandioso e empolgante, mas não supera o antecessor



 



Em 2012, Os Vingadores, ambiciosa produção da Marvel, tinha a seu favor a primeira união no cinema dos heróis Homem de Ferro, Thor, Capitão América e Hulk, que até então, brilhavam em filmes solos. Esta poderosa e intergaláctica reunião deixou os fãs excitados e com altas expectativas. Os Vingadores estreou e conquistou a todos, Joss Whedon mostrou também que sabe lidar com múltiplos personagens e realizou uma obra-prima dentre os filmes de heróis. 

Três anos depois, Vingadores: Era de Ultron (2015) estreia com essa “desvantagem”, ver os super-heróis juntos em ação já não é novidade alguma, bastando aos roteiristas a difícil tarefa de não dá ao espectador aquela sensação de déjà vu e piadas repetidas. Nesse contexto, a continuação mantém a boa qualidade das adaptações do universo Marvel e apresenta como maior trunfo o carisma dos protagonistas, mesmo assim, não supera o primeiro filme, por questões que esclarecerei adiante.

  Stark tenta levantar o martelo do Thor em vão


Vingadores: Era De Ultron, como manda a cartilha das sequências em Hollywood, é maior em todos os aspectos, tem mais heróis, um vilão mais poderoso e um exército aparentemente invencível e numeroso, cenas de ação mais grandiosas e efeitos visuais mais que espetaculares, e claro, há mais conflitos no grupo. Porém, padece de um roteiro econômico e muitas vezes, previsível. A verdadeira surpresa do filme está mesmo na aparição do Visão (Paul Bettany), uma figura intrigante e que deve ser mais explorada no próximo capítulo. 


Os gêmeos Wanda e Pietro Maximoff (Elizabeth Olsen e Aaron Taylor-Jonhson) são boas adições à história e têm um papel importante na trama, quer dizer, Wanda e o seu poder de manipular a mente alheia tem aqui mais relevância que o seu irmão. Quanto ao vilão Ultron (James Spader), me fez ter saudades da complexidade e do cinismo do Loki. Suas intenções são óbvias: aniquilar a humanidade e Os Vingadores, e por isso, seus passos dentro da trama não são difíceis de serem previstos. 

Novos heróis: Pietro e Wanda Maximoff 


Em relação aos Vingadores, a dinâmica do grupo ainda funciona, o bom humor ainda está ali para nos dá aquele respiro antes da ação desenfreada. A sequência cômica em que os amigos apostam em quem mais, além do Thor (Chris Hemsworth), consegue levantar o martelo e a batalha exagerada entre Hulk (Mark Ruffalo) e Homem de Ferro (Robert Downey Jr.) são alguns dos melhores momentos da produção.


Se no primeiro filme os super-heróis precisavam aprender a colocarem seus egos inflados de lado e trabalhar em equipe, na continuação eles têm a difícil missão de superar seus próprios medos e aprender a lidar com seus atos, sendo eles condenáveis ou não. 

 
   Joss Whedon dirige o Capitão América
  

Com Joss Whedon - criador da revolucionária série Firefly – no comando novamente, a sequência possui o mesmo clima descontraído do antecessor, a aptidão do cineasta em trabalhar com dezenas de personagens de maneira equilibrada e de realizar sequências de ação sem esgotar a nossa empolgação foram cruciais para que Vingadores: Era de Ultron se tornasse mais uma obra fílmica relevante no universo Marvel, embora tenha suas imperfeições. Com Whedon fora da direção em Guerra Infinita, daí eu começo a me preocupar com a mudança de tom que a saga pode tomar.   


Grandiloquente e com uma proposta de trazer mais “humanidade” para o sombrio mundo dos nossos queridos vingadores, a continuação prossegue com a indiscutível jornada da Marvel nas adaptações de suas obras, mas confesso,  fiquei com a sensação de que poderia ser melhor.  Veja aqui o trailer.


NOTA: 8,0

Posts relacionados:




21 de outubro de 2014

Mesmo Se Nada Der Certo é o filme mais delicioso do ano







Pode uma canção mudar uma vida? Sim, pode. A música é uma ferramenta poderosa de transformação do ser humano, eu acredito piamente nisso e John Carney também. Carney é o diretor da comédia romântica musical Mesmo Se Nada Der Certo (Begin Again, 2013), o filme mais delicioso do ano. 


Em resumo, Mesmo Se Nada Der Certo é uma história sobre duas pessoas perdidas na vida - Dan e Gretta - que encontram na música, um meio de ajustar suas vidas bagunçadas e uma oportunidade para recomeçar. Pode soar cafona dizer que este filme é sobre “o poder de transformação da música”, mas Carney conta essa história com tanta simplicidade e sinceridade, que é impossível não acreditar nesse poder, é inevitável não se envolver e se identificar com as personagens, principalmente se você é tão apaixonado por música quanto o diretor. John Carney é ex-baixista da banda The Frames e responsável por outro filme feito nos mesmos moldes, Apenas Uma Vez, ganhador do Oscar de Melhor Canção em 2008. 

 Keira Knightley mostra que tem uma bela voz


Na Natureza Selvagem, Quem Quer ser um Milionário, Billy Elliot e Guardiões da Galáxia, estes são algumas das produções que tem a música praticamente como um dos principais personagens da história, em Mesmo Se Nada Der Certo, as canções são tão importantes na trama quanto os protagonistas, interpretados por Mark Ruffalo e Keira Knightley, ambos inspirados.


Dan (Ruffalo) teve um dia terrível, ele é um produtor musical, uma sequência de situações embaraçosas o levou a um barzinho na cidade de Nova York, ali é onde ele tem o melhor momento do seu dia, quiçá, da sua vida. Ele vê Gretta (Knightley) tocando e cantando sozinha no palco, fica maravilhado com a garota tímida e tem uma epifania. Ele logo imagina todos os arranjos que a canção de Gretta pode ter e visualiza uma banda invisível acompanhando a moça. Uma das cenas mais encantadoras do filme. 

 Ruffalo e Knightley dividem o fone de ouvido


A partir de então, Dan e Gretta iniciam um relacionamento musical e profissional. Ela, deprimida, pois perdeu o namorado (Adam Levine, brincando de ser ator) para a fama, e Dan, um produtor amargurado mas muito perspicaz, tem na gravação do disco de Gretta a chance da autodescoberta, esquecer o passado e tentar seguir em frente.


Knightley está encantadora como a cantora indie de voz doce, Ruffalo está bem, ele está sempre bem, mas parece que já fez um personagem assim em algum outro filme, mas a química entre ele e Keira é inegável.


Mesmo Se Nada Der Certo é uma comédia romântica não muito romântica, Carney teve muito cuidado para não abraçar os clichês do gênero, ele soube muito bem usar o silêncio ou até mesmo as músicas, para expressar os sentimentos dos personagens, como quando Gretta canta no celular para o seu ex-namorado. Mais um momento incrível do longa.

 Levine também tem seus bons momentos no filme


Outra sequência inesquecível é quando Dan e Gretta estão passeando por Nova York dividindo o mesmo fone de ouvido e ouvindo as músicas preferidas dela, pra que diálogos, se as canções já dizem tudo?


Mesmo Se Nada Der Certo faz tudo na vida  parecer possível, nos enche de um otimismo que embriaga, é um filme sensível e gostoso de ver e ouvir, as canções são todas adoráveis e você vai correr atrás da trilha sonora assim que a história chegar ao fim.


NOTA: 9,0

Confira o clipe de Lost Stars, uma das viciantes e adoráveis músicas do filme.


 


1 de junho de 2014

The Normal Heart





No ano passado Behind the Candelabra, telefilme protagonizado por Michael Douglas e Matt Damon e baseado na vida do pianista Wladziu Liberace conquistou a crítica e abocanhou inúmeros troféus nas premiações da televisão americana. Este mês, outro drama gay produzido pela HBO estreia com a expectativa de repetir o mesmo caminho de sucesso, The Normal Heart (2014) é uma poderosa obra, interpretada com muita paixão e dedicação pelos seus dois atores principais, Mark Ruffalo (Os Vingadores) e Matt Bomer (da série White Collar).


The Normal Heart se passa nos anos 80 e conta sobre o início da epidemia do vírus da AIDS nos EUA. O mundo extravagante e alegre da comunidade gay é acometido por uma série de mortes inexplicáveis do qual ninguém sabe como e onde se contrai o tal vírus. Ruffalo interpreta Ned Weeks, ativista que faz de tudo para alertar os companheiros da doença e para que o governo pare de ignorar a epidemia e o público gls, que naquela época, era visto com desprezo pelo restante da sociedade, além de serem tratados como únicos disseminadores da doença.

 Matt Bomer já bem magro, na pele de um portador de HIV


Felix (Bomer) é o repórter de uma importante publicação que se envolve amorosamente com o ativista Ned Weeks. Charmoso e esbelto no início, Felix se torna a forte e moribunda imagem de um portador de HIV na última hora do filme. Assim como Matthew McConaughey em Clube de Compras Dallas e Christian Bale em O Operário, Matt Bomer encarou a ideia de perder dezenas de quilos para o seu personagem e o resultado é surpreendente e impactante. Ruffalo e Bomer devem ganhar prêmios por suas grandes atuações nas premiações do Emmy, Globo de Ouro, entre outras.


A produção da HBO é dirigida pelo ousado Ryan Murphy, criador das séries Glee e American Horror Story e diretor de Comer, Rezar e Amar, não por acaso, o elenco tem bastante gente conhecida e amiga dele como a Julia Roberts, que vive a médica Emma Brookner, a única pessoa do seu meio que se esforça para tentar compreender o vírus HIV, Jonathan Groff, já participou de Glee e hoje está na excelente Looking, Jim Parsons, o Sheldon Cooper de The Big Bang Theory e o projeto de astro Taylor Kitsch, da série Friday Night Lights e dos blockbusters John Carter e Battleship, irreconhecível na pele de Bruce, um dos homossexuais ativistas e que se culpa por transmitir o vírus a quase todos os seus namorados.

 Ruffalo e Bomer: no amor e na guerra


The Normal Heart não é um drama ausente de falhas, peca por forçar diálogos longos e histéricos demais com o intuito de chamar a atenção do público para o tema em questão, porém, não diminui a força que o filme apresenta advinda principalmente de seus personagens intensos e da história comovente. Foi um período vergonhoso para a humanidade, no qual a sociedade fechou os olhos para os portadores do vírus por puro preconceito e ignorância, e não se importavam sequer com a quantidade imensa de vítimas que a AIDS fazia todos os dias. Simplesmente não havia humanidade aí. Eu recomendo o filme, já em exibição no canal HBO.


NOTA: 7,5


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...