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24 de abril de 2017

Vida (Life) – Um suspense sci-fi imperdível e inesperado



Você bem sabe que, conforme Charles Darwin e sua teoria da seleção natural, os seres mais bem adaptados ao meio em que vivem possuem mais chances de sobrevivência em relação aos organismos menos preparados à adaptação. Bem, tendo como base esse conceito e a nova obra de Daniel Espinosa, a raça humana corre sérios riscos de extinção. Em Vida (Life, 2017), novo filme do diretor, duas formas de vida distintas travam uma guerra violenta pela sobrevivência. Quem ganha essa batalha? Bem, você terá de descobrir assistindo a este que já é um dos melhores filmes do ano que ninguém estava esperando e que quase ninguém vai ver.

Jake Gyllenhaal, Ryan Reynolds e Rebecca Ferguson estrelam esse suspense espacial que tem nome de drama existencial de Terrence Malick, mas se aproxima mais de um Alien dos antigos ou de uma ficção científica dos anos 80. Das boas. O título “Vida” pode parecer romântico, mas faz todo o sentido quando se assiste ao filme. Vida trata de um paradoxo sobre a vida, a obra expõe de forma bem clara a dualidade a respeito da vida, de um lado há a forma de vida que precisa aniquilar a outra para continuar o seu desenvolvimento natural, de outro, há a que tenta a todo custo manter a sua hegemonia, ou seja, sobreviver.

17 de fevereiro de 2016

Deadpool – um super-herói nerd e subversivo




Há quase seis anos estreava Kick-Ass Quebrando Tudo, até então, o filme de super-herói mais ousado, violento e politicamente incorreto já produzido. Agora, Deadpool (2016) rouba esse título metralhando palavrões e balas exacerbadamente e sem um “pingo” de vergonha, abrindo um novo precedente para o gênero: os de filmes de super-heróis com classificação 18 anos. 

Deadpool tem uma trama do tipo “já vi isso antes”, é a mesma fórmula das histórias de origem de super-heróis, e o final é bem previsível, mas até o próprio protagonista, Wade/Deadpool, sabe disso e tira sarro.

No entanto, o filme dirigido pelo estreante Tim Miller, atrai principalmente pelo seu super-herói (ou seria anti-herói?) subversivo, debochado, nerd, furioso, irreverente, hilário...uma figura distinta de todos os outros que já vimos no cinema. Ryan Reynolds estava destinado a esse papel desde sempre, é visível o seu empenho tanto em cena quanto fora dela, atuando incansavelmente na promoção do longa. Depois de vestir a roupa verde no horroroso Lanterna Verde, ele super merece sentir o gostinho do sucesso.

7 de fevereiro de 2016

6 filmes de Ficção Científica para ver em 2016!






Rua Cloverfield, 10 – Filmado secretamente, a sequência de Cloverfield pegou todos de surpresa. O trailer foi divulgado em janeiro e a estreia é em março, assim PÁPUM. Segundo a prévia, uma mulher é prisioneira de um homem que acredita que o mundo está inabitável, por isso a mantém em cativeiro, mas Mary Elizabeth Winstead (Scott Pilgrim) resolve enfrentar o sequestrador e ver por si própria esse mundo inóspito. J.J. Abrams foi o produtor.



Midnight Special – A história de um garoto com superpoderes que tem um pai que faz de tudo para protegê-lo não parece ser muito original, mas a direção de Jeff Nichols (de O Abrigo e Mud) pode nos surpreender.  No elenco, estão Joel Edgerton, Michael Shannon e Kirsten Dunst. A estreia está prevista para março.

16 de dezembro de 2010

ENTERRADO VIVO: Um pequeno grande filme!

Depois dos créditos iniciais a la Hitchcock, vem o escuro e o silêncio. Logo apenas se ouve a respiração de alguém. São segundos de agonia e que apenas diminui quando Paul Conroy (Ryan Reynolds) acende o isqueiro e percebemos, junto com ele, que está preso num caixão. A sensação de angústia é incômoda, claustrofóbica e constante durante todos os 95 minutos de Enterrado Vivo (Buried, 2010), filme independente espanhol dirigido por Rodrigo Cortés, seu longa de estréia como diretor.

Paul é um caminhoneiro americano que está a trabalho no Iraque e que após uma emboscada é enterrado vivo por terroristas. Com apenas um isqueiro e um celular Paul tenta manter-se vivo e sã. É através das conversas dele pelo celular que temos conhecimento de sua história. É também a partir do telefone, que lhe chega o desespero, o medo de morrer, mas também a esperança, sentimento com o qual ele - e todos nós – se apega a cada toque emitido pelo aparelho. Assim como Paul, somos levados a ter esperança até nas situações mais críticas e mais pessimistas. Se ele morre ou não, bom, terão que assistir.

"Me tirem daqui! Não estou mais com a Scarlet!"

Se você pensa que um filme ambientado totalmente dentro de uma caixa de madeira, com pouca luz, e com apenas um personagem - o isqueiro e o celular são praticamente coadjuvantes – são ingredientes que podem tornar um longa chato e entediante, engana-se. Aí entra o grande mérito do diretor Rodrigo, que conseguiu atribuir ao longa originalidade, imprevisibilidade, agilidade no enredo, situações inimagináveis, doses cavalares de tensão e tortura psicológica, e ainda arrumou espaço para uma crítica ao governo americano.



Reynolds - que dizem os tablóides, agora é ex de Scarlet Johansson - é outro fator importantíssimo para a construção da atmosfera do filme. Sua atuação é surpreendente, principalmente se ressaltarmos que ele não contracena com ninguém, além dele mesmo, apenas com a voz do outro lado do telefone. Seu personagem apresenta sentimentos díspares como esperança, raiva, medo, dor e alívio de uma forma tão real, que é impossível ficar alheio á sua situação.


Enterrado Vivo é um pequeno grande filme, um candidato a cult, surpreendente, corajoso e barato. Uma prova de que não é necessário milhões de dólares para realizar um boa fita de entretenimento, apenas uma boa idéia na cabeça.
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