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12 de setembro de 2013

O Negócio



A profissão mais antiga do mundo é também a mais criticada, no entanto, é a que mais desperta a curiosidade do público, talvez por isso, O Negócio (2013), série que tem como protagonistas três jovens e lindas prostitutas de luxo, tenha despertado interesse tanto dos idealizadores do programa quanto do público que está acompanhando o seriado. A produção é da HBO Latin America, e claro, tem a qualidade e a sensualidade típica dos produtos do canal.

A premissa é original e promissora. Duas garotas de programa resolvem aplicar os conceitos de marketing no trabalho com o objetivo de melhorar os lucros e atrair mais clientes. “Só porque é a profissão mais antiga do mundo não significa que tem que ser a mais atrasada”, dispara Karin, a prostituta visionária vivida por Rafaela Mandelli. Bom, vamos falar das garotas.

Rafaela Mandelli (sim, ela já fez Malhação) é Karin, belíssima, sedutora, empreendedora e a mais inteligente das três. Quando não está fazendo “programa”, está vendo palestras e lendo livros de marketing.
Luna (Juliana Schalch, do filme nacional Os 3) é a mais simpática, com um sorriso grande e encantador, tem como “projeto de vida” fisgar um milionário e não está muito interessada nas ideias de marketing de sua amiga. É a narradora da série.
Michelle Batista vive a despreocupada e despojada Magali, prostituta que não tem a elegância de Karin e Luna, porém, aos poucos vai conquistando a confiança e simpatia das meninas e do público. Sua personagem aparece apenas a partir do segundo episódio e lentamente vai ganhando importância na trama.

Magali, Karin e Luna.

As três personagens são o maior trunfo da série, impossível não ficar envolvido com os dramas e as aventuras das garotas, principalmente Karin e Luna. Torço muito para que as estratégias de marketing aplicadas por Karin dêem certo e para que Luna consiga se salvar das enrascadas em que se mete por causa da sua vida dupla. As intérpretes podem não ter encontrado o tom certo na atuação no primeiro episódio, mas o aprimoramento vem nos episódios seguintes. 

A série exala sensualidade em cada frame, sem vulgarizar, a produção é cheia de estilo e elegância, mas não é perfeita. O episódio piloto tem um ritmo lento, o que pode afastar o público impaciente, mas tudo melhora a partir do capítulo seguinte. Outra coisa, os diálogos soam didáticos demais em alguns momentos. Outro ponto baixo é a atuação cheia de canastrice do Guilherme Weber, o cafetão para quem Karin trabalhava. O ator ainda não encontrou o timing certo, pelo menos até o quarto episódio.  Vou torcer para que ele me conquiste, pois é uma personagem importante na história.

Juliana Schalch e Gabriel Godoy repetem a parceria do filme Os 3


O Negócio é a primeira produção nacional da HBO que me vicio realmente, estou gostando bastante. A narrativa poderia ser mais dinâmica, é verdade, mas é uma série que promete muito, e claro, aborda um tema polêmico e pouco explorado na TV, o que já é um chamariz e tanto.  A combinação de marketing e meretrício parece que agradou, O Negócio já foi renovado para a segunda temporada. Que negócio maravilhoso.

8 comentários:

  1. Série fraca e absolutamente irreal. Impossível a prostituição ser um conto de fadas. Sempre achei que os clientes deste tipo de prostitutas fossem homens de meia idade, carecas, gordos e barrigudos, alguns até repugnantes, talvez perigosos e que também houvesse mulheres clientes. Já pensou você ter que transar com alguém que você sente repulsa? Daria até um interesse a esta série, mas, pelo visto, estes riscos as protagonistas no correm, pois os clientes são lindos e maravilhosos (um deles parecia um príncipe da Dinamarca). Os clientes são mais interessantes do que as profissionais do sexo; elas é que deveriam pagar para transar com eles. Esta série é uma bobagem. Eu mesma já desisti de assistir.

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  2. Foda-se se é irreal! A série tem um enredo bem interessante e de algum modo retrata a prostituição de luxo de SP. Colocam tanto homens feios quanto uns boa pintas e sou até a favor, pra dar uma qualidade visual ainda maior à série .

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  3. Exato, a narrativa e o tema da série já são qualidades suficientes para acompanhar esta produção nacional.

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  4. Seriado chato e cansativo. Li que esta série seria dirigida a homens heterossexuais e mulheres lésbicas. Não sei quanto às lésbicas, mas duvido que algum homem assista a esta chatice.

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  5.   Este série brasileira, parece muito inovador viu a primeira temporada e eu perder nada de novo, e eu amo todos os personagens eles são incríveis na forma como eles contam a história.

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  6. A história desses três profissionais que vendem sexo, não é longe da realidade, acho que O Negocio com Michelle Batista é apenas uma amostra da situação em que muitos profissionais que não conseguem encontrar trabalho estão envolvidos e uma segunda temporada é para os outros, porque merecia Eu peguei o primeiro completamente.

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  7. Pretendo colocar aqui a crítica da segunda temporada completa, assim que ela acabar. É uma série muito boa e que merece a atenção, para quem busca algo longe da mesmice da TV brasileira.

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  8. Este seriado é um BESTEIROL DESCOMUNAL. Mulheres sem sal (uma já meio coroa) recebendo até cheque em branco por seus serviços, de belos homens que poderiam ter qualquer mulher que quisessem e de graça. Só para quem não é nada exigente.

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