Destruída após a Segunda Guerra Mundial,
Alemanha foi dividida entre os vencedores do conflito, ou seja, URSS comandava
a Alemanha Oriental, e os EUA a Alemanha Ocidental. As pessoas que viviam na
parte Ocidental podiam ir para o lado Oriental, mas não o contrário,
favorecendo a construção de túneis subterrâneos para aqueles que queriam
ultrapassar a barreira.
O Muro de Berlim, símbolo da
Guerra Fria, caiu no dia 9 de novembro de 1989, ou ao menos começou a ruir
nessa data. A imagem da população munida de pás, marretas e martelos demolindo
o paredão ficou na memória coletiva, porém, a derrocada do muro não se deu de
um dia pro outro, até novembro de 1990 esse monumento foi lentamente demolido. Isso
ocorreu porque um porta-voz da Alemanha Oriental declarou numa entrevista que seriam
permitidas viagens ao outro lado, depois de ser questionado quando isso aconteceria,
ele deu a entender que essa mudança já estava valendo. Tal declaração foi o
suficiente para que os moradores, do lado Oriental, se amontoassem junto ao muro
para exigir passagem e derrubar o muro à força.
Mas essa é uma outra história...não
é a principal, mas é o que torna Atômica (Atomic Blonde, 2017) muito mais que
um filme de pancadaria estrelado por Charlize Theron, é uma obra ímpar, que
mescla ingredientes de um filme de espionagem com o retrato de um momento
histórico vivido pela humanidade. David Leitch, o diretor, criou praticamente
um novo subgênero: o filme de ação-espionagem-histórico.

