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9 de outubro de 2016

O Lar das Crianças Peculiares


No início da nova obra de Tim Burton, O Lar das Crianças Peculiares (Miss Peregrines home for peculiar children, 2016), há uma cena em que o protagonista percorre pelas ruas escuras de um subúrbio, que logo nos remete ao cenário de Edward, Mãos de Tesoura, representando um bom indício do que vem a seguir, correto? Não. Infelizmente, o filme é menos burtoniano do que se esperava, é mais uma aventura infantil/juvenil de super-herói previsível, cujo roteiro segue à risca a cartilha de filmes do gênero.

Tim Burton parecia o sujeito perfeito para transpor o material literário de Ransom Riggs para o cinema, a história de tom macabro sobre crianças marginalizadas com poderes extraordinários, parece mesmo uma obra com a qual ele se envolveria, mas O lar das crianças peculiares não tem a bizarrice típica do cineasta,  é divertida e infantil – isso fica claro na sequência de luta entre esqueletos e os monstros Etéreos –, Burton dá o seu “toque” apenas em momentos pontuais.


12 de junho de 2011

X-MEN: PRIMEIRA CLASSE

Retorno triunfante. Os mutantes voltam em filme charmoso, humano, divertido e você vai pedir bis












































A notícia da renovação da franquia X-Men foi visto com uma certa desconfiança, pela crítica e pelos fãs da saga nos cinemas e nos quadrinhos, cujo temor maior era um desnecessário recomeço de uma trilogia que havia se tornado uma das melhores da história do cinema. Presumo que nem a Fox Films acreditava muito nesse reboot. A crítica estava com os dois pés atrás, e o público? Vixi...esse criticava qualquer notinha sobre a produção ou sobre qualquer ator escalado para o elenco.

“Apedrejamentos” desnecessários, pois Brian Singer – diretor dos dois primeiros X-Men – estaria na produção e Matthew Vaughn na direção. Matthew é desconhecido, mas dirigiu filmes ótimos como Nem tudo é o que Parece (2005) e Kick-Ass do ano passado. Então, X-Men: Primeira Classe (X-Men: First Class, 2011) estreia e a crítica especializada idolatra o longa de uma forma unânime. Um “cala a boca” daqueles bem alto para todas as pessoas que julgavam o filme, antes mesmo de ele chegar às telonas.


Os jovens Xavier e Erik, o futuro Magneto



Enfim, Primeira Classe é magnífico mesmo. Perfeito. Matthew dirigiu-o com pulso firme, dosando bem as cenas de ação empolgantes com momentos divertidos e bem humorados – ele só teve que se contentar em não mostrar muito sangue e diminuir a violência, algo comum em seus filmes, por causa do público-alvo. O elenco impecável, é um dos grandes destaques da produção, principalmente a dupla principal. James McAvoy (Procurado) e Michael Fassbender (Bastardos Inglórios) interpretam Professor Xavier e Magneto respectivamente. Ambos estão brilhantes em seus papéis, eles têm química, e a relação - e os diálogos - entre os dois é outro ponto positivo do longa.

Todo o elenco está excelente. Kevin Bacon, inspiradíssimo, como o vilão nazista Sebastian Shaw, Jennifer Lawrence (Rio Congelado), a Mística e Nicholas Hoult - o pervertido Tony da série Skins UK- como o Fera, também se destacam no núcleo juvenil.


Depois de Skins, Nicholas virou uma Fera


A história acompanha o início de tudo. Como os mutantes se encontraram. Vemos os jovens Xavier e Magneto se conhecerem, ficarem amigos, e vimos também o fim da amizade entre eles, causada por diferenças de pensamento e de personalidade - fato que é apresentado no filme de forma impressionante e muito emocionante.




Com Brian Singer na produção, o tema recorrente em X-Men e X-Men 2, a “aceitação” é o que norteia também este novo capítulo por meio de alguns personagens. O “aceitar” o que você é, é o drama vivido, por exemplo, pelos azuis Mística e Fera, descontentes com suas aparências físicas. Esse traço humano no enredo é o que torna X-Men: Primeira Classe um filme sobre relações humanas, e não sobre pessoas com super poderes.


Jovens mutantes!


Primeira Classe é entretenimento de qualidade e com conteúdo – relembre a Crise dos Mísseis, EUA x URSS x Cuba, das aulas de História com um viés mais divertido. Não é exagero dizer que é um dos melhores filmes do ano, ou talvez até, o melhor de toda a série. E nos faz até criar boas expectativas em relação ao reboot do Homem Aranha, ano que vem. Já estou aguardando com enorme ansiedade o próximo capítulo dos mutantes.
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