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16 de abril de 2016

Relatos Selvagens




A vingança é o protagonista de um cult argentino chamado Relatos Selvagens (Relatos Salvages, 2014), uma obra de humor negro e hipnotizante que você precisa ver.

Dirigido por Damián Szifron, Relatos Selvagens teve um sucesso de público estrondoso no país de origem, ficou um ano em cartaz em um cinema de São Paulo e ainda foi indicado ao Oscar. 

O longa é composto por seis breves histórias com contextos e personagens diferentes, cada um deles tendo “um dia de fúria”, culminando sempre em um ato de vingança contra alguém. Relatos Selvagens me cativou pelo humor corrosivo e o leve sadismo, o fato de ser uma antologia, me deixava sempre ansioso pela próxima história e pela forma como os personagens teriam o seu desfecho. A primeira história já nos surpreende, ocorre em um avião, cujos passageiros foram propositadamente colocados ali.

13 de dezembro de 2015

O Clã – Sobre uma família tão unida que dá náuseas




Não há criatura de filme de terror que nos assuste mais do que o ser humano. É chocante quando sabemos de casos atrozes cometidos por homens aparentemente normais, que escondem suas perversidades pousando de “marido perfeito” ou “generoso pai de família”. Em O Clã (El Clan, 2015), filme argentino perturbador, conhecemos a história de um homem, não,  uma família inteira, que se dedicava a fazer “desaparecer” pessoas na Argentina dos anos 80. O longa de Pablo Trapero (Elefante Branco) recria essa história real que chocou o país em 1985.


Arquimedes Puccio (Guillermo Francella, em atuação assombrosa), é um homem comum, à primeira vista, contador diplomado, vive com quatro filhos e sua esposa em um bairro de classe média. O que ninguém sabe, é que Arquimedes era um dos responsáveis pelo desaparecimento dos “inimigos” na época da ditadura militar. Com o fim do regime e a escassez do “trabalho”,  ele percebe que o “negócio” ainda pode ser viável, mas agora, as vítimas não necessariamente precisam ser inimigas do governo, bastam ser ricas. 
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