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20 de setembro de 2015

Maze Runner: Prova de Fogo - Ordinário, mas divertido




No ano passado, o público aprovou mais uma adaptação juvenil, Maze Runner: Correr ou Morrer, baseado na obra de James Dashner. Estrelado pelo promissor Dylan O´Brien, de Teen Wolf, o filme teve êxito por ter uma premissa intrigante e um mistério crescente que segurava a atenção do espectador do início ao fim. Um ano após essa agradável surpresa juvenil, estreia a continuação, Prova de Fogo (Scorch Trials, 2015), que se distancia dos acontecimentos do livro e prefere se afogar nos clichês do gênero cinematográfico, tornando-a assim, inferior ao antecessor.


O fato é que Maze Runner: Prova de Fogo é uma aventura ordinária, convencional demais e que por mais que as sequências de ação sejam bem produzidas e de tirar o fôlego -  a cena do vidro, a do túnel, da tempestade, são ótimas -  elas são enfiadas goela abaixo à força para entreter o público-alvo, só por isso, não importa se tais cenas precisam ter algum sentido dentro da história. Pra que sentido, né? Pois o público só quer mesmo é ver o Dylan O´Brien correr....



Prova de Fogo começa bem, com Thomas (O´Brien) e  seus amigos enclausurados em uma fortaleza cercada de mistérios e incertezas, mas a previsibilidade ganha força quando os jovens sobreviventes do labirinto - aaaah, que saudades do labirinto, da Clareira... – enfrentam os perigos do deserto e de uma sociedade colapsada e desconfiada em meio a construções em ruínas. 


No primeiro Maze Runner, Thomas lutava não só contra criaturas horrendas, mas também contra o conformismo e a resistência daqueles que tinham medo de sair da Clareira, agora, o protagonista, destemido como sempre, tem que lidar com o desconhecido num mundo perverso e  ainda carrega consigo a responsabilidade de manter vivos todos os seus amigos que o seguem, mesmo sabendo que ele não tem plano algum.



Apesar de tudo o que citei e do final bagunçado, Prova de Fogo não é um filme ruim, diverte pacas, se salva pelos personagens carismáticos, o cenário distópico impressionante, as já citadas sequências de ação e deixa o público com altas expectativas para o próximo capítulo, que tem muito potencial para ser superior a este. Confira AQUI o trailer.


NOTA: 6,5

21 de setembro de 2014

Maze Runner: Correr ou Morrer é previsível, mas diverte!




Não sei dizer quão fiel à fonte original, Maze Runner: Correr ou Morrer (The Maze Runner, 2014) ficou, não li o livro, mas esta adaptação cinematográfica da série literária de James Dashner foi além das minhas expectativas, que não eram muitas, mas gostei muito do filme, talvez isso tenha acontecido porque eu não sabia praticamente nada do enredo, tampouco fiquei vendo e revendo as dezenas de trailers antes do lançamento. Vou abrir parênteses aqui e dá uma dica: quanto menos você souber sobre qualquer filme ou série, melhor, assim você não cria grandes expectativas e muito provável fique muito satisfeito com o resultado. Maze Runner: Correr ou Morrer, do diretor Wes Ball,  tem muitos defeitos, mas cumpre bem a sua função, que é a de divertir. 


Na obra de ficção científica pós-apocalipse, Thomas (Dylan O´Brien) já surge na telona numa jaula, sem lembrar de nada, nem o seu próprio nome, ele acorda numa comunidade composta de adolescentes situada numa floresta rodeada pelos quatro lados por grandes paredes, formando o temível labirinto. Bem, essa história de um bando de meninos perdidos no meio do nada lutando pela sobrevivência, lembra muito o clássico O Senhor das Moscas.


Tão confuso e curioso quanto nós, os espectadores, o protagonista logo vai descobrindo mais sobre o lugar e os habitantes, que estão ali há anos e não sabem por que eles foram parar ali e muito menos conhecem um meio de saída do labirinto, tomado por criaturas horripilantes.

 Perdidos no labirinto: Thomas, Minho, Gally e Newt.


É justo esse clima de mistério crescente, que vai revelando algo novo de tempos em tempos, o maior trunfo de Maze Runner, técnica que prende totalmente a atenção do público e faz com que fiquemos apreensivos até o próximo passo. Assim como o Thomas, temos medo do que estar por vir, medo do desconhecido, mas também estamos curiosos para ir além e descobrir a razão desta “brincadeira” de mau gosto. É muito fácil gostar e torcer pelo protagonista, questionador e inquieto, Thomas, o Corredor, é o reflexo puro da vontade do público. Dylan O´Bien, deixa o humor do Stilinski da série Teen Wolf de lado, e assume a liderança do filme - e de uma franquia - com naturalidade e jeito de herói de fitas de ação, é um papel mais sério e desafiador e Dylan o desempenha muito bem.


Além do enredo intrigante, o suspense constante e a sábia escolha de O´Brien para o papel principal, as cenas de ação não decepcionam, mesmo com a visível limitação  nos efeitos especiais em decorrência do baixo orçamento, as sequências de correria ainda são eletrizantes, causam frenesi, não deixa o seu público-alvo insatisfeito, já que este é o tipo de obra que prioriza mais esses momentos alucinantes.
 

Mesmo sendo superior aos outros filmes baseados em livros juvenis como A Hospedeira e Os Instrumentos Mortais, Maze Runner: Correr ou Morrer sofre de um mal, os clichês. E eles não são poucos. A começar pelos coadjuvantes estereotipados, tem o gordinho amigo do protagonista, o oriental e um vilãozinho, que nesse caso, é mais chato que vilão, o Gally, interpretado por Will Poulter, de A Família do Bagulho. 

A ideia é boa, tem que haver alguém para discordar da figura principal e construir um contraponto na história. Gally é a persona adepta do conformismo e da resistência, teme mudanças e o progresso. Enquanto Thomas é a novidade, personifica a coragem e é líder por natureza, para Gally, ele é a ameaça à sua vida pacata baseada na conformidade e no medo de sair daquele lugar. Como a produção é voltada à audiência jovem, essa discussão é abordada de leve, mas já é o suficiente para beliscar a mente daqueles que vão ao cinema para buscar algo mais do que entretenimento.


 As reviravoltas sem sentido e desnecessárias, uma envolvendo o personagem de Gally e o atropelo de clichês que se dá nos derradeiros momentos, entre eles, há um cuja intenção é somente emocionar o público, faz de Maze Runner: Correr ou Morrer mais uma adaptação que tem medo de inovar e ainda subestima a inteligência do seu público, contudo, não deixa de ser uma obra empolgante e que prende a atenção do espectador em quase duas horas de projeção, isso pode ser um fator bobo, mas parece que não é uma regra nas produções do gênero.

A Fox já anunciou a sequência The Scorch Trials, que vai estrear em setembro de 2015.
  
NOTA: 7,5

6 de junho de 2012

A volta dos lobisomens e vampiros da TV


Teen Wolf e True Blood estreiam novas temporadas e prometem muita ação, sangue, corpos sarados  e sensualidade


Teen Wolf é, acredite se quiser, uma das melhores séries teens da atualidade. O programa da MTV estreou sua segunda temporada esta semana. Quem viu?

Recentemente vi a primeira temporada, sem qualquer expectativa, me viciei. Claro que uma série teen sempre tem aqueles clichês do gênero, eles existem e lá estão eles: o protagonista bonito sarado popular (Scott McCall, vivido por Tyler Poser) e a garota linda e carismática (Allison, interpretada por Crystal Reed) novata na cidade e que logo torna-se o interesse romântico do rapaz e causando aqueles inevitáveis conflitos de casal que já estamos cansados de ver. O diferente nessa trama é o elemento denominado licantropia, ou seja, o protagonista é um recente lobisomem e sem controle nenhum sobre suas ações, isso é o mais bacana na trama, sem contar, a ótima química entre a dupla de protagonistas e o carisma do restante do elenco, principalmente o amigo abobalhado de McCall, Stiles (Dylan O´Brien).


Além dos dramas do protagonista e sua conturbada vida amorosa, a temporada tem como trama recorrente uma misteriosa criatura que anda aterrorizando a cidade. Não faltam cenas de ação e suspense em Teen Wolf, o ritmo de videoclipe dado à série só a torna mais empolgante. O episódio 7 da primeira temporada é o meu preferido, escuro e tenso do começo ao fim, o episódio dá uma pausa nos dramas dos personagens e prioriza a ação numa correria sem fim de McCall e seus amigos, que ficam presos na escola com o lobo gigante no seu encalço.



O elenco bonito, jovem e sarado não faz feio, a trilha sonora atual repleta de hits indies é outro grande atrativo para quem adora vasculhar novidades musicais nos seriados, os efeitos especiais até que convencem, apesar de parecerem superficiais em alguns momentos, mas nada gritante.



Em resumo, esqueça o lobisomem chorão de Crepúsculo, Teen Wolf é despretensioso, viciante, assista sem culpa, é um passatempo dos mais divertidos. Vale ressaltar que a MTV, com duas excelentes séries de qualidade e com um estilo tão próprio, esta e a engraçadíssima Awkward – cuja segunda temporada inicia no fim do mês -  em breve poderá transformar-se em uma concorrência de peso para as tradicionais emissoras especializadas em seriados. Nós, o público, só temos a ganhar com isso. Ficou curioso? Veja um vídeo.


Mudando para uma série mais adulta, com vampiros sexys e a garçonete mais bela e carismática da telinha – óbvio que é a Sookie Stackhouse - True Blood retorna para a sua quinta temporada neste domingo no canal HBO. Quem está mordendo de ansiedade aí?


A expectativa para esta nova temporada está altíssima, pois apesar da quarta temporada ter seus bons momentos, não foi uma das melhores da série. Com base nos trailers divulgados, a new season ressuscitará antigos e terríveis vilões de temporadas passadas, o que não significa que novos personagens não surgirão para atormentar ainda mais a vida já muito atribulada de Bill, Sookie, Tara, Jason  e companhia.


Pelo que vi nos trailers, esta quinta temporada tem tudo para se igualar à terceira, absurdamente violenta e descaradamente trash, com um foco maior no clã dos vampiros. True Blood é uma série tão peculiar e tão bizarra, com personagens tão ímpares e apaixonantes, que vale a pena vê-la mesmo quando a trama não é lá tão interessante, o que vale mesmo é que no próximo domingo vamos ouvir aquela musiquinha linda da abertura, “I wanna do bad things with you’. Confira o trailer da quinta temporada.
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