Páginas

22 de novembro de 2011

AMANHECER PARTE 1 - O MELHOR E O PIOR


Há quase 3 anos, eu postava aqui no blog sobre um modesto filme de vampiros chamado Crepúsculo, era uma resenha positiva hein veja aqui, era a época pré-fenômeno, eu nem imaginava que a saga Twilight, os livros, os filmes e claro, os atores envolvidos, transformaria-se num sucesso estrondoso e tão duradouro. Bom, cá estamos em 2011 e estamos já na quarta sequência da saga, Amanhecer – parte 1, de longe bem superior que as duas partes anteriores juntas, em termos técnicos, o melhor de todos.
Se eu tinha gostado de Crepúsculo e dos personagens neste primeiro capítulo, comecei a mudar de ideia nas películas posteriores, Lua Nova e Eclipse, me desculpem os fãs, mas ambos são intragáveis. Ainda que Amanhecer tenha seus defeitos, tem coisas positivas também, como a produção mais caprichada e a Bella bebendo True Blood, quer dizer, sangue mesmo. Bom, listei os prós e contras a fim de ser democrático, não quero agir como alguns “críticos” que só apontam os “componentes ruins” por vergonha ou para não discordar dos amigos da profissão, então vamos lá:

O melhor:

- Bella (Kristin Stewart) parou de chorar: Graças a Merlin a fase suicida e indecisa da garota, respectivamente de Lua nova e Eclipse, ficaram no passado. Ela agora é uma mulher casada e está esperando um bebê-sanguessuga, sem espaço para crises existenciais - irritantes - envolvendo ela e seus garotos.
- Avanço na história: Depois de dois filmes maçantes nos quais NADA acontece e tudo fica estacionado, Amanhecer finalmente mostrou mais consistência na trama, os personagens Bella e Edward evoluíram e muita coisa aconteceu, nem sei se vai restar algo para contar na parte dois – não, não li o 3 últimos livros - , mas esse avanço é certamente o que o torna, a melhor adaptação da saga até agora, só não entendo por que tanta enrolação nos filmes anteriores... 
- Ausência dos Volturi: Se esse clã de vampiros “poderosos” causou certa expectativa de vermos cenas de ação sangrentas em Lua Nova, essa ideia desceu ralo abaixo no filme seguinte. Eles não fazem mal algum, são personagens descartáveis que apenas servem para causar uma leve “tensãozinha” nos Cullen para depois sumirem se achando os reis do mundo vamp. Aposto que ninguém sentiu falta deles nesta parte.



- Expectativas: Desde Crepúsculo não eram geradas tantas expectativas em torno de Bella e seu futuro. Não sei se o mérito é do diretor Bill Condon (Dreamgirls - Em busca de um sonho) ou do avanço da narrativa, mas aqui ficamos ansiosos e nos importamos realmente com o destino da protagonista. Questões de como será a sua lua de mel, o bebê maligno e sua possível morte no parto, cria até um sentimento de estima para com a personagem e nos faz querer ficar até o fim da sessão, algo que não aconteceu em Lua Nova.
- Edward no Rio: Pois é, Edward (Robert Pattinson) falando português, super bem, foi um dos momentos mais engraçados do longa. Mas fica a dúvida: será que foi ele mesmo ou usaram um dublador? Enfim, ouvirmos o “português” num filme de sucesso mundial, é no mínimo curioso.



O pior

- Atuação de Kristin: Seja feliz ou triste Bella está sempre com uma expressão de dor, de que comeu algo e não gostou. Não sei vocês, mas penso que a personagem já não apresenta o carisma mostrado em Crepúsculo, parece que no meio do caminho ela perdeu a empatia, a graça. A atuação contida da atriz talvez seja a causa.
- De onde vem o baby?: Como que um vampiro pode engravidar uma humana? Eu esperava uma explicação boa, não tão elaborada claro, mas, qualquer uma. Mas a explicação da escritora é que, não há explicação!? O que? Pois é, este e outros detalhes da trama são muito inverossímeis, mas não vou falar mal da imaginação fértil da escritora né, é um romance de fantasia e não há limites para isso.
- Cenas de lutas: Os efeitos especiais estão perfeitos, mas as cenas de lutas entre os lobos e os vampiros são confusas, não transmitindo ao espectador a dose certa de tensão desejada para o momento. Ficamos sem saber quem é quem, e quando começamos a nos empolgar, o momento acaba. Um desperdício de frames, estas seriam talvez as melhores cenas de toda a saga, se fossem bem filmadas.
- Jacob cry: A Bella para e o Jacob (Taylor Lautner) começa a choradeira. Jake é um dos personagens que evoluíram na trama, ele aceitou finalmente a relação de Bella e Edward, o casamento e a gravidez e tal, mas por que ele ainda chora? Ah cara supera isso por favor! Ainda bem que foram apenas alguns segundos de choradeira.
Agora vamos torcer para que o fim da saga, em 2012, termine de modo satisfatório.

2 comentários:

  1. Oi Eliakim, finalmente falando mal de Crepúsculo, haha!

    ResponderExcluir
  2. uhulll... Quero muito assistir, vamos ver se vou ter as mesmas impressões

    ResponderExcluir

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...